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CURITIBA (gray) Todo ciclista que se preze conhece as regras, ou melhor “The Rules“. De acordo com a Regra #12, o número mínimo de bikes que um ciclista deve ter é 3. O número correto é n+1, em que n é o número de bikes que você tem atualmente. Bem eu estava abaixo do número correto pois tinha uma Mountain Bike e uma Speed. Para não virar mais um ano com o número errado de bikes, resolvi comprar uma Gravel.

Decisão tomada, parti para a pesquisa. Você não precisa de muito esforço para encontrar um monte de opções. Todas as marcas já tem seu modelo gravel disponível no mercado e os sites especializados em ciclismo geralmente fazem alguns reviews bem interessantes dos novos modelos, como por exemplo, os dois abaixo da Cycling Weekly e Bike Radar.

 

 

No inicio minha lista estava com uma dúzia de bikes. Então comecei cortar algumas levando em consideração meu primeiro critério: preço. Depois selecionei as bikes que ofereciam relação de 2×11. Na minha concepção, uma Gravel está mais próxima de uma Road do que de uma MTB. Desta forma, acho uma relação 2×11 mais apropriada. No fim das contas fiquei com os seguintes modelos na minha lista, não necessariamente nessa ordem: Canyon Grail, Cannondale TopStone, GT Grade, Specialized Diverge, Trek Checkpoint, Niner RLT.

Com uma lista mais enxuta, tentei conhecer um pouco mais, e até comprar, um desses modelos nas bikes shops de Curitiba, como Specialized, Cannondale e Trek. Pura frustração. A vendedora da BikeTech (Trek) queria me mostrar a bike na Internet. No comments. As lojas da Specialized não tinham a Diverge. Uma tentou me convencer que a Crux, modelo que eles tinham, era melhor do que a Diverge. Pode até ser, mas eu queria conhecer a Diverge. A Cannondale não tinha a TopStone e o vendedor não tinha ideia quando eles teriam a bike pra vender.

O negócio é trazer de fora, pensei. Para ser sincero não estava muito a fim de me incomodar novamente com o transporte de uma bike na viagem de férias. É sempre um transtorno. Caixas grandes e aeroportos não combinam. Quando eu já estava convencido que essa seria a solução, o André me lembrou da BikePoint em Santa Catarina. Diferentemente da lojas Curitibanas, os Catarinas não perdem tempo. Eles tinham dois modelos da minha lista, a Cannondale Topstone e a GT Grade.

E o mais interessante é que as bikes Cannondale e GT estão com uns preços competitivos. Por competitivo, quero dizer que está mais barato comprar aqui do que trazer de fora pagando o imposto (50% sobre o que excede US$ 500). O Grupo Dorel (proprietário das marcas Caloi, Cannondale, GT, Schwinn, entre outras ) parece estar tirando proveito de algum beneficio fiscal da Zona Franca de Manaus para conseguir isso.  Resumo do ópera, comprei a GT Grade  e recebi a bike dentro do prazo estipulado (30 dias corridos no meu caso).

A bike vem com um grupo Shimano 105 de 22v com pedivela 46X30, cassete 11X34 e freios hidráulicos. As rodas são as WTB ST i23 e os pneus WTB Riddler 37mm. O guidão tem 16 graus de abertura.

Até agora consegui fazer três pedais com ela pelas estradas que costumo andar de MTB. O mais longo, do video abaixo, eu diria que foi o teste perfeito. O percurso tem asfalto, concreto, barro, paralelepípedo, estradão de terra batida, curvas com pedras soltas e muita subida. (strava).

As primeiras impressões foram excelentes. A relação compacta foi mais que suficiente e não precisei usar as marchas mais leves em nenhum momento. A bike sobe muito melhor que a MTB. No plano é diversão pura. Já nas descidas… Bem, o guidão flare ajuda bastante na estabilidade, mas não dá para comparar com uma full suspension.

Os pneus 37 dão conta do recado, mas parece ser consenso que pneus com Tubeless são mais eficientes por permitirem rodar com pressão mais baixa sem o risco de furar com qualquer impacto mais forte. Por enquanto estou rodando com 40psi, mas devo colocar Tubeless pois tanto o pneu quanto a roda são Tubeless Ready. Pneus 40mm também estão no radar.

Talvez um outro upgrade seria um pedivela 48×31, do novo grupo GRX da Shimano. No asfalto falta marcha com o 46X11. Veremos,

Strava Festive 500 (2017)

CURITIBA(wet) Revendo meus posts dos anos anteriores, parece que nos anos impares chove e faz frio na última semana do ano. Foi assim em 2015. Já nos anos pares faz calor (ok, minha amostragem não é relevante…).  Pois bem, o tempo esse ano está uma bosta. Chuva, frio e vento. Então para deixar registrado para comparações futuras, aqui segue o registro.

  • Dia 1: Palmitalzinho
  • Dia 24/12/17
  • 100km, 869 de subidas acumuladas
  • Luiz, Felipe, Renato, Laurindo
  • Percurso: Strava, Relive

Começamos nós quatro com um tempo feio e um vento infernal. Logo de cara engatamos num pelote na BR277 (com vento a favor). A alegria durou pouco pois logo depois entramos no contorno com vento lateral. Laurindo desistiu e voltou e o Renato encurtou o pedal dele. No fim ficamos somente eu e Felipe. A volta com vento contra foi bem sofrida (mesmo na roda do Felipe). Nem foto lembrei de tirar!

  • Dia 2: Dom Pedro
  • Dia 26/12/17
  • 110km, 1039m de subidas acumuladas
  • Luiz, Fabrício, Renato, André
  • Percurso: Strava, Relive

O segundo pedal tinha previsão de chuva mas felizmente pegamos asfalto molhado só no começo. Um pouco frio pra dezembro, com 15C no início do pedal. A ideia era ir até o mirante da Graciosa, mas quando chegamos no portal da Dom Pedro o tempo estava bem feio. Imaginamos que o pastel do mirante estaria fechado por isso resolvemos comer o pastel no outro boteco (sentido BR116) A volta foi tranquila, sem vento e até a temperatura aumentou. Mas não vimos o sol.

Luiz, André, Renato e Fabricio (lembrando do Felipe que ficou trabalhando.)

  • Dia 3: Balsa Nova (fail)
  • Dia 27/12/17
  • 83km, 955m de subidas acumuladas
  • Luiz (solo)
  • Percurso: Strava, Relive

Acordei cedo e adivinhe? Chuva que não parava. Abortamos e fui ler uns artigos que estavam na fila. O tempo melhorou um pouco e por volta do meio-dia resolvi ir até Balsa Nova via estrada do Bugre. Não consegui chegar no destino final. Faltando uns 10km para Balsa Nova utilizei minha segunda câmara reserva. E como onde eu estava não tinha sinal de celular, resolvi voltar. Vai que preciso chamar um Uber! E quase precisei. Chegando no parque Barigui, onde estava meu carro, um terceiro furo. Acabei o pedal empurrando a bike.

Caixa do ciclista no Jusita em Campo Largo. Não tinha câmara reserva pra speed, só uma de MTB

  • Dia 4: BR 277 +  Contorno  + Barigui
  • Dia 28/12/17
  • 82.7km (+ 10km MTB), 533m de subidas acumuladas
  • Luiz, Isabela
  • Percurso: Strava, Relive

Dia amanheceu nublado, porém seco. Como tinha prometido pra Isabela que faríamos alguns quilômetros no parque, sai cedinho com a ideia de fazer uns 100km. Mas chegando perto do Pedágio da BR277 a pista estava bem molhada. Como não estava a fim de limpar a bike novavemente, resolvi fazer a volta no viaduto de Borda do Campo e ir até a entrada da estrada Dom Pedro pelo contorno. Pedalzinho tranquilo, sem vento e sem futors!! Pra fechar o dia, acumulei mais 10km no parque com a Isabela.

  • Dia 5: Balsa Nova + Cerne
  • Dia 30/12/2017
  • 116km, 1358m de subidas acumuladas
  • Luiz, Renato
  • Percurso: Strava, Relive

Sexta-feira (29/12) choveu praticamente o dia inteiro. Eu tinha planejado fazer dois pedais mais curtos na sexta e sábado, mas em função da chuva resolvi completar o desafio no sábado. Isso não me livrou da chuva, porém. Saímos eu e o Renato do Barigui inundado por volta das 7:30h sentido Balsa Nova. A rotina de pneus furados continuou, mas dessa vez com o Renato. Dois furos, um atrás do outro. Pneus consertados, seguimos até Balsa  Nova para o tradicional cafézinho.

Mais um furo na volta, agora meu, e seguimos pra casa via estrada do cerne. Pegamos garoa, frio, neblina, chuva e sol no fim. Tipico dia Curitibano pra fechar o desafio.

Estrada do Brugre (com sol é mais bonita)

Comparado com o ano passado, esse ano os roteriros foram mais pobres em função do clima de merda (sem litoral e Graciosa). Mas era o que tinha pra 2017. Ano que vem tem mais. Feliz 2018!!

 

 

Subindo…

CURITIBA (wet) Esse fim de semana intensifiquei os treinos de subida. A ideia era fazer dois pedais mais pesados (acima de 1500 de subida acumuladas) em dois dias seguidos, afinal de contas subidas mais pesadas nos esperam nos Alpes Franceses. No sábado, que não tinha previsão de chuva, fiz o pedal mais sujo dos últimos tempos. Encarei a serra do mar duas vezes sob um garoa fina na companhia do Pedro e Renato. Depois nos desencontramos no meio da neblina e acabei fazendo a segunda subida solo. Foram 90km com 1800m de subidas. No domingo fui pedalar junto com o Arce na BR 476 entre Bocaiuva do Sul e Tunas. Um trecho de pouco menos de 40km mas com uma boa altimetria. Na realidade não tem nada plano nessa estrada, ou sobe ou desce. A subida mais longa, com cerca de 4km e gradiente médio de 7% (com trechos de 12%) fica na serra do Santana. O pedal de ida e volta totaliza 76km com cerca de 1600m de subidas acumuladas.

No domingo pela manhã a estrada é bem tranquila. Pegamos um pouco mais de movimento na volta pois saímos de Tunas depois das 10h em função de dois pneus furados que eu tive. Pelo que deu pra perceber o pessoal que pedala por ali acaba saindo mais cedo, pois na ida nós cruzamos com bastante gente voltando. Nós saímos 8:15h de Bocaiuva.

A estradinha entrou na lista das minhas preferidas. E dá pra fazer algumas variações, ou saindo antes de Bocaiuva ou indo pra lá de Tunas. A próxima empreitada lá vai ser para fechar 2000m. De acordo com o Strava, temos que aumentar o trajeto em cerca de 13km (26 ida e volta).

 

No Trespassing

CURITIBA (cercas) Um lugar bastante interessante para a prática de MTB perto de Curitiba, a cerca de 30km,  é a serra de São Luiz do Purunã. Lá você encontra um monte de entradinhas e um montão de subidas e descidas, afinal de contas é uma serra. Qualquer pedalzinho de 40km por ali tem mais de 1000m altimetria. O trecho mais conhecido é a estrada da Faxina, uma estrada com pouco mais de 10 km, paralela a BR 277, que liga o pé da serra ao topo.

Meio cansado de subir e descer pelas mesmas rotas, resolvi dar uma explorada nos trajetos do GPSies e Strava pra ver se tinha alguma alternativa pra ser explorada. No Strava encontrei uma rota bem interessante de descida. Quando digo bem interessante, quero dizer uma alternativa de descida da serra de SLP com gradiente de 15%. Downhill de verdade! Em azul, o trajeto novo que eu fiz baseado no strava.

Faxina AlternativaPois bem, sábado passado juntamos três professores da UFPR (eu, Pedro e Peterson) e fomos executar o plano. O começo do trecho marcado em azul no mapa acima é a conhecida estrada da Lage, a qual leva a pousada cainã. So far so good. Numa altura dessa estrada o Peterson alertou para o fato de que não existia mais estradas para descer a serra. Eu disse que o Strava afirmava o contrário. Tocamos em frente.

Quando chegamos no ponto de sair da estrada principal, percebi que o Peterson estava certo. Não tinha estrada e sim um caminho no meio de uma plantação de trigo, onde uma placa dizia, “Propriedade Privada. Não Entre”. Entramos. Andamos mais um pouco e mais uma porteira. Passamos. Mais um pouco e um terceira porteira, esta com cadeado. Pulamos. Aí começa o downhill no meio do mato. Simplesmente sensacional.

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A descida acaba em mais uma porteira que entra no quintal de uma casa, que eu imagino ser do caseiro da propriedade. Passamos rapidinho entre as galinhas e os cachorros e logo estávamos na última porteira, onde o caseiro veio tirar satisfação:

O que vocês estão fazendo aqui?

Estamos perdidos!

Sempre essa desculpinha. Puta que pariu!! Tô cansado disso… Vocês são analfabetos?

Quando é conveniente…

Deixamos o caseiro resmungando sozinho e continuamos o pedal, até porque estávamos dentro de uma propriedade particular.

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Na região existem várias propriedades particulares que dá pra pedalar sem problemas. Não é o caso desta. Uma pena, pois a trilha é bacana. Ficou interessado de qualquer forma? Segue o track nos strava. Note vários analfabetos por conveniência ja passaram por lá. Criaram até um segmento na descida 🙂

https://www.strava.com/activities/745519015/embed/404bca2c57b663309d1815c1110ce67da83ab806
 

Serra do Rio do Rastro

CURITIBA (up) Já fazia um bom tempo que eu queria conhecer a serra do rio do rastro, uma estrada bastante sinuosa localizada no município de Lauro Muller no sul de Santa Catarina, cerca de 500km de Curitiba. Na semana passada, meio de supetão (só assim essas coisas funcionam), combinei com o Fabricio de subir a serra de speed. Depois de um monte de mensagens (vou, não vou, talvez, vou ver lá em casa, etc..) fechamos um grupo de quatro ciclistas. Eu, Fabricio, Arce e André. Colocamos as bikes em cima do carro e partimos em direção a serra catarinense na sexta a tarde.

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Em Lauro Muller, ficamos na pousada Beira Rio. O lugar é bem simples, bastante barulhento e com camas pouco confortáveis. O preço é bom, porém. Paguei R$ 60 por um quarto individual com banheiro privativo. Eles não servem café da manhã mas tem uma padaria pertinho que resolve esse problema. Quando eu voltar pra lá, e certamente voltarei, vou procurar outro lugar pra ficar.

Lauro Muller é uma cidade pequena sem muitos atrativos, mas com esse nome alemão uma cervejaria não poderia faltar. E não falta. Logo na entrada da cidade encontra-se a Lohn Bier, uma pequena cervejaria com um restaurante anexo. Diferentemente da pousada, essa eu recomendo. Não deixe de experimentar a IPA deles.

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No sábado acordamos cedinho, tomamos café na padaria e por volta das 7:15h começamos o pedal. A dica é começar o pedal cedo para evitar o movimento na serra e também no mirante lá em cima. No nosso caso funcionou. Encontramos pouquíssimo movimento tanto na subida quanto na descida.

O trajeto de Lauro Muller até o mirante é de cerca de 25km, saindo de 180m e chegando ao 1400m. Depois dos 700m, onde começa o trecho de concreto, a subida aperta (gradiente médio é de 10%). Uma relação compacta ajuda bastante nessa situação.

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Eu não contei, mas dizem que a estrada tem 284 curvas.

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Eu, Fabricio, André e Arce

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Depois de um monte de fotos e um chocolate quente no mirante da serra começamos a descida. O trecho de concreto exige freadas fortes, ou seja, não combinam com a speed. Mas dá pra descer rapidinho! Já o restante da descida é uma delícia. Fizemos um “pelote” de três e despencamos serra abaixo andando a acima dos 50km/h.

Rio do Rastro from Luiz on Vimeo.

https://www.strava.com/activities/635118692/embed/5ad08824cb1bb57d9db4ac705f493389b8fdf36b

Mais fotos disponíveis aqui.

Col d’Antenne

CURITIBA (sobe) Já que a ideia é fazer alguns pedais em algumas montanhas famosas no ano que vem, o negócio então é começar a encarar uns gradientes pesados pra ir acostumando o esqueleto. Foi o que fizermos ontem.

Morro da Antena

Só para ter uma breve amostra do que nos espera, revisitamos o pico do Capivari menor, também conhecido como Morro da Antena. O morro fica a 65km de Curitiba na BR116 sentido São Paulo. O pedal até lá é bem agradável, com bastante sobe e desce (cerca de 1000m de subidas acumuladas).

A estradinha que da acesso ao morro é de concreto e está mal conservada em alguns pontos. Bom pra MTB, complicado pra speed. Mas dá pra subir pedalando os cerca de 3.5km com gradiente médio de 10% (passando dos 20% em alguns pontos). Subir com uma relação compacta como a minha (34×28) ajuda bastante. Alias, em alguns trechos uma 34×32 seria bem vinda!

A última vez que estive nesse morro foi em 2011 e na época fizemos o percurso de MTB. Lembro que descer a estrada irregular de concreto de MTB com freio a disco foi uma delicia. Já de speed com esses freios de merda, foi um sacrifício! Ou seja, freio a disco na speed não é tão desnecessário assim…

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Eu, Fabricio, Formiga, Pedro e Arce

Saindo de Curitiba dá um pedal de cerca de 140km com mais de 2500m de altimetria. Um bom treino! Aqui tem mais algumas fotos.

https://www.strava.com/activities/627725534/embed/de45c11decff57a74d047809adf0affb0cf3f417

 

Volta da Lapa

CURITBA (gray but no rain) A volta da Lapa é uma clássica da região de Curitiba e estava na minha listinha já fazia algum tempo.  O percurso é um loop de cerca de 180km com 2000m de subidas acumuladas saindo de Curitiba e passando por Campo Largo, Balsa Nova, Porto Amazonas, Lapa, Contenda e Araucária.

Volta da Lapa

Volta da Lapa

Dá pra dividir o percurso em cinco pernas. 1) Parque Barigui-Pedágio de São Luiz de Purunã, 2) Pedágio-Ponte do Rio Iguaçu em Porto Amazonas, 3) Ponte-Lapa, 4) Lapa-Araucária, 5) Araucária-Barigui,

A primeira parte é um trajeto conhecido por qualquer ciclista Curitibano que se preze. Tem cerca de 37km e a serrinha de SLP no fim. O acostamento entre Curitiba e Campo Largo está uma bosta.

A segunda parte é uma delicia. No domingo tem pouquíssimo movimento e a estrada está bem melhor. São 37km saindo de 1150m e chegando aos 770m na ponte que cruza o Rio Iguaçu. Como tudo que desce tem que subir, a terceira perna já na PR 427 tem 32km saindo do Rio Iguaçu aos 770m e chegando na cidade da Lapa aos 911m. A estrada é muito bonita e movimento baixíssimo (pelo menos no domingo).  De vez em quando passam uns motoqueiros fazendo barulho e um ou outro caminhão solitário. O acostamento é bom mas estreito.

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Nos trechos 2 e 3 não tem um mísero posto de gasolina. Se precisar de água, a única alternativa é entrar na cidade de Porto Amazonas. Nós conseguimos água numa igreja já perto da Lapa. No fim desse trecho que um posto com restaurante. O almoço custa R$ 15 e acredite, tem o poder de ressuscitar um ciclista.

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Recharging mode

O quarto trecho começa com uma serrinha que acaba no pedágio da Lapa e depois segue por cerca de 20km com retas e descidas até Contenda. Esse trecho (BR 476, também conhecido como Rodovia do Xisto) tem mais movimento mas o acostamento é muito bom. Tem alguns trechos de terceira pista sem acostamento, porém. O trajeto segue com algumas subidas e descidas até Araucária.

A última perna de pouco mais de 30km é chata e feia. O asfalto continua bom mas a paisagem muda bastante. Lugar feio do cacete esse trecho entre Araucária e o Contorno. Uma opção seria a Av. das Araucárias. Eu passei de carro por lá recentemente e o asfalto está cheio de buracos. Portanto, a BR476 acaba sendo a melhor alternativa. O trecho final  do contorno até o Parque Barigui eu fiz sozinho pois o Daniel e o Fabricio foram para São José dos Pinhais e o Arce que seria meu companheiro abortou no começo do pedal com 28 furos no pneu dianteiro.

Olhando o mapa, uma opção para cortar esse último trecho seria a PR 510 que liga contenda Balsa Nova e  Campo Largo. Pensando melhor, dá uma volta da Lapa alternativa saindo de Campo Largo e passando por Balsa Nova via estrada do Bugre.

Volta alternativa

Volta alternativa

 

Campina Grande do Sul

CURITIBA (sunshine) Este é só para registrar e não esquecer de voltar para a região de Campina Grande do Sul. Neste último sábado fizemos (Eu, Arce, Daniel e Claiton) o reconhecimento do percurso de uma prova de MTB que vai acontecer na região. Apesar de ser no quintal de casa, esta é a segunda vez somente que vou pedalar na região de Campina Grande do Sul. A primeira foi em 2011 no pedal das 7 porteiras, quando eu comprei um terreno numa das descidas da região…

Comparado com o percurso das 7 porteiras, este é muito mais técnico. Vários trechos de single track e algumas pirambeiras com muita pedra solta. Numa delas, a inclinação batia nos 30 graus. Voltei a cogitar um canote de selim retrátil. O track está disponível aqui ou no strava.

O percurso tem de 41km com mais de 1000m de altimetria acumulada. No videozinho só tem descida, é claro!

Grupo 1X12 para MTB

CURITIBA (molhado) Já que a chuva atrapalhou meu pedal aproveitei pra botar em dia alguns blogs que acompanho, especialmente aqueles sobre ciclismo. Nos blogs de Mountain Bike o assunto dominante é o lançamento do novo grupo da SRAM 1X12.  E nesse mundo polarizado que parecemos viver, os comentários de dividem em dois grupos (coxinhas e petralhas). Uns adoram a ideia outros acham uma merda. Não tem meio termo.

Grupos sem câmbio dianteiro não são nenhuma novidade, já que os modelos 1X11 estão no mercado há um bom tempo. O problema dos grupos 1X11 era a abrangência (range) reduzida. Ou você ficava sem marcha pesada para os trechos planos e descidas ou ficava sem marcha leve para as subidas mais exigentes.

Nesse novo modelo 1X12 esse problema foi resolvido ou pelo menos mitigado. Fiz uma comparação entre o modelo 2X10 (que eu tenho na minha bike) e o novo 1X12. No caso  do meu 2×20 tenho coroas de 22 e 36 dentes na frente e um cassete com 11-36 (11-12-13-15-17-19-22-25-28-32-36). No caso do 1X11 você pode escolher diferentes tamanhos de coroa dianteira (30, 32, 34, 36 e 38) sendo que o cassete traseiro de 12 velocidades tem os seguintes pinhões: 10, 12,14,16,18,21,24,28,32,36,42,50.

Na tabela abaixo eu calculei todas a relações do grupo 2×20 e também as relações do grupo 1X12 com uma coroa de 32 dentes. A tabela está ordenada em ordem decrescente de relação. A relação (Coroa/Pinhão) nada mais é do que o pinhão deve girar enquanto a coroa gira uma vez. Por exemplo, na relação 1,5 (ou 1.5:1), o pinhão gira uma vez e meia enquanto a coroa da uma volta completa.

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Como dá pra perceber o range dos dois grupos é parecido. O 2×20 tem 536% (3,27/0,61*100) enquanto o 1X12 tem 500% (3.20/0.64*100) de range. A vantagem do 2×20 é que ele tem menos gaps entre as relações o que permite manter uma cadência com menor esforço. No caso do 1X12, as maiores diferenças estão nas extremidades do cassete, chegando até 20%.

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Por outro lado, minimização dos gaps no grupo 2×20 não é uma coisa trivial. Por exemplo, se você está pedalando na relação 2.12 (36-17) e subir uma marcha (36-19), você mudará para a relação 1.89 e não para a 2.0 (que minimizaria o gap). Para passar da relação  2.12 (36-17) para a 2.0 (22-11) você precisa fazer 5 mudanças de marcha. Na prática ninguém faz isso. Ou seja, a relação que minimiza a distância entre as relações 2.12 e 1.89 existe, mas nessa situação dificilmente é utilizada.

Um jeito de corrigir isso é com o câmbio eletrônico da Shimano. O synchro shift deles deixa você customizar as trocas e aí dá pra garantir que você sempre suba ou desça para a relação mais próxima. Mas isso custa dinheiro, muito dinheiro.

Eu gosto da ideia do 1X12 pela simplicidade. Um cambio a menos pra dar problema e a agilidade que ele deve proporcionar nas trocas de marchas. Mas como todo lançamento, essa novidade ainda custa caro. O pessoal da BikeRadar cita 5 motivos pelos quais esse novo grupo deve vingar. Quanto ao alto custo, eles argumentam que o passado nos mostra que um dia a tecnologia de ponta chega as massas…

 

Rapha Festive 500

CURITIBA (almost there) Esse ano revolvi encarar o Rapha Festive 500 Challenge, que é promovido pela Rapha Cycling Club em parceira com o Strava. O desafio consiste em pedalar 500km entre os dias 24 e 31 de dezembro. De acordo com o Strava, neste quinto ano do desafio, mais de 70.000 ciclistas se inscreveram. Logo eles devem informar a quantidade de pessoas que finalizaram o desafio com um monte de estatísticas. No ano passado cerca de 23% dos inscritos conseguiram fechar os 500km na última semana do ano.

A ideia não é só pedalar os 500km, mas também registar a história dos pedais que podem ser premiadas em diferentes categorias, como por exemplo, melhor video, melhor fotografia, etc. Um dos premiados no ano passado foi esse video do russo Alexander Koltsov. Ele fez os 500km em trajetos casa-trabalho e numa viagem de cerca de 200km entre Moscou e Vladimir. Não sei se o acostamento está coberto pela neve, mas no vídeo da pra perceber que o cara vai disputando espaço com os motoristas russos. Guerreiro! Louco, diria minha esposa.

O cidadão que ganhou a categoria de melhor video fez um percurso de 592km entre Edinburgh e Dunnet Head na Escócia. Em comum com o video anterior, a neve. Mas nesse caso, paisagens maravilhosas e nenhum caminhão na estrada.

Vale a pena também dar uma olhada na galeria de fotos do cidadão que venceu o prêmio de melhor fotografia. Mais neve, é claro.

Diferentemente deles, eu registrei pouca coisa. Só pregos e anzóis que me fisgaram pela estrada. Vou dar uma trabalhada na foto (o prego está um pouco fora de foco) e submeter  para concorrer o prêmio. Afinal, o prego é de respeito!

Prego

Para completar o desafio fiz 5 pedais em Curitiba e região. O mais curto de 72km e o mais longo de 123km. A altimetria acumulada foi de pouco mais de 5.000m. Teve sol, chuva, e vento. Muito vento. Só não teve neve! Quem sabe o ano que vem…

Eu e Arce sob chuva quase todo o trajeto entre Curitiba e Witmarsun

Eu e Arce sob chuva quase todo o trajeto entre Curitiba e Witmarsun