SuperBagnères e Col de Peyresourde

CURITIBA (day 3) Como a previsão do tempo era boa, resolvemos fazer duas montanhas que ficavam mais longe da nossa base, a SuperBagnères e o Col de Peyresoude. A cidade base para escalar esse picos é  charmosa Bagnères-de-Luchon (630m), distante cerca de 1h15m, quase na divisa com a Espanha. Começamos nosso dia pela Superbagnères, uma estação de ski a 1800m de altitude. O ganho de elevação nessa montanha é de 1170m ao longo de uma subida de 18km. A maneira mais fácil de subir até a estação de ski é pegando o teleférico em Bagnères-de-Luchon. Mas aí não tem graça!

Vale de Luchon (foto emprestada da web)

O começo da estrada é bem puxado com alguns trechos com mais de 10% de inclinação. Além disso, colocaram um asfalto novo e jogaram uns pedriscos num trecho de uns 3km, o que me deixou meio alerta para a descida. Muita pedrinha solta.

Falar que a estrada e bonita é chover no molhado. Floresta, rio, montanha com neve, quase nenhum carro, etc.. Uma coisa que chama atenção são os picos ainda cobertos de neve. De acordo com o Col Collective, a estação de SuperBagnères está rodeada por nada menos do que quinze picos com mais de 3000m de altitude.

Estrada para SuperBagneres

Faltando uns 5km para o fim a paisagem muda totalmente com um grande campo de altitude, o que torna possível ver todas as curvas da estrada. E não são poucas. O video do Relive mostra bem o traçado da estrada.

Parte final da subida

Caracol

Diferentemente das montanhas que fizemos nos outros dias, essa tinha poucos ciclistas. Subimos a montanha praticamente sozinhos e cruzamos com alguns ciclistas descendo somente. Descansamos um pouco lá em cima e logo começamos a descida mesmo porque no verão está tudo fechado. Não tem nada aberto, afinal de contas é uma estação de ski.

Depois da descida, o Oca e Pedro fizeram uma parada no carro. Acredito que se eu tivesse dito para abortar a segunda escalada do dia, eles topariam. Afinal de contas, já  passava do meio-dia e a temperatura estava acima dos 30C. 

Charmosa cidade de Bagnères-de-Luchon

Essa montanha já fez parte do TDF mais de 40 vezes  e esse ano fará parte da Etapa 18 (Bagnères-de-Luchon / Saint-Lary-Soulan). Aquela etapa curtinha de 65km com 3 montanhas. Será imperdível pois os ataques devem começar cedinho. Ou seja,  apesar do calor, não dava pra não fazer.

Começamos a escalada para o Col de Peyresourde  com cerca de 32C. O começo da subida já mostrou que a coisa seria dura. Me concentrei na minha passada na casa dos 70rpm e fui subindo sem olhar pra trás. Depois de alguns quilômetros, vi que estava completamente sozinho. Pensei, que filhos das putas!! Desistiram e me deixaram sozinho. 

Fiquei caçando sombras nos cantos da estrada pra amenizar o calor, mas essas eram raras.  O cume do Peyresourde está a 1569m e o ganho de altimetria é de 944m em cerca de 14km. Assim como o Superbagneres, depois de uma certa altura aparecem os campos de altitude e bate um certo desespero ao ver os dois 2km finais da estrada que tem cerca de 10% de inclinação.

Vilarejos no meio da subida.

Faltando uns 3km para o cume, eis que o Pedro surge das trevas. Pedalamos juntos um pouco até passar um local (famoso chassi de grilo). O Pedro tentou acompanhar e eu só fiquei olhando. A hora que o piazão viu o Pedro na roda, levantou e sprintou. Aí ja era.

Dois últimos quilômetros do Peyresourde

Diferentemente do Superbagnères,  lá em cima encontramos um boteco que vendia uma cerveja gelada revigorante, a qual já estava sendo apreciada por um bando de ciclistas espanhóis. Recompensa merecida depois de duas montanhas icônicas com mais de 2000 de subidas sob um sol escaldante.

  • Resumo: 66km, 2020m de subidas acumuladas.
  • Relive

 

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