Col du Glandon, Croix de Fer e Mollard

BUDAPEST (dia 1) Aproveitando que a VeloMinute fica perto de Saint-Étienne-de-Cuines, vilarejo que começa a subida do Col du Glandon pelo lado norte, resolvemos fazer o loop que eu tinha planejado em 2017, mas que por diversos motivos não conseguimos fazer. Subimos a estrada que leva ao Col du Glandon e seguimos até o Col de la Croix de Fer. Esses dois,  visitamos em 2017 mas subindo pelo lado sul, saindo da represa de Allemond. Além da rota diferente, esse ano pegamos um dia lindo e pudemos contemplar a beleza do local e curtir o boteco do Croix de Fer tomando um solzinho.

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Para chegar ao Glandon são 23km e cerca de 1450m de subidas acumuladas. Bom para lembrar as pernas do que tem pela frente. No meio do caminho, perto do vilarejo Saint-Colomban-des-Villards, tem um platô de cerca de 1km e depois a coisa empina novamente. Os dois últimos quilômetros tem gradiente acima dos 10% e a estradinha fica cada vez mais estreita.

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Descemos pela famosa estrada do Col de la Croix de Fer mas no meio da descida pegamos a rota do Col do Mollard. Essa eu descobri esse ano analisando os mapas que peguei na loja de bike. Eles classificam esse Col como “secreto”. Meio parecido com o Hourquette d’Anquizan nos Pirineus, o qual descobrimos conversando com o pessoal de uma bikeshop.

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No fim das contas fizemos um pedal de cerca de 70km com mais de 2000m de subidas acumuladas. E tudo acabou com uma merecida cerveja me plena segunda-feira num bar em Saint-Etienne-des-Cuines. Priceless!

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Col de la Croix de Fer + Glandon

GRENOBLE (day 2) Depois de muito analisar a meteorologia decidimos fazer o Col de la Croix de Fer pela face sul, como o mostrado no Col Collective. E não é que a decisão foi acertada. Pegamos um pouco de chuva, mas a estrada é magnifica. 

Antes de começar o pedal temos nosso ritual de montar as bikes. A escolha do carro foi acertada pois rebatendo dois bancos coube as três bikes desmontadas.

Esse pedal foi bem diferente do Alpe d’Huez que tem uma subida única. Nessa estrada tem subida, descida, floresta, represa, cachoeira, etc. O trajeto começa  numa represa e logo entra no meio de uma floresta. A marcação é a cada km com indicativo do gradiente.

No meio do caminho tem um grande downhill e depois começa a subir novamente, mas com uma paisagem totalmente diferente. Essa subida do meio do trajeto é a parte mais pesada com cerca de 11 a 12% de gradiente.

Faltando uns 10km para o topo (com 1600m de altitude) a estada é margeada por um grande lago de água azul. Mesmo com o dia bem nublado a paisagem impressiona. Quando acaba o lago tem uma outra descida e você consegue ver a estrada subindo lá longe.

Chegamos no topo da montana (2067m) sob chuva leve e com uma temperatura na casa dos 10C (começamos o pedal na casa dos 20C).  Lá em cima encontramos um boteco bem tosco onde conseguimos uma xícara de café bem quente. Ficamos lá um tempo batendo papo e esperando a chuva passar.

A famosa cruz de ferro

Na volta ainda passamos no Col du Glandon (o segundo ponto mais alto nesse pedaço da montanha) com 1924m. Logo na saída eu sofri um pouco com o corpo molhado. A primeira descida fui batendo o queixo. Consegui esquentar somente na primeira subida. Aí com o corpo aquecido pude testar os freios a disco em pista molhada. Uma maravilha. Desci a montanha bem rapidinho e por isso tive que esperar o Lyra e o Oca uns 20 minutos. Vamos ver o que nos aguarda para amanhã. Agora chove forte 😦