Pinos

CURITIBA (titanium) Era um pedal de MTB despretensioso de quinta-feira. SaÍ de casa cedinho como de costume para encontrar a trupe às 6:30h mas a maioria do pessoal abortou por causa de uma garoa que nāo estava prevista. Saímos eu, Cleyton e Rodrigo com destino meio incerto apenas para girar. Em função do piso bastante molhado eu estava andando com bastante cuidado.

O pedal desenrolava tranquilamente num ritmo confortável. Conversa pra lá e pra cá e de repente entrei num trecho extremamente liso e irregular e perdi completamente a roda dianteira. Era um trecho de subida leve e estávamos relativamente devagar, mas nāo consegui manter o equilíbrio e fui para o chão. Na hora meu instinto foi o de proteger meu ombro direito, que está “quase bom”, e apoiei todo meu peso no braço esquerdo. Aí a estrutura na aguentou. Resultado: Fratura cominutiva com cavalgamento do terço médio distal da ulna (figura abaixo para os leigos, como eu).

 

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Recentemente comprei um canote de selim retrátil, o qual  facilita bastante a pilotagem em descidas íngremes. Descobri que com ele na posição mais baixa, a pilotagem com uma mão somente fica mais fácil. Aí consegui pedalar mais alguns quilômetros até o asfalto da Estrada do Marmeleiro onde o meu colega, o grande PJ, foi me resgatar. Enquanto esperávamos, o Rodrigo ainda me comprou uma dose de conhaque pois eu estava todo molhado e com muito frio. Alias, tenho a sorte de ter grandes parceiros de pedal. Alguns colegas de longa data e outros mais recentes, como o Cleyton e Rodrigo, mas que sempre estão disponíveis nos momentos mais complicados.

canote

Logo o PJ chegou e me deu uma carona até o hospital, o mesmo que visitamos há 6 meses atrás. Chegando lá, por volta das 9h da manhã, o médico de plantão fez o raio X acima e cravou; opera no fim do dia. Como assim doutor? Sim, você vai colocar alguns pinos e uma placa de titânio. Coisa simples, a gente faz isso todo dia. Simples pra você, né?!

Fiquei no hospital o dia todo na expectativa da cirurgia. PJ passou um tempo comigo lá e  a tarde a Marisa chegou. Levei aquele merecido esporro e por volta das 18h fui para o centro cirúrgico. Minha cirurgia demorou um bocado pois a coisa estava meio movimentada por lá.  Devo confessar que eu estava bastante nervoso, pois nunca tinha entrado num centro cirúrgico antes.

O anestesista me disse que ia me dar algo pra dormir e que eu teria uma anestesia local no meu braço. Depois não ví mais nada. Acordei no fim da cirurgia e fiquei mais uma hora em observação. Por volta das 23h cheguei no quarto. Passei a noite no hospital tomando uns remedinhos na veia e dormi como uma criança.

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E assim ficou meu braço depois da cirurgia. Seis pinos fixando uma placa de titânio. Em 15 dias devo tirar os pontos e aí acho que posso subir no rolo. Afinal de contas tenho que treinar um pouco pra encarar os Alpes em Julho.

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Lambretas

TAIPEI (manada) Uma coisa que me impressionou aqui é a quantidade de lambretas que tem na rua (as vezes na calçada). Acho que cada habitante de Taipei deve ganhar uma de aniversário de 18 anos. Se você não tomar cuidado é facilmente atropelado, mesmo andando na calçada. Pelo que deu pra perceber, eles tem umas regras de trânsito específicas, o que permite que eles se misturem com os pedestres nos cruzamentos.

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Como a quantidade de motocas é absurda, os acidentes são inevitáveis. Hoje enquanto aguardava um colega num cruzamento, vi duas garotas beijar o asfalto…