Hautacam

CURITIBA (day 6) Para fechar a viagem deixamos uma montanha perto de Argelès-Gazost uma vez que deveríamos nos deslocar até lá para devolver as bikes na Velo-Peloton. Desta forma, escolhemos o Hautacam, uma estação de ski localizada a 1520m de altitude. Saindo de Argelès, o ganho de elevação é de cerca de 1200m em pouco mais de 13km.

Pela primeira vez nessa viagem nos perdemos na saída. Eu tinha uma rota no meu GPS e o Pedro outra.   Logo na saída, encontramos uma rua bloqueada e tivemos que fazer um desvio. Eu estava olhando no meu GPS e não percebi que o Pedro e Oca tinham parado para procurar outro caminho. Quando percebi estava sozinho, mas a minha rota estava certa e a do Pedro errada. Esperei um bom tempo e nada deles. Achei que já tinham começado a subida e então resolvi subir. Na realidade eles pegaram a estrada errada e fizeram um bom trecho até entrar no começo da subida do Hautacam. Ou seja, subi sozinho.

Apesar da subida não ser tão longa, ela é bem dura. Tem dois trechos de cerca de 2km cada onde a inclinação não baixa dos 11%. Sem refresco! Alí o negócio é engatar a 34×32 e tentar manter a cadência na casa dos 70, o que não é fácil.

Ciclistas e mais ciclistas

Uma coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de ciclistas subindo a montanha.  Cada um no seu ritmo, mas todos com o mesmo objetivo. No alto da montanha era fácil de ver o pessoal reunido para a fotos. Como fiquei um tempão esperando meus colegas perdidos, deu tempo de escutar as piadas do pessoal. A lingua muda, mas a zoação é a mesma.

Grupão de amigos

Se você tiver sorte e paciência, poderá observar as águias que aparecem no alto do Hautacam. Foi o meu caso. Enquanto esperava o Pedro e Oca deu para comtemplar duas aguias sobrevoando as montanhas verdejantes dos Pirineus.

As famosas águias do Hautacam

E foi assim que acabamos nosso Tour nos Pirineus. Uma montanha dura, belissima, cheia de ciclistas, temperatura agradável e a certeza de que tem muita coisa a ser explorada nessa região espetacular da França.

Allez les Bleus!!

  • Resumo: 39km com 1240 de elevação
  • Relive
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Hourquette d’Ancizan e Col d’Aspin

CURITIBA (day 5) Depois da conversa com o Francês da bikeshop (Aneto Sports), acabamos de vez com nosso dia de descanso e resolvemos fazer o loop do mapa abaixo. No dia anterior subimos o Col d’Aspin pela estrada a esquerda do vilarejo de Payolle e descemos pelo mesmo lugar. Seguindo a dica dos locais, pegamos o lado direito em Payolle para subir até o Hourquete d’Ancizan, descer até a cidade de Arreau, subir o Aspin pelo outro lado para então descer até Bagnères-de-Bigorre.

Loop Hourquette d’Ancizan e Col d’Aspin

O dia amanheceu seco mas com uma forte neblina. Nada que nos impedisse de pedalar. Ao invés de sair pedalando de casa, resolvemos economizar um pouco de pernas e fomos de carro até Payolle. Assim economizamos uns 20km com cerca de 500m de altimetria.

Neblina!

A forte neblina nos acompanhou até o cume do Hourquette d’Ancizan. A estrada que leva ao cume é bem estreita mas com asfalto perfeito. Nada de burracos, apenas bosta de vaca de vez em quando. Carros? Acho que cruzamos com uns dois carros durante toda subida.

Subida para o Hourquette d’Ancizan

Pouco antes se chegar no cume da montanha (1564m), a estrada desce um pouco para então voltar a subir. Com a neblina que estava a descida deu uma gelada na alma.

Pequeno vale no meio da montanha

Chegando no cume

O mapa no início deste post mostra que os dois colos (Aspin e Ancizan) estão na crista da mesma montanha. Alias, Horquette quer dizer Col no vocabulário Gascon (povo que habitava essa região há muito tempo atrás). Ou seja, também dá pra chamar de Col d’Ancizan.

Horquette d’Ancizan

A descida até Arreau é bem bacana, mas a estrada estreita com quase nenhuma visibilidade nas curvas exige uma certa cautela. Não cruzamos com nenhum carro na descida, mas vai que…. Antes de passar em Arreau e começar a subida, paramos para algumas fotos no vilarejo de Ancizan, o qual poderia ser facilmente usado como cenário para o Games of Thornes.

Ancizan

E não poderia faltar uma forte

Saindo de Arreau a subida do Aspin é um pouco mais longa e mais dificil do que o outro lado. São cerca de 12km com um ganho de altimetria de 740m, e diferentemente do outro lado, nesse trecho  você consegue ver a estrada no alto da montanha. As vezes isso é um pouco desaminador, principalmente quando você enxerga um pontinho branco lá em cima que passou por você algum tempo atrás. Caralho, falta muita subida ainda! É o que vinha na minha cabeça.

Carros sobem rápido!

Passamos reto na figurinha repitida do Col d’Aspin e descemos até Payolle. O Pedro pegou nossa Van ali e eu e o Oca descemos até Bagnères-de-Bigorre pedalando, afinal de contas era só descida. Antes fizemos uma pequena parada na fonte de Sainte-Marie-de-Campan onde um simpático Francês me deu mais um punhado de dicas. Todas anotadas com carinho para a próxima vez, pois só tinhamos mais um dia de pedal e esse estava reservado para o Hautacam.

E com essa subida do Col d’Aspin nós fizemos uma boa parte da etapa 19 do TDF desse ano. Dia 27/7/18, sexta-feira, é dia de relembrar essas estradas na tela da ESPN.

Perfil da Etapa 19 do TDF 2018.

  • Resumo: 61km com 1326m de altimetria.
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Col d’Aspin

CURITIBA (day 4) Nosso quarto dia era para ser um dia de descanso. No começo da semana a previsão do tempo indicava tempo ruim, porém, não foi o que aconteceu. Muito pelo contrario, céu azul e temperatura agradável. Resolvemos então fazer a montanha mais fácil do roteiro no dia de “descanso”, o Col d’Aspin. Fazendo minhas pesquisas sobre as montanhas da região eu li em alguma parte que o Aspin, não é o maior, nem o mais duro, e nem a subida mais longa, porem, é mandatório. O Col d’Aspin é uma montanha categoria 1 já foi utilizada no TDF mais de 70 vezes.

Inicio da subida

Saindo de Sainte-Marie-de-Campan, o mesmo ponto de encontro para o Col du Tourmalet, a subida do Aspin tem 12.8km de extensão com um ganho de elevação de 650m. O cume está a1490m acima do nível do mar. Como saímos de Bagnères-de-Bigorre, fizemos cerca de 25km com 920m de altimetria. A subida é tranquila, quando comparada as montanhas dos dias anteriores. Me lembrou bastante a subida do Col du Telegragh nos Alpes, principalmente pelas curvas fechadas e a floresta de pinus.

Subida do Col d’Aspin. Faixas recém pintadas no asfalto para o TDF 2018.

Nesse dia o cume da montanha tinha vários ciclistas, mas estava dominado pelas vacas. Os mais desatentos levavam uma lambida das vaquinhas procurando por um salzinho.

Vacas do Aspin

Depois de algum tempo no alto da montanha, alguns ciclistas começaram a descer para o outro lado (sentido Arreau). De onde estávamos dava para ver a bela e sinuosa estrada. Até cogitamos em descer até Arreau e voltar mas a razão falou mais alto e voltamos pra casa. Afinal era dia de descanso.

Vista para o outro lado do Aspin

Antes de chegar em casa, paramos numa bike shop para dar uma olhada nas novidades. Bicicletas elétricas por todas as partes. MTB e speed com baterias e motores em diferentes formatos. Parece ser tendência.

Depois de algum tempo perambulando pela loja o vendedor veio puxar papo. Depois de contar um pouco o que tínhamos feito e o que pretendíamos fazer ele me disse que deveríamos fazer a estrada paralela ao Col d’Aspin, conhecida como Hourquette d’Ancizan.  Essa é a nossa estrada predileta disse o jovem Francês.

No dia seguinte seguimos a dica do Francês e de quebra fizemos o outro lado do Col d’Aspin.

  • Resumo: 49km e 921m de altimetria
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SuperBagnères e Col de Peyresourde

CURITIBA (day 3) Como a previsão do tempo era boa, resolvemos fazer duas montanhas que ficavam mais longe da nossa base, a SuperBagnères e o Col de Peyresoude. A cidade base para escalar esse picos é  charmosa Bagnères-de-Luchon (630m), distante cerca de 1h15m, quase na divisa com a Espanha. Começamos nosso dia pela Superbagnères, uma estação de ski a 1800m de altitude. O ganho de elevação nessa montanha é de 1170m ao longo de uma subida de 18km. A maneira mais fácil de subir até a estação de ski é pegando o teleférico em Bagnères-de-Luchon. Mas aí não tem graça!

Vale de Luchon (foto emprestada da web)

O começo da estrada é bem puxado com alguns trechos com mais de 10% de inclinação. Além disso, colocaram um asfalto novo e jogaram uns pedriscos num trecho de uns 3km, o que me deixou meio alerta para a descida. Muita pedrinha solta.

Falar que a estrada e bonita é chover no molhado. Floresta, rio, montanha com neve, quase nenhum carro, etc.. Uma coisa que chama atenção são os picos ainda cobertos de neve. De acordo com o Col Collective, a estação de SuperBagnères está rodeada por nada menos do que quinze picos com mais de 3000m de altitude.

Estrada para SuperBagneres

Faltando uns 5km para o fim a paisagem muda totalmente com um grande campo de altitude, o que torna possível ver todas as curvas da estrada. E não são poucas. O video do Relive mostra bem o traçado da estrada.

Parte final da subida

Caracol

Diferentemente das montanhas que fizemos nos outros dias, essa tinha poucos ciclistas. Subimos a montanha praticamente sozinhos e cruzamos com alguns ciclistas descendo somente. Descansamos um pouco lá em cima e logo começamos a descida mesmo porque no verão está tudo fechado. Não tem nada aberto, afinal de contas é uma estação de ski.

Depois da descida, o Oca e Pedro fizeram uma parada no carro. Acredito que se eu tivesse dito para abortar a segunda escalada do dia, eles topariam. Afinal de contas, já  passava do meio-dia e a temperatura estava acima dos 30C. 

Charmosa cidade de Bagnères-de-Luchon

Essa montanha já fez parte do TDF mais de 40 vezes  e esse ano fará parte da Etapa 18 (Bagnères-de-Luchon / Saint-Lary-Soulan). Aquela etapa curtinha de 65km com 3 montanhas. Será imperdível pois os ataques devem começar cedinho. Ou seja,  apesar do calor, não dava pra não fazer.

Começamos a escalada para o Col de Peyresourde  com cerca de 32C. O começo da subida já mostrou que a coisa seria dura. Me concentrei na minha passada na casa dos 70rpm e fui subindo sem olhar pra trás. Depois de alguns quilômetros, vi que estava completamente sozinho. Pensei, que filhos das putas!! Desistiram e me deixaram sozinho. 

Fiquei caçando sombras nos cantos da estrada pra amenizar o calor, mas essas eram raras.  O cume do Peyresourde está a 1569m e o ganho de altimetria é de 944m em cerca de 14km. Assim como o Superbagneres, depois de uma certa altura aparecem os campos de altitude e bate um certo desespero ao ver os dois 2km finais da estrada que tem cerca de 10% de inclinação.

Vilarejos no meio da subida.

Faltando uns 3km para o cume, eis que o Pedro surge das trevas. Pedalamos juntos um pouco até passar um local (famoso chassi de grilo). O Pedro tentou acompanhar e eu só fiquei olhando. A hora que o piazão viu o Pedro na roda, levantou e sprintou. Aí ja era.

Dois últimos quilômetros do Peyresourde

Diferentemente do Superbagnères,  lá em cima encontramos um boteco que vendia uma cerveja gelada revigorante, a qual já estava sendo apreciada por um bando de ciclistas espanhóis. Recompensa merecida depois de duas montanhas icônicas com mais de 2000 de subidas sob um sol escaldante.

  • Resumo: 66km, 2020m de subidas acumuladas.
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Col des Bordères, Soulor e Aubisque

CURITIBA (day 2) Motivados pelo video recente do Col Collective, revolvemos mudar  o trajeto do Col d’Aubique para incluir o Col des Bordères. Desta forma, realizamos um outro trecho do trajeto da etapa 19 do TDF desse ano, que inclui três picos Bordères, Soulor, e Aubisque. Decisão acertada, eu diria. O trajeto cruzando vales e subindo montanhas é fenomenal. 

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Rota saindo de Argelès ate o Col d’Aubisque (ida pela esquera e volta pela direita)

Saindo de Argeles-Gazost, fizemos um desvio saindo da estrada principal (D918) para pegar a D101 e D13 com direção a Estaing. Estradinha bem menor e com pouquíssimo movimento. A primeira parte de Argelès (484m) até o Col des Bordères (1156m) tem um pequeno sobe e desce, com uns trecho de inclinação de 16%. Nesse pedaço o pedal todo é cercado por florestas, rio e montanhas. Alias, belas montanhas.

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Estradinhas perto do Col des Bordères

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Col des Bordères (1156m)

O segundo trecho de Borderès a Soulor, sai de 1156m e desce à 877m, até o vilarejo de  Arrens-Marsous, para então subir até 1474m em 7km com inclinação media de 7%. Uma sublinha bem puxada, a qual fizemos acompanhados por diversos ciclistas (holandeses e italianos na maioria). Vale a nota que esse vilarejo é o último ponto de água antes de chegar no Col du Solour.

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Início da subida para o Col du Soulor

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Reunião de ciclistas antes de atacar o Aubisque

O trajeto final entre o Col du Soulor e o Col d’Aubisque é conhecido como Cique du Litor, um trecho de cerca de 10km que corta a montanha e liga os picos de Soulor e Aubiisque. Certamente uma das estradas mais bonitas que eu já pedalei. Se você tiver um único dia nos Pirineus, faça esse trecho de estrada.

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Estrada conhecida com Cirque du Litor (entre Soulor e Aubisque).

Cirque du Litor

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Cirque du Litor

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Col d’Aubisque

Todo o pessoal que estava subido o Soulor também foi até o Aubisque e lotou os dois cafés que existem por lá. Uma atmosfera incrível!

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Café lotado de ciclistas no Col d’Aubisque

Para voltar cortamos o Col des Bordères e seguimos direto do Col du Soulor para Argelès-Gazost. Um dia incrivel! Estradas fenomenais com ciclistas de todos os cantos do mundo.

  • Resumo: 71km, 1828m de subidas acumuladas.
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Col du Tourmalet

CURITIBA (day 1) O Col do Tourmalet é a estrada pavimentada com maior altitude nos Pinineus do lado Francês. Com 2115m, o Tourmalet é o ícone dos Pirineus, ou seja, se for para fazer uma única montanha nessa região, o Col du Tourmalet é esta montanha. O Tourmalet pode ser escalado a partir de Sainte-Marie-de-Campan ou Luz-Saint-Sauveur.  Saindo de Campan a subida é um pouco mais curta (cerca de 17km) porém mais difícil. De acordo com Paddy, o Irlandês da VeloPeloton, o lado de Campan é duro no começo, mais duro no meio e muito duro no fim.

Fizemos o lado saindo de Campan pois nossa base, Bagnères-de-Bigorre, fica apenas 10km de Campan. Além disso, essa escalada faz parte da etapa 19 do Tour de France desse ano. O trecho de 10km entre Bigorre (556m) e Campan (840m) é muito bonito e serve de aquecimento para a subida da montanha. A estradinha fica bem no meio do vale rodeada por propriedade rurais, vilarejos e um rio de águas límpidas e fortes corredeiras. O video do Relive dá uma bela visão da estrada.

Estrada em Bagnères-de-Bigorre e Campan

Sainte-Marie-de-Campan é um ponto de encontro de ciclistas. Ali tem uma fonte pra você completar as caramanholas e um pequeno comercio. Um bom ponto para pegar algumas dicas com os locais, pois sempre tem um monte de ciclistas por ali, pois é caminho obrigatório para fazer o Col d’Aspin também.

Bem, a subida do Tourmalet começa ali com placas a cada km indicando inclinação e distância para o cume. A subida é dura, é claro. Afinal, são cerca de 17km saindo de 840m e chegando em 2115m. A inclinação varia entre 7 e 10% sendo que trecho mais duro é no finalzinho com cerca de 13%.

Sainte-Marie-de-Campan

A estrada é muito bonita. Diferentemente dos Alpes, nos Pirineus é tudo muito verde. A umidade também é maior, mas fomos abençoados com belos dias de céu azul e temperatura muito agradável.  A paisagem é fenomenal e vale cada giro do pedivela! Alguns carros e motos passam pela estrada, mas todos respeitam os ciclistas.

Vista do meio da subida

Parte final da subida

Vista do trecho conquistado

No topo da montanha, os ciclistas que sobem pelos dos lados da montanha se encontram e o pequeno café e a lojinha de souvenir ficam lotados. O local mais disputado para uma foto é a famosa estatua de Octave Lapize, o ganhador do Tour de France de 1910. Naquela época os caras disputavam etapas monumentais com mais de 300km e bicicletas “single gear”. Verdadeiros merecedores de estatuas.

Junto com Octave Lapize

Estacionamento de bikes no alto do Tourmalet

Vista para o lado de Saint-Luz-Sauveur

Depois de desfrutar do ótimo tempo no cume da montanha começamos a descida pelo mesmo lado que subimos. Despencamos morro abaixo, e no meu caso, testando a capacidade de frenagem dos freios Ultegra. Aprovados eu diria. Em Sainte-Marie-de-Campan paramos para uma merecida cerveja antes de ir pra casa.

A bicicleta é só uma desculpa pra isso!

  • Resumo: 56km, 1511m de subidas acumuladas.
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Pirineus

BAGNÉRES-DE-BIGORRE (dia 0) Chegamos em Bagnéres-de-Bigorre, nossa base para escalar as montanhas dos Pirineus. Devo confessar que a casa alugada no AirBnB parecia mais bacana nas fotos, não que seja ruim, mas parecia mais legal nas fotos. Temos três quartos para 4 pessoas, Pedro&Renata, Oca e eu.

A viagem, como sempre foi cansativa, mas correu tuo certo. Uma conexão longa em Guarulhos, uma troca de aeroporto em Paris e por volta das 12:30h cheguei em Toulouse. Pedro e Renata já tinham resgatado o Oca que chegou uma hora antes pois não precisou trocar de aeroporto em Paris.  Por volta da 13:30h lá estávamos dentro da nossa Van branca com destino a Toulouse.

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Falando em Van, essa Renault Trafic que o Pedro alugou se revelou o carro perfeito para esse tipo de viagem. Nesta configuração que alugamos, viajam 6 pessoas (eu diria que cinco confortavelmente) e cabe um monte de bagagem.  No nosso caso, colocávamos as três bikes montadas sem muito esforço.  Muito mais fácil do que a solução adotada na viagem passada.

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Ainda no primeiro dia fomos pegar as bikes na cidade ao lado, Argelès-Gazost. Aqui vale um comentário. Depois de alguma pesquisa nos fóruns de ciclismo, acabei reservando a casa em Bagnéres-de-Bigorre pela proximidade do Col du Tourmalet e Aspin. Entretanto, depois desta experiência, acredito que uma alternativa melhor seria ficar em Argelès-Gazost, que fica uns 35km de Bagnéres-de-Bigorre.

Voltando as bikes, esse ano alugamos as bikes na Velo-Peloton. Inicialmente tentei uma outra loja, mas acabei fechando com a Velo-Peloton pela agilidade e pronto atendimento do proprietário, um Irlandês chamado Paddy. Sujeito muito atencioso e prestativo, diga-se de passagem. Nossa reserva era para domingo cedo, mas ele liberou as bikes no sábado as 17h, o que nos possibilitou acordar cedo e já sair pedalando no domingo cedo.

Nesse ano pegamos uma LaPierre Xelius SL, com Ultegra de 11V, relação compacta (50-34), cassete de montanha (11-32), rodas Mavic Ksyrium de alumínio e sem freios-a-disco. Gostei bastante da bicicleta. A geometria dela é mais compacta o que ajuda bastante na subida. 

 

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E o freio-à-disco fez falta nas descidas? Sim e não.  Dá pra descer bem com os freios Ultegra. A diferença é que com o disco você consegue retardar a freada. Isso ficou bem claro quando eu estava descendo junto com o Pedro (com sua Cube com discos). Quando tentava frear no mesmo ponto que ele, eu quase passava reto na curva. E passar do ponto descendo essas montanhas dos Pirineus não algo muito bom.