Berlin de Bicicleta

BERLIN (on the road) Eu diria que Berlin é um lugar perfeito pra utilizar a bicicleta como meio de transporte. A cidade é tão plana que chega a ser chata. Ciclovias cortam a cidade de norte a sul, leste a oeste. Quando não existem ciclovias, os motoristas respeitam os ciclistas.

Então hoje resolvemos pedalar. Você pode alugar uma bike em qualquer lugar da cidade. Pegamos as nossas no hotel por EUR 10 (24h).  Os modelos disponíveis são todos muito parecidos. Citybike com câmbio de 7 ou 8 velocidades. As nossas tinham um SRAM de 7 velocidades. O GPS eu tive que improvisar.

Aproveitamos para fazer alguns pontos mais distantes que não tínhamos visitado ontem. Primeiro fomos visitar um museu do muro (ele de novo). Depois fomos para uma região bem simpática cheia de pequenos restaurantes e ruas muito arborizadas.

Pausa pra hidratar pois na bike não tinha caramanhola!

Indo para o parque Tiergarten, aquele que dava pra ver da torre, paramos um pouco pra assistir uma prova de ciclismo que estava acontecendo na cidade. E pelo naipe dos carros de apoio das equipes dava pra ver que a prova não tinha só pançudos.

Entrando no parque levamos um susto. Um amigo do Mildo (entenda um pouco mais) pelado de bike. Depois vimos que tem uma área de nudismo no meio do parque. O Mildo alemão estava saindo do parque peladão pra pegar sua bike.

Pedalamos mais um tanto para o lado oeste da cidade. Esse lado é mais chique e tem todas as lojas famosas que não existem no lado leste. Mas o lado leste tem um charme  maior. Tem mais história. Se tiver que escolher, fique com o lado leste. Voltamos por um caminho que beira o rio quase o tempo todo. Uma maneira muito agradável de finalizar nosso pedalzinho.

Números do pedal: 30km com altimetria de meio-metro e 6 cervejas (das boas)

Fim de Semana em Berlin

 

BERLIN (andamos  um monte) Chegamos em Berlin ontem a noite depois de uma viagem, digamos rapidinha, pelas estradas Alemãs. O clima agradável dessa época do ano nos convidou a uma passeio noturno. Passamos pelo portal da cidade o Brandenburg Gate. Logo encontramos um excelente restaurante Indiano. Foi sorte, pois já estava quase tudo fechado, por volta as 22h

Hoje acordamos cedo e fomos conhecer a cidade. Largamos o carro no hotel e fomos de metro pro centro da cidade. Começamos o tour pelo cartão postal da cidade a Torre Fernsehturm com 365m de altura. Como o tempo estava bom, a vista lá de cima estava bem razoável.

Na foto abaixo é possível ver o grande parque no meio da cidade. Amanhã devemos dar uma passada por lá.

Depois fomos dar uma passeada pelo lado leste da cidade, o antigo “outro lado do muro”.  Em alguns cantos da cidade ainda restam uns pedaços do famoso muro de Berlin. Andamos um bom trecho pra visitar um desses pedaços.  Apenas um muro, mas cheio de história pra contar. BTW, se você quiser, todas as lojinhas de souvernir da cidade vendem pedaços do muro.

Saindo de lá ainda passamos nos Charlie’s Checkpoint, o ponto de entrada dos aliados para o lado russo. A rua do chechpoint é bem movimentada e cheia de lojas famosas.

A foto abaixo eu tirei de um painel exposto na rua. É o mesmo checkpoint. Está ali só pra lembrar que o ambiente por aqui já foi bem diferente um dia.

Outra que remete a um futuro não muito distante é o Memorial do Holocausto. A obra fica bem no centro da cidade, ao lado do portal, e tem 2711 blocos de concreto pra lembrar as vitimas do holocausto. Difícil de esquecer.

E como ninguém é de ferro, um prato alemão típico pra repor as energias. Salsichas, bisteca, almôndega de porco, chucrute e cerveja, é claro!

Um Campo de Concentração

MUNICH (the dark side)  Hoje conhecemos o primeiro campo de concentração construído pelos nazistas. O campo de Dachau, que fica a 15 minutos de Munich, foi construído em 1933 algumas semanas após Hitler ter sido apontado Chanceler do Reich Alemão. O campo foi idealizado para colocar os prisioneiros políticos e foi usado como modelo para a construção dos demais campos construídos pelos nazistas.

Todas aquelas cenas de filmes da segunda guerra que eu assisti me vieram à cabeça no momento que eu entrei no memorial construído no antigo campo de concentração. Não sei descrever realmente qual foi o sentimento, mas foi uma coisa meio estranha estar num lugar onde milhares de pessoas foram mortas.

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Uma coisa que me impressionou foi o tamanho do campo de concentração. É muito maior do que parece nos filmes. O prédio principal (foto abaixo) hoje comporta um museu que conta a história da guerra através de fotos e documentos de pessoas que foram prisioneiras do campo. Algumas fotos são bem impressionantes. O museu ainda mostra alguns objetos usados pelos prisioneiros.

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Das 34 casas dos prisioneiros somente duas estão lá.  Em Dachau existiam duas fileiras de 17 casas iguais a essa da foto abaixo. Construídas para acomodar 200 pessoas, no fim da guerra estavam acomodando mais de 2000.

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As cercas, as quais foram parcialmente reconstruídas em 1965 tinham pedaços de vidros e um fios eletrificados. Elas eram vigiadas por 7 torres e se alguém tentasse cruzá-las você já sabe o que acontecia.

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Como está escrito na placa na frente do memorial, Dachau é um nome que nunca será apagado da história Alemã.

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Tosco Tomando Cerveja

MUNICH (mas com classe) Em Roma como os Romanos. Então dei um tempinho nos vinhos e ataquei as cerjevas, aproveitando que essas são mais baratas que água por aqui. Tá certo que no mercado a água ainda é mais barata, mas no restaurante uma cerveja de 500ml é mais barata que uma garrafa de água.

Todas as que eu tomei até agora não chegam aos pés das Belgas, mas são muito melhores do que qualquer lata que temos nos nossos supermercados. Vou vou continuar experimentando!!

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Neuschawanstein

MUNICH (frio da fome) Em qualquer viagem pela Europa, inevitavelmente você acaba passando por algum castelo. Tá certo que é difícil de bater os franceses do Vale do Loire, mas cada um tem o seu charme e suas particularidades. Em Portugal visitamos dois castelos em Sintra e Lisboa, sendo que o castelo de São Jorge hoje são apenas ruínas.

Perto de Munich, cerca de 100km, tem um castelo bastante moderno para padrões Europeus.  O castelo de Neuschawanstein foi construído entre 1869-86 e segundo reza a lenda serviu de inspiração para Walt Disney. A estrada entre Munich até o castelo é bastante bonita, cheia de curvas e com os Alpes fazendo companhia durante uma grande parte do trajeto. De deixar qualquer cicloturista com água na boca.

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O vilarejo onde se encontra o castelo é cercado por um monte de restaurantes e lojinhas de souvenirs. De lá já se pode avistar o castelo  no meio do cenário montanhoso.

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Para chegar ao castelo, porém, foi necessária uma caminhada de 40 minutos no meio da floresta com temperatura na casa dos -8C. Apesar do frio a caminhada foi muito agradável. A floresta diminui um pouco a sensação do frio. Deu pra relembrar os tempos de estudante em Montreal.

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Chegando lá em cima a vista do castelo é muito bonita. A visita muito bem organizada e sem atropelos, no mais típico padrão alemão de organização e qualidade. Infelizmente dentro do castelo não é possível tirar fotografias.

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Pelo que pesquei da história, o rei Ludovico II, dono do castelo, perdeu uma guerra e seu reinado da Baviera, e por isso resolveu construir esses castelo para viver um reinado paralelo. Foi declarado louco e morreu as 40. Podia ser louco, mas de bobo não tinha nada. Olha a vista que o cara tinha da sacada do castelo. Como dizia um amigo meu, morreu aos 40 sabe-se lá do que, mas deve ter vivido como Keith Richards, ou seja, 100 em 10.

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Na volta mais uma bela caminhada, o que abriu o apetite de uma maneira incrível! Pra resolver esse problema, uma típica refeição da Baviera com salsichas, chucrute e cerveja, é claro!

Munich

MUNICH (abaixo de zero) Ontem passamos o dia em trânsito. Saímos cedo de Lisboa em direção ao Porto para pegarmos nosso vôo para Munich. A coisa foi meio conturbada pois o vôo chegava tarde em Munich e eu não tinha certeza se ia conseguir pegar o carro.  Além disso corríamos o risco de perder a reserva do hotel. Mas no fim deu tudo certo e hoje saímos cedo pra conhecer a capital da Baviera.

Munich é uma cidade muito bonita e bem organizada. Avenidas largas e monumentos espalhados por toda a cidade fazem dessa cidade um lugar bastante especial.

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A quantidade de gente no centro da cidade me impressionou. Geralmente nessa época do ano as cidades não são tão movimentadas. Tá certo que é um feriadão e a cidade está repleta de turistas…

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A coisa aqui está gelada, porém.  Hoje a neve caiu durante quase todo o dia e a pequena Canadense se achou em seu habitat natural…

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Depois de um almoço típico alemão regado a cerveja, salsichas e chucrute, batemos mais um pouco de perna e achamos um mercado onde compramos uns queijos franceses e suíços para o tradicional queijos&vinhos no hotel no fim de tarde. Ah, o vinho foi um Rioja chamado Monte Clavijo. Pelo preço que eu paguei, diria que o vinho é honesto (GGG).

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