New Toy: Stumpjumper FSR 29

CURITIBA (getting there) Lá pelos idos de 2004/2005 quando comecei uma start-up junto com alguns colegas, me vi obrigado a aprender um pouco mais sobre inovação tecnológica, principalmente como colocar um produto inovador no mercado. E sempre que lembro de inovação, lembro dos livros clássicos do Geoffrey Moore: Crossing the Chasm e Inside the Tornado. Ele usa bastante a curva abaixo e explica que a grande dificuldade de um produto inovador é cruzar o abismo que existe entre o grupo dos “Early Adopters”, aqueles que compram tudo que é tecnologia nova,  e o grupo dos pragmáticos, os “Early Majority”. Muitos produtos bons morrem nesse abismo, por diferentes razões que Moore explica em seus livros.

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Acredito que para a maioria das coisas eu navegue no meio dessa distribuição com uma tendência mais para a direita, ou seja, compro uma nova tecnologia quando ela está “consagrada”. Ou seja, sou um conservador.

Tudo isso pra dizer que só agora troquei minha Mountain bike 26” por um 29”. Como um bom conservador fiquei olhando a disputa entre os diferentes tamanhos de roda, 26”, 27.5” e 29”. A 27.5” surgiu como uma alternativa prometendo reunir o melhor dos dois mundos, mas parece que está caindo no abismo de Moore. Essa é a minha impressão. No último pedal de Mountain Bike que eu fiz a grande maioria estava de 29”. Tinha eu mais um de 26” e ninguém de 27.5”.

Decidido a trocar minha MTB 26”, comecei minhas pesquisas no fim do ano passado e no começo desse ano a coisa afunilou para três marcas: Giant, Trek e Specialized. Na Giant testei a mesma Anthem que eu tenho, mas com aro 29”. Na Trek andei com a SuperFly FS8 e na Specialized a escolhida foi a Epic. Todas elas com o rótulo de XC, full-suspension, e na mesma faixa de preço. Depois dos testes iniciais estava decidido a continuar com a Giant pela relação custo benefício.

Mas no começo desse mês fui pra Recife e aproveitei pra fazer uma visita a um amigo que mora em Campina Grande-PB. João, Mountain biker de longa data, me mostrou sua n-ésima Specialized Stumpjumper e me explicou em detalhes a geometria da Stumpy, a qual prima pelo conforto. Diferentemente da Epic que é mais “racing”, a Stumpjumper é uma bike “all-mountain” que encara bem todo tipo de terreno. A Specialized ainda a classifica como uma “trail bike” pois ela vem com uma suspensão com um curso de 130mm pra aguentar melhor as pancadas.

Cheguei de viagem e fui testar a Stumpjumper na Pedale bikes, representante da marca em Curitiba . Depois de algum tempo em cima da bike concluí que tinha encontrado o que eu estava procurando, a Stumpjumper FSR Comp 29.

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Hoje fiz um primeiro pedal de cerca de 30km pelas estradas de chão perto da minha casa e deu pra perceber que a combinação das rodas maiores e suspensão com curso mais longo funciona bem. Ainda tenho que me acostumar com os trocadores da SRAM. Como sempre usei Shimano na MTB, me bati um pouco com o câmbio da SRAM. A relação de 20 marchas parece que atende bem. Durante algumas descidas e retas senti falta das marchas mais pesadas que eu tinha na Giant com 30 velocidades. Mas acho que deve ser uma questão de costume. Pelo menos as mais leves estão lá!

Outra coisa bacana que a Specialized fez é o tal do AUTOSAG. Com isso o processo de calibragem da suspensão traseira se tornou bastante simples. Basta pressurizar o amortecedor (com bastante pressão), subir na bike e acionar a válvula AUTOSAG. Pronto! Esse mecanismo equaliza de forma automática as pressões nas câmeras positiva e negativa com base no peso do ciclista.  Uma sacada bem interessante.

AUTOSAG: Basta pressurizar a suspensão e pressionar a válvula vermelha.

AUTOSAG: Basta pressurizar a suspensão e pressionar a válvula vermelha.

Mas como nem tudo é perfeito, a bike vem com um freio Avid Elixir 5SL. Não conheço esse modelo, mas na Giant eu tinha um Avid Elixir R. Não que o freio seja ruim, mas ele é barulhento. Independente do tipo de pastilha que você use ele faz barulho. Outra coisa ruim, é que esses freios usam fluído DOT, que são altamente corrosivos. Basta um pequeno vazamento para que o fluido comece a deteriorar o acabamento externo. Ou seja, é um freio que dá mais manutenção.

Freios Avid Elixir 5S

Freios Avid Elixir 5SL

Agora é fazer alguns pedais mais longos para ver quantos km dura esse conforto 🙂

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2 thoughts on “New Toy: Stumpjumper FSR 29

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