Col du Tourmalet

CURITIBA (day 1) O Col do Tourmalet é a estrada pavimentada com maior altitude nos Pinineus do lado Francês. Com 2115m, o Tourmalet é o ícone dos Pirineus, ou seja, se for para fazer uma única montanha nessa região, o Col du Tourmalet é esta montanha. O Tourmalet pode ser escalado a partir de Sainte-Marie-de-Campan ou Luz-Saint-Sauveur.  Saindo de Campan a subida é um pouco mais curta (cerca de 17km) porém mais difícil. De acordo com Paddy, o Irlandês da VeloPeloton, o lado de Campan é duro no começo, mais duro no meio e muito duro no fim.

Fizemos o lado saindo de Campan pois nossa base, Bagnères-de-Bigorre, fica apenas 10km de Campan. Além disso, essa escalada faz parte da etapa 19 do Tour de France desse ano. O trecho de 10km entre Bigorre (556m) e Campan (840m) é muito bonito e serve de aquecimento para a subida da montanha. A estradinha fica bem no meio do vale rodeada por propriedade rurais, vilarejos e um rio de águas límpidas e fortes corredeiras. O video do Relive dá uma bela visão da estrada.

Estrada em Bagnères-de-Bigorre e Campan

Sainte-Marie-de-Campan é um ponto de encontro de ciclistas. Ali tem uma fonte pra você completar as caramanholas e um pequeno comercio. Um bom ponto para pegar algumas dicas com os locais, pois sempre tem um monte de ciclistas por ali, pois é caminho obrigatório para fazer o Col d’Aspin também.

Bem, a subida do Tourmalet começa ali com placas a cada km indicando inclinação e distância para o cume. A subida é dura, é claro. Afinal, são cerca de 17km saindo de 840m e chegando em 2115m. A inclinação varia entre 7 e 10% sendo que trecho mais duro é no finalzinho com cerca de 13%.

Sainte-Marie-de-Campan

A estrada é muito bonita. Diferentemente dos Alpes, nos Pirineus é tudo muito verde. A umidade também é maior, mas fomos abençoados com belos dias de céu azul e temperatura muito agradável.  A paisagem é fenomenal e vale cada giro do pedivela! Alguns carros e motos passam pela estrada, mas todos respeitam os ciclistas.

Vista do meio da subida

Parte final da subida

Vista do trecho conquistado

No topo da montanha, os ciclistas que sobem pelos dos lados da montanha se encontram e o pequeno café e a lojinha de souvenir ficam lotados. O local mais disputado para uma foto é a famosa estatua de Octave Lapize, o ganhador do Tour de France de 1910. Naquela época os caras disputavam etapas monumentais com mais de 300km e bicicletas “single gear”. Verdadeiros merecedores de estatuas.

Junto com Octave Lapize

Estacionamento de bikes no alto do Tourmalet

Vista para o lado de Saint-Luz-Sauveur

Depois de desfrutar do ótimo tempo no cume da montanha começamos a descida pelo mesmo lado que subimos. Despencamos morro abaixo, e no meu caso, testando a capacidade de frenagem dos freios Ultegra. Aprovados eu diria. Em Sainte-Marie-de-Campan paramos para uma merecida cerveja antes de ir pra casa.

A bicicleta é só uma desculpa pra isso!

  • Resumo: 56km, 1511m de subidas acumuladas.
  • Relive
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Pirineus

BAGNÉRES-DE-BIGORRE (dia 0) Chegamos em Bagnéres-de-Bigorre, nossa base para escalar as montanhas dos Pirineus. Devo confessar que a casa alugada no AirBnB parecia mais bacana nas fotos, não que seja ruim, mas parecia mais legal nas fotos. Temos três quartos para 4 pessoas, Pedro&Renata, Oca e eu.

A viagem, como sempre foi cansativa, mas correu tuo certo. Uma conexão longa em Guarulhos, uma troca de aeroporto em Paris e por volta das 12:30h cheguei em Toulouse. Pedro e Renata já tinham resgatado o Oca que chegou uma hora antes pois não precisou trocar de aeroporto em Paris.  Por volta da 13:30h lá estávamos dentro da nossa Van branca com destino a Toulouse.

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Falando em Van, essa Renault Trafic que o Pedro alugou se revelou o carro perfeito para esse tipo de viagem. Nesta configuração que alugamos, viajam 6 pessoas (eu diria que cinco confortavelmente) e cabe um monte de bagagem.  No nosso caso, colocávamos as três bikes montadas sem muito esforço.  Muito mais fácil do que a solução adotada na viagem passada.

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Ainda no primeiro dia fomos pegar as bikes na cidade ao lado, Argelès-Gazost. Aqui vale um comentário. Depois de alguma pesquisa nos fóruns de ciclismo, acabei reservando a casa em Bagnéres-de-Bigorre pela proximidade do Col du Tourmalet e Aspin. Entretanto, depois desta experiência, acredito que uma alternativa melhor seria ficar em Argelès-Gazost, que fica uns 35km de Bagnéres-de-Bigorre.

Voltando as bikes, esse ano alugamos as bikes na Velo-Peloton. Inicialmente tentei uma outra loja, mas acabei fechando com a Velo-Peloton pela agilidade e pronto atendimento do proprietário, um Irlandês chamado Paddy. Sujeito muito atencioso e prestativo, diga-se de passagem. Nossa reserva era para domingo cedo, mas ele liberou as bikes no sábado as 17h, o que nos possibilitou acordar cedo e já sair pedalando no domingo cedo.

Nesse ano pegamos uma LaPierre Xelius SL, com Ultegra de 11V, relação compacta (50-34), cassete de montanha (11-32), rodas Mavic Ksyrium de alumínio e sem freios-a-disco. Gostei bastante da bicicleta. A geometria dela é mais compacta o que ajuda bastante na subida. 

 

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E o freio-à-disco fez falta nas descidas? Sim e não.  Dá pra descer bem com os freios Ultegra. A diferença é que com o disco você consegue retardar a freada. Isso ficou bem claro quando eu estava descendo junto com o Pedro (com sua Cube com discos). Quando tentava frear no mesmo ponto que ele, eu quase passava reto na curva. E passar do ponto descendo essas montanhas dos Pirineus não algo muito bom.

 

Medidor de Potência

CURITIBA (watts) Nunca achei que eu precisasse de um medidor de potência, até eu testar a roda do Lyra com Powertap. Primeiro fiz alguns testes no rolo e depois na estrada. No rolo eu diria que um medidor de potência é imprenscindível, a não ser que você tenha um rolo com medidor de potência embutido, é obvio.  Na estrada, eu diria que é um incentivo a mais, principalmente para fazer treinos estruturados (workouts). Na imagem abaixo, tem um exemplo dos treinos disponíveis no Wahoo.

Ou seja, como o rolo emprestando que eu tenho aqui não tem medidor de potência e eu estava fazendo uns treinos estruturados baseado em batimento cardíaco, resolvi comprar um medidor de potência. Fazendo uma busca rápida na internet você vai descobrir que existem diversas maneiras de medir potência na bicicleta. A foto abaixo (chupada do DC Rainmaker) mostra todos os lugares que você pode colocar um medidor de potência na sua bike. Alias, se você está pensando em comprar um, sugiro fortemente que você leia esse conteúdo.

Inicialmente eu tinha me decidio a comprar o pedal da powertap por dois motivos: preço e portabilidade. Por exemplo, numa viagem basta levar o pedal para contar com o medidor de potência. A questão do preço, é relativa, pois a versão mais barata (cerca de US$ 529) mede a potência de um único lado. Já a versão completa, com os dois pedais, custa US$ 729.

Lendo aqui e ali, decidi que para começar a “brincar” com potência, um medidor “single side” serviria para mim. Os mais puristas vão dizer que não é a mesma coisa pois você geralmente não tem a mesma força nas duas pernas, bla, bla, bla. O que é verdade, mas em se tratando de uma medida relativa que serve para mostrar a minha evolução (ou a falta dela! ), um “single side” dá conta do recado.

Decidido que um single side era suficiente, fiquei entre duas opções: o pedal e o pedivela (crank arm). Como dito anteriormente, a vantagem do pedal é a portabilidade. A desvantagem é a posição. Numa eventual queda, os pedais invariavelmente sofrem algum dano. O pedivela já está um pouco mais protegido, mas por outro lado sua portabilidade é um pouco mais restrita. Eu acabei optando pelo Precision da empresa canadense 4iii, o qual é compatível com o meu grupo Shimano Ultegra. Ou seja, funciona em qualquer outra bike com Ultegra somente.

Como dá para perceber, o medidor de potência está instalado no meio do pedivela e tem o tamanho de um sensor de cadência. Alias, o medidor de potência também tem a função de sensor de cadência e funciona com uma bateria do tipo CR2032 (coin cell). A 4iii também disponibiliza um aplicativo para calibrar o dispositivo, operação esta que pode ser feita diretamente no GPS. Pra que calibrar? Na realidade o termo correto seria “reset” ao invés de “calibrate”. O que acontece é que o medidor pode ficar com algum torque residual entre um pedal e outro e essa operação garante que qualquer peso residual seja eliminado de forma a não afetar a acurácia do medidor de potência. Em geral, os fabricantes sugerem que o dispositivo seja “calibrado” toda vez antes de iniciar o pedal. Mais informações sobre calibragem ou zero-offset você encontra aqui.

Finalmente, se você está pensando em adquirir um medidor deste tipo, certifique-se de que ele cabe no seu quadro. Os fabricantes geralmente fornecem maneiras de verificar isso. No caso da 4iii, o indicativo era uma pilha AAA entre o pedivela e o quadro. Se existir espaço para passar uma pilha, então cabe o sensor.

Até o momento o sensor está funcionando perfeitamente. Aparentemente o sistema de vedação dá conta do recado. Até agora nenhum problema nos pedais molhados. So far, so good!

 

Wahoo ELEMNT BOLT

CURITIBA (dry) Depois que meu Garmin Edge 1000 abriu o bico (literalmente) resolvi mudar de fornecedor de GPS. Após alguma pesquisa fechei com a Wahoo, empresa norte-americana que patrociana a Bora, atual equipe do Sagan.

O Elemnt bolt vem com dois suportes. Eu diria que um para speed e outro pra MTB (ou vice-versa). O design do dispositivo foi pensando para ser mais aerodinâmico, como dá pra percerber na foto acima. O outro suporte, que eu coloquei da MTB, acompanha as fitas para fixação e é bem parecido com o suporte da Garmin. A propósito, a Wahoo não usa o mesmo suporte da Garmin. Porque usaria ?

No Edge 1000 é possivel fixar uma cordinha para evitar que, caso o suporte quebre, o GPS saia voando e aterrize no asfalto. Infelizmente o Bolt não tem a cordinha. Por outro lado é possivel fixar o GPS no suporte com um pequeno parafuso. O objetivo desse parafuso é integrar o dispositivo a bike. Nas provas oficiais da UCI existe um limite de peso para as bikes, e esse peso considera todas as partes fixas da bicicleta, ou seja, tudo aquilo que não pode ser removido sem o auxilio de uma ferramenta. Uma vez parafusado no suporte, o GPS faz parte do peso total da bike.

Diferentemente do Garmin, a interface de configuração é totalmente baseada no smartphone.  Você pode criar diversas ‘páginas’, sendo que no bolt cada página comporta até 9 campos de informação. A vantagem da configuração via smartphone é a praticidade da interface. Adicionar, remover e mudar campos de posição é muito simples e rápido.

O Elemnt incorporou recentemente os “workouts” estruturados de uma maneira interessante. Além de poder importar os treinos de diferentes aplicativos (Training Peaks, Today’s Plan, etc), o Wahoo traz cinco treinos já instalados no aplicativo.

O dispositivo tem um conjunto de LEDs na parte superior, os quais podem ser configurados de diferentes maneiras. Por exemplo, você pode usar os LEDs para mostrar as diferentes zonas de batimento cardíaco. Nesse caso, depois de um sprint forte as luzes do painel ascendem, literalmente.

Como os workouts são baseados em potência, o Elemnt utiliza os LEDs para indicar se você está na potência certa, abaixo ou acima. A foto abaixo mostra a configuração default da tela de workout. O começo desse teste de FTP indiciava 5 minutos com potência de 75W. Como a potência no momento da foto era de 70W, os LEDs do lado esquerdo começaram a piscar. Se você estivesse acima do objetivo, os LEDs do lado direito seriam ativados.

Aí você vai perguntar, pra que os LEDs se vocês tem a informação de potência na sua cara. Eu respondo. No fim do treino, quando você está quase morrendo pra seguir o perfil, basta olhar os LEDs pra ver se você está acima ou abaixo do seu objetivo.

Outra coisa que eu gostei é o esquema de zoom. Como disse anteriormente, cada página pode ser configurada com até nove campos. Apertando os botões do lado direito, você pode dar um “zoom in” aumentando o tamanho da fonte (consequentemente diminuindo o número de campos) ou “zoom out”, voltando a ver todos os campos. Coisa de velho diriam os mais novos.

E finalmente a navegação. Existem duas opções para ir do ponto A ao B com o bolt. No primeiro caso, você define a rota no celular e o GPS vai te indicado o caminho. Se você errar o caminho ele não corrige a rota, apenas continua monstrando no mapa qual é o caminho correto e sua posição. Nesse caso, o roteamento é feito no celular e não no GPS. Pra quem anda de MTB em regiões sem sinal, isso pode ser um problema, o qual pode ser contornado com a segunda opção de navegação.

Nesta segunda opção, você pode importar uma rota  (FIT/GPX/TCX) e enviar para o GPS. Uma vez importada, você pode seguir a rota sem a necessidade de ter o celular ligado. Se você sair da rota planejada, o dispositivo emite um aviso sonoro e também ascende os LEDs e vermelho. Assim que você volta para a rota, os LEDs piscam em verde.

O zoom do mapa pode ser controlado usando os dois botões da lateral. Quem pratica ciclo-turismo talvez sinta falta a opção de navegar pelo mapa sem usar o zoom. Nesse caso, acho que o Edge 1000 (ou até mesmo o 705) são melhores opções.

BMC TeamMachine SLR02, 2000km

CURITIBA (duas semanas de sol!) Essa semana completei 2000km com a BMC e agora já dá pra ter uma melhor impressão da bike. Só para contextualizar, a BMC tem três versões da TeamMachine. A SLR01 é o modelo usado pela equipe BMC com o quadro pesando cerca de 800g e custando os olhos da cara. O segundo modelo é a SLR02, com o quadro cerca de 200g mais pesado. Finalmente a SLR03 com 200g extras. O modelo que eu comprei é a SLR02 ano 2017.

Duas coisas chamam atenção nessa bike. Primeiro é o pequeno triângulo traseiro, o qual tem sido uma das assinaturas da marca há um bom tempo. A justificativa técnica para o baixo “seat stays” é aumentar a rigidez na parte traseira do quadro de carbono.

O segundo aspecto que salta aos olhos é a largura dos tubos, principalmente na junção do “Down Tube”com o “Seat Tube”. Novamente, o objetivo desses tubos largos é aumentar a rigidez e melhorar a transferência de potência. Comparada com a minha Giant Defy, a diferença de rigidez é gritante. A SLR02 acelera muito mais rápido.

A geometria da TeamMachine é agressiva mas não tanto. Eu diria que pra um ciclista de meia-idade (mais para os 50 dos que para os 40) ela é agressiva na medida certa. Apesar de não ser uma bike endurance, ela é bastante confortável. Fiz uns dois pedais com mais de 100km sem nenhum incômodo. Comparada com a Giant Defy tamanho L (Reach = 390mm e Stack = 605mm), a SLR tamanho 60 (Reach = 405mm e Stack 601mm) é um pouquinho mais baixa, mas consideravelmente mais longa. Ou seja, tamanho de quadro varia bastante de marca para marca, por isso é importante comparar as medidas de Reach e Stack (#ficaadica).

Outra coisa que me agradou bastante foi o desempenho na subida. Achei que ia sofrer um pouco mais por estar acostumado com uma bike extremamente boa de subida, mas fui surpreendido. Um detalhe, porém. Pela primeira vez estou usando um pedivela mid-compact (52×36). Parece que não, mas dois dentinhos fazem bastante diferença, tanto na   descida quanto na subida.

Depois de um bom tempo usando os pneus Michelin Lithium de 25mm, estou rodando com os Continental Grand Sport Race 23mm que vieram juntos com a bike. Me falaram que esse Continental dura menos que o Michelin, mas até agora estou gostando bastante dos pneus e considerando seriamente voltar para os 23. Veremos.

Com relação ao grupo Ultegra, nada a reclamar. Trocas rápidas e precisas tanto no câmbio dianteiro quanto no traseiro (ok, tudo novo por enquanto). O sistema DoubleTap da SRAM ainda me parece mais interessante pois você não precisa levantar o freio pra subir marchas. Uma questão de costume certamente. Nada que um câmbio eletrônico não resolva.

Finalmente as rodas. A bike vem equipada com um rodas Shimano RS21, não muito levem mas confiáveis. Concordo com um dos reviews que li antes de comprar a bicicleta: as rodas são competentes mas não fazem justiça a bike. Certamente umas rodas de carbono com medidor de potência combinariam melhor com o conjunto. Mas por enquanto é o que temos.

Fim da Dinastia Garmin

CURITIBA (furou) Consultando esse meu diário abandonado, percebi que o primeiro post falando de um Garmin foi em 2009, quando eu estava tentando colocar rotas de bike no meu Garmin Forerunner 305. Antes disso, tive um 205 (se me lembro bem, comprado em 2007). Pois bem, de lá cá, foram diversos modelos,  de pulso, de bike, para o carro e até uma câmera, a Virb. Tive problemas com alguns deles mas sempre continuei comprando Garmin, talvez pela falta de concorrência, principalmente no que diz respeito ao GPS para bike. Entre ciclistas, Garmin é quase sinônimo de GPS.

Mas nos últimos anos a concorrência cresceu e a Garmin parece que parou no tempo. Convenhamos que ela nunca foi forte no quesito software. A cada atualização de firmware alguma coisa deixa de funcionar. Mas o hardware era bom. Esse era o consolo. De uns tempos pra cá, nem isso. Recentemente perdi meu VivoSmart pois os LEDs começaram a morrer (uma semana depois do fim da garantia). Esse fim de seman foi meu  Edge 1000 da bike. O botão de liga e desliga simplesmente afundou. Precisei de uma pinça pra resgatar o pedaço de plastico de dentro do GPS. Agora preciso de uma tampa de caneta pra ligar/desligar o GPS. Pelo que me falaram, o custo de reparação é quase a metrado do valor de mercado do GPS.

Comentando no meu grupo de pedal, descobri que outros já tiveram o mesmo problema. Pesquisando um pouco mais na internet, enontrei diversos casos parecidos. Apesar disso, continuamos comprando Garmin. Quer dizer, continuavamos. Para mim foi a gota d’agua. Vou tentar outra marca, começando pela substituição do meu Edge 1000. Estou bastante inclinado pelo Wahoo Element Bolt. É mais barato que o Garmin e os reviews são bastante positivos.

E quando o VivoActive que estou usando der pau, o que não vai demorar pelo jeito, também será subistituido por qualquer outra coisa que não seja Garmin.

New Toy

CURITIBA (como chove!) Depois de mais de quatro anos e quase 40000km andando com uma road bike endurance, a minha Giant Defy, resolvi passar para uma bike um pouco mais agressiva. Após de uma extensa pesquisa, estava quase decidido pela Canyon Ultimate. Aí fiquei sabendo de uma promoção da Bike24 na linha 2017 da BMC. A marca Suíça era meu sonho de consumo, mas o preço não ajudava. Quando ví o preço promocional, não hesitei. Como eu tinha umas férias programadas para Janeiro/18 na Alemanha, comprei a bike no site da Bike24 e mandei entregar na casa do meu amigo em Berlim.

Eles entregaram a bike montada numa caixa gigante que passava das dimensões permitidas por qualquer companhia aérea. Para resolver o problema acabei comprando um mala bike da ChainReaction por EUR 60. Fiquei meio apreensivo por não se tratar de um mala bike rígido, mas os mais de 100 comentários no site da CRC meu deram um pouco mais de segurança. Depois de quatro conexões a bike chegou inteira em Curitiba.

Esse foi o modelo escolhido, uma Team Machine SLR02. Ela vem com um grupo Shimano Ultegra, selim Fizik Arione R7, kit BMC (com canote de carbono), rodas Shimano RS21 e pneus continental 23mm. Todos os reviews que eu li antes de comprar essa bicicleta concordam em dois aspectos: i) a bike é muito rápida com excelente rigidez e ii) as rodas poderiam ser melhores. Não que sejam ruins, mas poderiam ser melhores.

Comparando as duas geometrias, dá pra notar que são duas propostas bem diferentes. A Giant (quadro L=58) tem Reach e Stack de 390 e 605 enquanto a BMC (quadro 60) mede 405 e 601. Ou seja, a Defy é mais curta e mais alta do que a SLR02 o que proporciona uma posição mais confortável para pedais longos. Apesar da posição mais agressiva da BMC achei a bike bem confortável nos dois primeiros pedais de 50 e 80km. Talvez um pequeno ajuste aqui ou ali. Veremos.