Strava Festive 500 (2017)

CURITIBA(wet) Revendo meus posts dos anos anteriores, parece que nos anos impares chove e faz frio na última semana do ano. Foi assim em 2015. Já nos anos pares faz calor (ok, minha amostragem não é relevante…).  Pois bem, o tempo esse ano está uma bosta. Chuva, frio e vento. Então para deixar registrado para comparações futuras, aqui segue o registro.

  • Dia 1: Palmitalzinho
  • Dia 24/12/17
  • 100km, 869 de subidas acumuladas
  • Luiz, Felipe, Renato, Laurindo
  • Percurso: Strava, Relive

Começamos nós quatro com um tempo feio e um vento infernal. Logo de cara engatamos num pelote na BR277 (com vento a favor). A alegria durou pouco pois logo depois entramos no contorno com vento lateral. Laurindo desistiu e voltou e o Renato encurtou o pedal dele. No fim ficamos somente eu e Felipe. A volta com vento contra foi bem sofrida (mesmo na roda do Felipe). Nem foto lembrei de tirar!

  • Dia 2: Dom Pedro
  • Dia 26/12/17
  • 110km, 1039m de subidas acumuladas
  • Luiz, Fabrício, Renato, André
  • Percurso: Strava, Relive

O segundo pedal tinha previsão de chuva mas felizmente pegamos asfalto molhado só no começo. Um pouco frio pra dezembro, com 15C no início do pedal. A ideia era ir até o mirante da Graciosa, mas quando chegamos no portal da Dom Pedro o tempo estava bem feio. Imaginamos que o pastel do mirante estaria fechado por isso resolvemos comer o pastel no outro boteco (sentido BR116) A volta foi tranquila, sem vento e até a temperatura aumentou. Mas não vimos o sol.

Luiz, André, Renato e Fabricio (lembrando do Felipe que ficou trabalhando.)

  • Dia 3: Balsa Nova (fail)
  • Dia 27/12/17
  • 83km, 955m de subidas acumuladas
  • Luiz (solo)
  • Percurso: Strava, Relive

Acordei cedo e adivinhe? Chuva que não parava. Abortamos e fui ler uns artigos que estavam na fila. O tempo melhorou um pouco e por volta do meio-dia resolvi ir até Balsa Nova via estrada do Bugre. Não consegui chegar no destino final. Faltando uns 10km para Balsa Nova utilizei minha segunda câmara reserva. E como onde eu estava não tinha sinal de celular, resolvi voltar. Vai que preciso chamar um Uber! E quase precisei. Chegando no parque Barigui, onde estava meu carro, um terceiro furo. Acabei o pedal empurrando a bike.

Caixa do ciclista no Jusita em Campo Largo. Não tinha câmara reserva pra speed, só uma de MTB

  • Dia 4: BR 277 +  Contorno  + Barigui
  • Dia 28/12/17
  • 82.7km (+ 10km MTB), 533m de subidas acumuladas
  • Luiz, Isabela
  • Percurso: Strava, Relive

Dia amanheceu nublado, porém seco. Como tinha prometido pra Isabela que faríamos alguns quilômetros no parque, sai cedinho com a ideia de fazer uns 100km. Mas chegando perto do Pedágio da BR277 a pista estava bem molhada. Como não estava a fim de limpar a bike novavemente, resolvi fazer a volta no viaduto de Borda do Campo e ir até a entrada da estrada Dom Pedro pelo contorno. Pedalzinho tranquilo, sem vento e sem futors!! Pra fechar o dia, acumulei mais 10km no parque com a Isabela.

  • Dia 5: Balsa Nova + Cerne
  • Dia 30/12/2017
  • 116km, 1358m de subidas acumuladas
  • Luiz, Renato
  • Percurso: Strava, Relive

Sexta-feira (29/12) choveu praticamente o dia inteiro. Eu tinha planejado fazer dois pedais mais curtos na sexta e sábado, mas em função da chuva resolvi completar o desafio no sábado. Isso não me livrou da chuva, porém. Saímos eu e o Renato do Barigui inundado por volta das 7:30h sentido Balsa Nova. A rotina de pneus furados continuou, mas dessa vez com o Renato. Dois furos, um atrás do outro. Pneus consertados, seguimos até Balsa  Nova para o tradicional cafézinho.

Mais um furo na volta, agora meu, e seguimos pra casa via estrada do cerne. Pegamos garoa, frio, neblina, chuva e sol no fim. Tipico dia Curitibano pra fechar o desafio.

Estrada do Brugre (com sol é mais bonita)

Comparado com o ano passado, esse ano os roteriros foram mais pobres em função do clima de merda (sem litoral e Graciosa). Mas era o que tinha pra 2017. Ano que vem tem mais. Feliz 2018!!

 

 

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Subindo…

CURITIBA (wet) Esse fim de semana intensifiquei os treinos de subida. A ideia era fazer dois pedais mais pesados (acima de 1500 de subida acumuladas) em dois dias seguidos, afinal de contas subidas mais pesadas nos esperam nos Alpes Franceses. No sábado, que não tinha previsão de chuva, fiz o pedal mais sujo dos últimos tempos. Encarei a serra do mar duas vezes sob um garoa fina na companhia do Pedro e Renato. Depois nos desencontramos no meio da neblina e acabei fazendo a segunda subida solo. Foram 90km com 1800m de subidas. No domingo fui pedalar junto com o Arce na BR 476 entre Bocaiuva do Sul e Tunas. Um trecho de pouco menos de 40km mas com uma boa altimetria. Na realidade não tem nada plano nessa estrada, ou sobe ou desce. A subida mais longa, com cerca de 4km e gradiente médio de 7% (com trechos de 12%) fica na serra do Santana. O pedal de ida e volta totaliza 76km com cerca de 1600m de subidas acumuladas.

No domingo pela manhã a estrada é bem tranquila. Pegamos um pouco mais de movimento na volta pois saímos de Tunas depois das 10h em função de dois pneus furados que eu tive. Pelo que deu pra perceber o pessoal que pedala por ali acaba saindo mais cedo, pois na ida nós cruzamos com bastante gente voltando. Nós saímos 8:15h de Bocaiuva.

A estradinha entrou na lista das minhas preferidas. E dá pra fazer algumas variações, ou saindo antes de Bocaiuva ou indo pra lá de Tunas. A próxima empreitada lá vai ser para fechar 2000m. De acordo com o Strava, temos que aumentar o trajeto em cerca de 13km (26 ida e volta).

 

No Trespassing

CURITIBA (cercas) Um lugar bastante interessante para a prática de MTB perto de Curitiba, a cerca de 30km,  é a serra de São Luiz do Purunã. Lá você encontra um monte de entradinhas e um montão de subidas e descidas, afinal de contas é uma serra. Qualquer pedalzinho de 40km por ali tem mais de 1000m altimetria. O trecho mais conhecido é a estrada da Faxina, uma estrada com pouco mais de 10 km, paralela a BR 277, que liga o pé da serra ao topo.

Meio cansado de subir e descer pelas mesmas rotas, resolvi dar uma explorada nos trajetos do GPSies e Strava pra ver se tinha alguma alternativa pra ser explorada. No Strava encontrei uma rota bem interessante de descida. Quando digo bem interessante, quero dizer uma alternativa de descida da serra de SLP com gradiente de 15%. Downhill de verdade! Em azul, o trajeto novo que eu fiz baseado no strava.

Faxina AlternativaPois bem, sábado passado juntamos três professores da UFPR (eu, Pedro e Peterson) e fomos executar o plano. O começo do trecho marcado em azul no mapa acima é a conhecida estrada da Lage, a qual leva a pousada cainã. So far so good. Numa altura dessa estrada o Peterson alertou para o fato de que não existia mais estradas para descer a serra. Eu disse que o Strava afirmava o contrário. Tocamos em frente.

Quando chegamos no ponto de sair da estrada principal, percebi que o Peterson estava certo. Não tinha estrada e sim um caminho no meio de uma plantação de trigo, onde uma placa dizia, “Propriedade Privada. Não Entre”. Entramos. Andamos mais um pouco e mais uma porteira. Passamos. Mais um pouco e um terceira porteira, esta com cadeado. Pulamos. Aí começa o downhill no meio do mato. Simplesmente sensacional.

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A descida acaba em mais uma porteira que entra no quintal de uma casa, que eu imagino ser do caseiro da propriedade. Passamos rapidinho entre as galinhas e os cachorros e logo estávamos na última porteira, onde o caseiro veio tirar satisfação:

O que vocês estão fazendo aqui?

Estamos perdidos!

Sempre essa desculpinha. Puta que pariu!! Tô cansado disso… Vocês são analfabetos?

Quando é conveniente…

Deixamos o caseiro resmungando sozinho e continuamos o pedal, até porque estávamos dentro de uma propriedade particular.

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Na região existem várias propriedades particulares que dá pra pedalar sem problemas. Não é o caso desta. Uma pena, pois a trilha é bacana. Ficou interessado de qualquer forma? Segue o track nos strava. Note vários analfabetos por conveniência ja passaram por lá. Criaram até um segmento na descida 🙂

https://www.strava.com/activities/745519015/embed/404bca2c57b663309d1815c1110ce67da83ab806
 

Serra do Rio do Rastro

CURITIBA (up) Já fazia um bom tempo que eu queria conhecer a serra do rio do rastro, uma estrada bastante sinuosa localizada no município de Lauro Muller no sul de Santa Catarina, cerca de 500km de Curitiba. Na semana passada, meio de supetão (só assim essas coisas funcionam), combinei com o Fabricio de subir a serra de speed. Depois de um monte de mensagens (vou, não vou, talvez, vou ver lá em casa, etc..) fechamos um grupo de quatro ciclistas. Eu, Fabricio, Arce e André. Colocamos as bikes em cima do carro e partimos em direção a serra catarinense na sexta a tarde.

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Em Lauro Muller, ficamos na pousada Beira Rio. O lugar é bem simples, bastante barulhento e com camas pouco confortáveis. O preço é bom, porém. Paguei R$ 60 por um quarto individual com banheiro privativo. Eles não servem café da manhã mas tem uma padaria pertinho que resolve esse problema. Quando eu voltar pra lá, e certamente voltarei, vou procurar outro lugar pra ficar.

Lauro Muller é uma cidade pequena sem muitos atrativos, mas com esse nome alemão uma cervejaria não poderia faltar. E não falta. Logo na entrada da cidade encontra-se a Lohn Bier, uma pequena cervejaria com um restaurante anexo. Diferentemente da pousada, essa eu recomendo. Não deixe de experimentar a IPA deles.

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No sábado acordamos cedinho, tomamos café na padaria e por volta das 7:15h começamos o pedal. A dica é começar o pedal cedo para evitar o movimento na serra e também no mirante lá em cima. No nosso caso funcionou. Encontramos pouquíssimo movimento tanto na subida quanto na descida.

O trajeto de Lauro Muller até o mirante é de cerca de 25km, saindo de 180m e chegando ao 1400m. Depois dos 700m, onde começa o trecho de concreto, a subida aperta (gradiente médio é de 10%). Uma relação compacta ajuda bastante nessa situação.

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Eu não contei, mas dizem que a estrada tem 284 curvas.

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Eu, Fabricio, André e Arce

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Depois de um monte de fotos e um chocolate quente no mirante da serra começamos a descida. O trecho de concreto exige freadas fortes, ou seja, não combinam com a speed. Mas dá pra descer rapidinho! Já o restante da descida é uma delícia. Fizemos um “pelote” de três e despencamos serra abaixo andando a acima dos 50km/h.

Rio do Rastro from Luiz on Vimeo.

https://www.strava.com/activities/635118692/embed/5ad08824cb1bb57d9db4ac705f493389b8fdf36b

Mais fotos disponíveis aqui.

Col d’Antenne

CURITIBA (sobe) Já que a ideia é fazer alguns pedais em algumas montanhas famosas no ano que vem, o negócio então é começar a encarar uns gradientes pesados pra ir acostumando o esqueleto. Foi o que fizermos ontem.

Morro da Antena

Só para ter uma breve amostra do que nos espera, revisitamos o pico do Capivari menor, também conhecido como Morro da Antena. O morro fica a 65km de Curitiba na BR116 sentido São Paulo. O pedal até lá é bem agradável, com bastante sobe e desce (cerca de 1000m de subidas acumuladas).

A estradinha que da acesso ao morro é de concreto e está mal conservada em alguns pontos. Bom pra MTB, complicado pra speed. Mas dá pra subir pedalando os cerca de 3.5km com gradiente médio de 10% (passando dos 20% em alguns pontos). Subir com uma relação compacta como a minha (34×28) ajuda bastante. Alias, em alguns trechos uma 34×32 seria bem vinda!

A última vez que estive nesse morro foi em 2011 e na época fizemos o percurso de MTB. Lembro que descer a estrada irregular de concreto de MTB com freio a disco foi uma delicia. Já de speed com esses freios de merda, foi um sacrifício! Ou seja, freio a disco na speed não é tão desnecessário assim…

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Eu, Fabricio, Formiga, Pedro e Arce

Saindo de Curitiba dá um pedal de cerca de 140km com mais de 2500m de altimetria. Um bom treino! Aqui tem mais algumas fotos.

https://www.strava.com/activities/627725534/embed/de45c11decff57a74d047809adf0affb0cf3f417

 

Volta da Lapa

CURITBA (gray but no rain) A volta da Lapa é uma clássica da região de Curitiba e estava na minha listinha já fazia algum tempo.  O percurso é um loop de cerca de 180km com 2000m de subidas acumuladas saindo de Curitiba e passando por Campo Largo, Balsa Nova, Porto Amazonas, Lapa, Contenda e Araucária.

Volta da Lapa

Volta da Lapa

Dá pra dividir o percurso em cinco pernas. 1) Parque Barigui-Pedágio de São Luiz de Purunã, 2) Pedágio-Ponte do Rio Iguaçu em Porto Amazonas, 3) Ponte-Lapa, 4) Lapa-Araucária, 5) Araucária-Barigui,

A primeira parte é um trajeto conhecido por qualquer ciclista Curitibano que se preze. Tem cerca de 37km e a serrinha de SLP no fim. O acostamento entre Curitiba e Campo Largo está uma bosta.

A segunda parte é uma delicia. No domingo tem pouquíssimo movimento e a estrada está bem melhor. São 37km saindo de 1150m e chegando aos 770m na ponte que cruza o Rio Iguaçu. Como tudo que desce tem que subir, a terceira perna já na PR 427 tem 32km saindo do Rio Iguaçu aos 770m e chegando na cidade da Lapa aos 911m. A estrada é muito bonita e movimento baixíssimo (pelo menos no domingo).  De vez em quando passam uns motoqueiros fazendo barulho e um ou outro caminhão solitário. O acostamento é bom mas estreito.

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Nos trechos 2 e 3 não tem um mísero posto de gasolina. Se precisar de água, a única alternativa é entrar na cidade de Porto Amazonas. Nós conseguimos água numa igreja já perto da Lapa. No fim desse trecho que um posto com restaurante. O almoço custa R$ 15 e acredite, tem o poder de ressuscitar um ciclista.

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Recharging mode

O quarto trecho começa com uma serrinha que acaba no pedágio da Lapa e depois segue por cerca de 20km com retas e descidas até Contenda. Esse trecho (BR 476, também conhecido como Rodovia do Xisto) tem mais movimento mas o acostamento é muito bom. Tem alguns trechos de terceira pista sem acostamento, porém. O trajeto segue com algumas subidas e descidas até Araucária.

A última perna de pouco mais de 30km é chata e feia. O asfalto continua bom mas a paisagem muda bastante. Lugar feio do cacete esse trecho entre Araucária e o Contorno. Uma opção seria a Av. das Araucárias. Eu passei de carro por lá recentemente e o asfalto está cheio de buracos. Portanto, a BR476 acaba sendo a melhor alternativa. O trecho final  do contorno até o Parque Barigui eu fiz sozinho pois o Daniel e o Fabricio foram para São José dos Pinhais e o Arce que seria meu companheiro abortou no começo do pedal com 28 furos no pneu dianteiro.

Olhando o mapa, uma opção para cortar esse último trecho seria a PR 510 que liga contenda Balsa Nova e  Campo Largo. Pensando melhor, dá uma volta da Lapa alternativa saindo de Campo Largo e passando por Balsa Nova via estrada do Bugre.

Volta alternativa

Volta alternativa

 

Campina Grande do Sul

CURITIBA (sunshine) Este é só para registrar e não esquecer de voltar para a região de Campina Grande do Sul. Neste último sábado fizemos (Eu, Arce, Daniel e Claiton) o reconhecimento do percurso de uma prova de MTB que vai acontecer na região. Apesar de ser no quintal de casa, esta é a segunda vez somente que vou pedalar na região de Campina Grande do Sul. A primeira foi em 2011 no pedal das 7 porteiras, quando eu comprei um terreno numa das descidas da região…

Comparado com o percurso das 7 porteiras, este é muito mais técnico. Vários trechos de single track e algumas pirambeiras com muita pedra solta. Numa delas, a inclinação batia nos 30 graus. Voltei a cogitar um canote de selim retrátil. O track está disponível aqui ou no strava.

O percurso tem de 41km com mais de 1000m de altimetria acumulada. No videozinho só tem descida, é claro!