Hourquette d’Ancizan e Col d’Aspin

CURITIBA (day 5) Depois da conversa com o Francês da bikeshop (Aneto Sports), acabamos de vez com nosso dia de descanso e resolvemos fazer o loop do mapa abaixo. No dia anterior subimos o Col d’Aspin pela estrada a esquerda do vilarejo de Payolle e descemos pelo mesmo lugar. Seguindo a dica dos locais, pegamos o lado direito em Payolle para subir até o Hourquete d’Ancizan, descer até a cidade de Arreau, subir o Aspin pelo outro lado para então descer até Bagnères-de-Bigorre.

Loop Hourquette d’Ancizan e Col d’Aspin

O dia amanheceu seco mas com uma forte neblina. Nada que nos impedisse de pedalar. Ao invés de sair pedalando de casa, resolvemos economizar um pouco de pernas e fomos de carro até Payolle. Assim economizamos uns 20km com cerca de 500m de altimetria.

Neblina!

A forte neblina nos acompanhou até o cume do Hourquette d’Ancizan. A estrada que leva ao cume é bem estreita mas com asfalto perfeito. Nada de burracos, apenas bosta de vaca de vez em quando. Carros? Acho que cruzamos com uns dois carros durante toda subida.

Subida para o Hourquette d’Ancizan

Pouco antes se chegar no cume da montanha (1564m), a estrada desce um pouco para então voltar a subir. Com a neblina que estava a descida deu uma gelada na alma.

Pequeno vale no meio da montanha

Chegando no cume

O mapa no início deste post mostra que os dois colos (Aspin e Ancizan) estão na crista da mesma montanha. Alias, Horquette quer dizer Col no vocabulário Gascon (povo que habitava essa região há muito tempo atrás). Ou seja, também dá pra chamar de Col d’Ancizan.

Horquette d’Ancizan

A descida até Arreau é bem bacana, mas a estrada estreita com quase nenhuma visibilidade nas curvas exige uma certa cautela. Não cruzamos com nenhum carro na descida, mas vai que…. Antes de passar em Arreau e começar a subida, paramos para algumas fotos no vilarejo de Ancizan, o qual poderia ser facilmente usado como cenário para o Games of Thornes.

Ancizan

E não poderia faltar uma forte

Saindo de Arreau a subida do Aspin é um pouco mais longa e mais dificil do que o outro lado. São cerca de 12km com um ganho de altimetria de 740m, e diferentemente do outro lado, nesse trecho  você consegue ver a estrada no alto da montanha. As vezes isso é um pouco desaminador, principalmente quando você enxerga um pontinho branco lá em cima que passou por você algum tempo atrás. Caralho, falta muita subida ainda! É o que vinha na minha cabeça.

Carros sobem rápido!

Passamos reto na figurinha repitida do Col d’Aspin e descemos até Payolle. O Pedro pegou nossa Van ali e eu e o Oca descemos até Bagnères-de-Bigorre pedalando, afinal de contas era só descida. Antes fizemos uma pequena parada na fonte de Sainte-Marie-de-Campan onde um simpático Francês me deu mais um punhado de dicas. Todas anotadas com carinho para a próxima vez, pois só tinhamos mais um dia de pedal e esse estava reservado para o Hautacam.

E com essa subida do Col d’Aspin nós fizemos uma boa parte da etapa 19 do TDF desse ano. Dia 27/7/18, sexta-feira, é dia de relembrar essas estradas na tela da ESPN.

Perfil da Etapa 19 do TDF 2018.

  • Resumo: 61km com 1326m de altimetria.
  • Relive
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Col d’Aspin

CURITIBA (day 4) Nosso quarto dia era para ser um dia de descanso. No começo da semana a previsão do tempo indicava tempo ruim, porém, não foi o que aconteceu. Muito pelo contrario, céu azul e temperatura agradável. Resolvemos então fazer a montanha mais fácil do roteiro no dia de “descanso”, o Col d’Aspin. Fazendo minhas pesquisas sobre as montanhas da região eu li em alguma parte que o Aspin, não é o maior, nem o mais duro, e nem a subida mais longa, porem, é mandatório. O Col d’Aspin é uma montanha categoria 1 já foi utilizada no TDF mais de 70 vezes.

Inicio da subida

Saindo de Sainte-Marie-de-Campan, o mesmo ponto de encontro para o Col du Tourmalet, a subida do Aspin tem 12.8km de extensão com um ganho de elevação de 650m. O cume está a1490m acima do nível do mar. Como saímos de Bagnères-de-Bigorre, fizemos cerca de 25km com 920m de altimetria. A subida é tranquila, quando comparada as montanhas dos dias anteriores. Me lembrou bastante a subida do Col du Telegragh nos Alpes, principalmente pelas curvas fechadas e a floresta de pinus.

Subida do Col d’Aspin. Faixas recém pintadas no asfalto para o TDF 2018.

Nesse dia o cume da montanha tinha vários ciclistas, mas estava dominado pelas vacas. Os mais desatentos levavam uma lambida das vaquinhas procurando por um salzinho.

Vacas do Aspin

Depois de algum tempo no alto da montanha, alguns ciclistas começaram a descer para o outro lado (sentido Arreau). De onde estávamos dava para ver a bela e sinuosa estrada. Até cogitamos em descer até Arreau e voltar mas a razão falou mais alto e voltamos pra casa. Afinal era dia de descanso.

Vista para o outro lado do Aspin

Antes de chegar em casa, paramos numa bike shop para dar uma olhada nas novidades. Bicicletas elétricas por todas as partes. MTB e speed com baterias e motores em diferentes formatos. Parece ser tendência.

Depois de algum tempo perambulando pela loja o vendedor veio puxar papo. Depois de contar um pouco o que tínhamos feito e o que pretendíamos fazer ele me disse que deveríamos fazer a estrada paralela ao Col d’Aspin, conhecida como Hourquette d’Ancizan.  Essa é a nossa estrada predileta disse o jovem Francês.

No dia seguinte seguimos a dica do Francês e de quebra fizemos o outro lado do Col d’Aspin.

  • Resumo: 49km e 921m de altimetria
  • Relive