Wahoo ELEMNT BOLT

CURITIBA (dry) Depois que meu Garmin Edge 1000 abriu o bico (literalmente) resolvi mudar de fornecedor de GPS. Após alguma pesquisa fechei com a Wahoo, empresa norte-americana que patrociana a Bora, atual equipe do Sagan.

O Elemnt bolt vem com dois suportes. Eu diria que um para speed e outro pra MTB (ou vice-versa). O design do dispositivo foi pensando para ser mais aerodinâmico, como dá pra percerber na foto acima. O outro suporte, que eu coloquei da MTB, acompanha as fitas para fixação e é bem parecido com o suporte da Garmin. A propósito, a Wahoo não usa o mesmo suporte da Garmin. Porque usaria ?

No Edge 1000 é possivel fixar uma cordinha para evitar que, caso o suporte quebre, o GPS saia voando e aterrize no asfalto. Infelizmente o Bolt não tem a cordinha. Por outro lado é possivel fixar o GPS no suporte com um pequeno parafuso. O objetivo desse parafuso é integrar o dispositivo a bike. Nas provas oficiais da UCI existe um limite de peso para as bikes, e esse peso considera todas as partes fixas da bicicleta, ou seja, tudo aquilo que não pode ser removido sem o auxilio de uma ferramenta. Uma vez parafusado no suporte, o GPS faz parte do peso total da bike.

Diferentemente do Garmin, a interface de configuração é totalmente baseada no smartphone.  Você pode criar diversas ‘páginas’, sendo que no bolt cada página comporta até 9 campos de informação. A vantagem da configuração via smartphone é a praticidade da interface. Adicionar, remover e mudar campos de posição é muito simples e rápido.

O Elemnt incorporou recentemente os “workouts” estruturados de uma maneira interessante. Além de poder importar os treinos de diferentes aplicativos (Training Peaks, Today’s Plan, etc), o Wahoo traz cinco treinos já instalados no aplicativo.

O dispositivo tem um conjunto de LEDs na parte superior, os quais podem ser configurados de diferentes maneiras. Por exemplo, você pode usar os LEDs para mostrar as diferentes zonas de batimento cardíaco. Nesse caso, depois de um sprint forte as luzes do painel ascendem, literalmente.

Como os workouts são baseados em potência, o Elemnt utiliza os LEDs para indicar se você está na potência certa, abaixo ou acima. A foto abaixo mostra a configuração default da tela de workout. O começo desse teste de FTP indiciava 5 minutos com potência de 75W. Como a potência no momento da foto era de 70W, os LEDs do lado esquerdo começaram a piscar. Se você estivesse acima do objetivo, os LEDs do lado direito seriam ativados.

Aí você vai perguntar, pra que os LEDs se vocês tem a informação de potência na sua cara. Eu respondo. No fim do treino, quando você está quase morrendo pra seguir o perfil, basta olhar os LEDs pra ver se você está acima ou abaixo do seu objetivo.

Outra coisa que eu gostei é o esquema de zoom. Como disse anteriormente, cada página pode ser configurada com até nove campos. Apertando os botões do lado direito, você pode dar um “zoom in” aumentando o tamanho da fonte (consequentemente diminuindo o número de campos) ou “zoom out”, voltando a ver todos os campos. Coisa de velho diriam os mais novos.

E finalmente a navegação. Existem duas opções para ir do ponto A ao B com o bolt. No primeiro caso, você define a rota no celular e o GPS vai te indicado o caminho. Se você errar o caminho ele não corrige a rota, apenas continua monstrando no mapa qual é o caminho correto e sua posição. Nesse caso, o roteamento é feito no celular e não no GPS. Pra quem anda de MTB em regiões sem sinal, isso pode ser um problema, o qual pode ser contornado com a segunda opção de navegação.

Nesta segunda opção, você pode importar uma rota  (FIT/GPX/TCX) e enviar para o GPS. Uma vez importada, você pode seguir a rota sem a necessidade de ter o celular ligado. Se você sair da rota planejada, o dispositivo emite um aviso sonoro e também ascende os LEDs e vermelho. Assim que você volta para a rota, os LEDs piscam em verde.

O zoom do mapa pode ser controlado usando os dois botões da lateral. Quem pratica ciclo-turismo talvez sinta falta a opção de navegar pelo mapa sem usar o zoom. Nesse caso, acho que o Edge 1000 (ou até mesmo o 705) são melhores opções.

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Fim da Dinastia Garmin

CURITIBA (furou) Consultando esse meu diário abandonado, percebi que o primeiro post falando de um Garmin foi em 2009, quando eu estava tentando colocar rotas de bike no meu Garmin Forerunner 305. Antes disso, tive um 205 (se me lembro bem, comprado em 2007). Pois bem, de lá cá, foram diversos modelos,  de pulso, de bike, para o carro e até uma câmera, a Virb. Tive problemas com alguns deles mas sempre continuei comprando Garmin, talvez pela falta de concorrência, principalmente no que diz respeito ao GPS para bike. Entre ciclistas, Garmin é quase sinônimo de GPS.

Mas nos últimos anos a concorrência cresceu e a Garmin parece que parou no tempo. Convenhamos que ela nunca foi forte no quesito software. A cada atualização de firmware alguma coisa deixa de funcionar. Mas o hardware era bom. Esse era o consolo. De uns tempos pra cá, nem isso. Recentemente perdi meu VivoSmart pois os LEDs começaram a morrer (uma semana depois do fim da garantia). Esse fim de seman foi meu  Edge 1000 da bike. O botão de liga e desliga simplesmente afundou. Precisei de uma pinça pra resgatar o pedaço de plastico de dentro do GPS. Agora preciso de uma tampa de caneta pra ligar/desligar o GPS. Pelo que me falaram, o custo de reparação é quase a metrado do valor de mercado do GPS.

Comentando no meu grupo de pedal, descobri que outros já tiveram o mesmo problema. Pesquisando um pouco mais na internet, enontrei diversos casos parecidos. Apesar disso, continuamos comprando Garmin. Quer dizer, continuavamos. Para mim foi a gota d’agua. Vou tentar outra marca, começando pela substituição do meu Edge 1000. Estou bastante inclinado pelo Wahoo Element Bolt. É mais barato que o Garmin e os reviews são bastante positivos.

E quando o VivoActive que estou usando der pau, o que não vai demorar pelo jeito, também será subistituido por qualquer outra coisa que não seja Garmin.

Garmin LiveTrack

CURITIBA (on the radar) Um funcionalidade bem interessante do Garmin Connect é o LiveTrack. Esse serviço pode ser usado com os dispositivos da Garmin que possuem conexão bluetooth, como por exemplo os Edges 510, 810, 820 e 1000. Basicamente, o LiveTrack conecta seu Edge ao seu smartphone via Bluetooth e envia suas informações de localização para um website, onde seus amigos e familia podem ver onde você está.

Para usar o LiveTrack, certifique-se que o bluetooth está ligado. No app da Garmin instalado no seu telefone, selecione a opção LiveTrack e ative o serviço clicando em StartLiveTrack. Isso feito, você pode escolher como e com quem compartilhar suas informações de localização. A mais interessante, entretanto, é a opção GroupTrack.

app garmin

Com o GroupTrack habilitado, seus companheiros de pedal podem visualizar na tela do GPS onde você está. Para isso, selecione a opção Setup no GPS, GroupTrack e habilite a opção “See Connections on Map”

edge1000

Voilà, suas conexões ativas vão aparecer na tela do seu GPS informando a velocidade e a distância.

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Clicando no nome da pessoa, ele aparece no mapa. Assim dá pra monitorar os atrasadinhos e decidir se espero além da tradicional tolerância de cinco minutos :).

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Garmin Virb

CURITIBA (full HD) Em abril do ano passado eu tinha comprado uma Virb, a câmera da Garmin, mas ela foi levada pelos bandidos que assaltaram a minha casa mesmo antes de eu poder testa-la. De lá pra cá comecei a refazer as minhas pesquisas para comprar outra câmera e acabei ficando entre a Garmin e a Shimano Sport Camera. Isso se deve ao fato das duas conversarem com os sensores (cardíaco, cadência, potência) ANT+. Entretanto, a Shimano lançou a câmera no ano passado mas até agora não disponibilizou um software que junte as informações dos sensores nos vídeos. Nesse meio tempo a GoPro lançou uma câmera nova, mas por incrível que pareça não tem GPS, mesmo custando US$ 499. Um bom artigo sobre a Virb pode ser encontrado aqui. Acabei optando novamente pela Virb Elite que agora custa US$ 230, ao contrário dos US$ 299 que paguei em abril.

Uma coisa inteligente que a Garmin fez foi utilizar o mesmo padrão de montagem da GoPro. Aí fica fácil de encontrar opções de suportes para fixar a câmera onde quer que você queira. Seguindo a dica do Renato, comprei esse suporte no DealExtreme por cerca de US$ 7. O similar da K-Edge custa US$ 50 na Amazon.

Suporte TOZ Professional Aluminum Bicycle Mount Clip for Gopro

Suporte TOZ Professional Aluminum Bicycle Mount Clip for Gopro

E assim ficou a câmera montada na Speed. Montei invertida pois achei que ficou mais discreta. Na câmera tem uma opção para inverter a orientação da imagem na aquisição, evitando que você tenha que fazer a inversão no software.

montada

Outra coisa bacana é a integração da câmera com o GPS. No caso do Edge 1000, o GPS reconhece a câmera como um sensor. Basta então deslizar o dedo de cima para baixo para ter acesso a tela abaixo. Na seção “Sensors Connected” aparecem todos os sensores conectados (nesse caso, cardíaco, velocidade, cadência e mais a direita a câmera). Logo abaixo dois “botões” servem como controle remoto da câmera para iniciar a gravação de video e tirar fotos. As configurações armazenadas na câmera serão utilizadas para video e foto. Não tem como altera-las no GPS. Isso só pode ser feito na câmera ou no aplicativo do celular.

IMG_1979Falando em aplicativo, o app para iOS dá acesso a todas as configurações da câmera. A interface do app é bem mais amigável do que a da câmera, diga-se de passagem.

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Para conectar o app à câmera basta ativar o wifi e conectar o smartphone na rede indicada no display da câmera. O nome da rede e a senha podem ser alterados de acordo com o gosto do freguês.

Virb WIFI

Virb WIFI

E finalmente o software de edição. Certamente existem diversos programas de edição de video que oferecem muito mais recursos do que o Garmin Virb Edit.O programinha oferece as funções básicas de edição mas o diferencial é a seção de “overlays”.

Screen Shot 2015-01-30 at 4.02.01 PM

Interface Virb Edit

O overlays permite adicionar as informações coletadas pelos sensores durante a atividade no video final. Você pode usar os templates disponibilizados pela Garmin, escolher um entre os diversos mostradores, ou ainda baixar mostradores da web.

Templates de overlay do Garmin Edit

Templates de overlay do Garmin Edit

Dá pra perder um bom tempo brincando com a edição do video. Abaixo um exemplo de um video que fiz de speed hoje na opção time-lapse.

Ok, o dia e o percurso não são os melhores, mas era o que tinha pra hoje. Semana que vem quero fazer alguns de Mountain Bike com algumas paisagens mais interessantes.

Segmentos do Strava no Garmin Edge 1000

CURITIBA (open season) Encontrei uma maneira de utilizar os segmentos do Strava no Edge 1000. É um programa ainda Beta mas que funciona direitinho. Tem algumas limitações mas seu desenvolvedor tem uma “to do list” promissora. Para colocar seus segmentos prediletos no Edge 1000, basta seguir os seguintes passos:

1) Encontre o número do segmento do Strava que você quer ter no seu Edge 1000. Se você encontrar o segmento usando o “Segment Explore” o número do segmento é aquele que está na URL do seu browser, por exemplo http://www.strava.com/segments/5036565

2) Copie esse número ou o endereço completo e cole no campo de busca no Segment Builder. O resultado é a página abaixo.

Screen Shot 2014-11-09 at 8.33.13 PM

No lado direito você encontra uma seção chamada “Assigned Times”. Para cada segmento, você pode atribuir cinco tempos de referência que são representados pelos seguintes rótulos: Segment Leader, Personal Best, Group Leader, Connection e Challenger.  Mas pra que tanto tempo? Não basta o tempo do líder do segmento? Em teoria sim, mas tem tempos que nós ciclistas amadores nunca vamos conseguir bater. Então você pode usar outras referências, como o Top-10 da lista ou algum outro parceiro de pedal.

3) Depois basta exportar o segmento clicando no botão “Export as FIT-File” e copiar o arquivo exportado para o diretório “Garmin/NewFiles”. Pronto, o segmento está no seu GPS. Na opção “Segments” na tela inicial do GPS você pode consultar tudo que está armazenado no dispositivo.

Durante o pedal o que acontece é o seguinte: Assim que você se aproxima de um segmento cadastrado o GPS te avisa da proximidade do início do mesmo. Na hora em que você chega no ponto inicial, ele dispara um “Go” e aí é por sua conta.

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No alto da tela você tem o tempo do lider do segmento e ainda pode navegar vendo aqueles outros cinco tempos de referência. Na parte de baixo, você tem a distância que falta e o tempo acima ou abaixo ao tempo de referência.

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E assim que você acaba, já sabe se conseguiu atingir o seu objetivo ou não. A coisa é divertida mas definitivamente não dá pra sair tentando bater seu tempo em todos os segmentos cadastrados. Vai faltar perna pra volta…

988Dica: Quando você aperta o botão lap, automaticamente o Edge 1000 faz um “print screen” da sua tela e grava as imagens em formato bmp no diretório “Garmin/scrn”.

Voltando um pouco ao Segment Builder, ele armazena do lado direito da página todos os segmentos que você exportou. De tempos em tempos você precisa exporta-los novamente se quiser ter os tempos atualizados. Outra restrição por enquanto é que você deve exportar um de cada vez. Ainda não tem uma opção para exportar um lote de segmentos. Achou interessante? O desenvolvedor está aceitado doações.

Garmin Edge 1000

CURITIBA (never lost) Chegou o substituto do meu antigo Edge 705. Trata-se do mais recente modelo da linha Edge da Garmin, o Edge 1000. Comparado com o velho 705, o Edge 1000 tem muito mais tecnologia, como por exemplo, Bluetooth 4.0, WiFi, tela touchscreen de 3” com alta resolução e ajuste automático de brilho. O GPS ainda conversa com o câmbio eletrônico da Shimano (esse eu não tenho) e serve de controle remoto para a câmera da Garmin, a VIRB (essa eu já tive e pretendo ter novamente). Com tudo isso, esse é o maior Edge já lançado pela Garmin. Tem o tamanho de um iPhone antigo, mas é bastante leve e fino.

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Você pode adquirir o GPS sozinho ou o kit completo (bundle). No kit completo, você recebe além do GPS, um cabo micro-USB, um sensor cardíaco, um bar fly com adaptadores, dois adaptadores para montar a unidade na mesa do guidon, um sensor de cadência, um sensor de velocidade e manuais em diversas línguas.

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O antigo sensor de cadência e velocidade com imã (GSC-10) foi substituído por dois sensores independentes de cadência e velocidade que ao invés de imãs utilizam acelerometros para fazer as medições. A instalação de ambos é muito pratica e rápida. Funciona bem? Ainda não testei mas pelo que eu andei lendo parece que sim. No blog DCRainmaker você encontra uma boa comparação entre esses sensores e o velho GSC-10. De acordo com os testes reportados lá, o velho GSC-10 parece ser um pouco mais preciso. A velha história do inovar é preciso mesmo que não seja melhor…

sensores de cadência e velocidade garmin

Sensor de velocidade instalado no cubo dianteiro e de cadência instalado no pedivela

O fato de contar com Bluetooth possibilita que o dispositivo possa se comunicar com um smartphone. Desta forma, informações como previsão do tempo e  velocidade do vento podem ser enviadas ao GPS enquanto você pedala.  Ainda não sei o quão útil é isso, afinal de contas, velocidade do vento a gente sente nas pernas. Além do mais, com o Bluetooth ligado sua bateria deve ir pro espaço mais rápido.  No site da Garmin diz que a bateria do Edge 1000 dura cerca de 15 horas. Li diversos relatos de gente dizendo que não chega a isso. Depois que eu fizer alguns pedais mais longos escrevo sobre isso.

Suporte para a mesa do guidon se adapta certinho na mesa da Mountain Bike

Suporte para a mesa do guidon se adapta certinho na mesa da Mountain Bike

Outra coisa que parece ser interessante, mas que eu ainda não testei é o recebimento de notificações no GPS. Se o telefone estiver pareado com o GPS durante o pedal, em teoria você recebe notificações de mensagens e chamadas perdidas na tela do GPS.

E pra entrar de vez na briga com o Strava, a Garmin permite que você crie segmentos no Garmin Connect e exporte para o Edge 1000. Aí quando você estiver prestes a entrar no segmento o GPS te avisa (“taca lhe pau Marco veio”) e começa a mostrar como você está se saindo em relação ao recorde do segmento. Desta forma você conhece seu desempenho “on the fly”. Não precisa mais chegar em casa e correr para o computador pra ver se conseguiu roubar o KOM de alguém. Esse video mostra como a coisa funciona.

O problema é que ninguém usa o Garmin Connect pra comparar segmentos. Quem faz isso usa o Strava. Porque não conectar com o Strava? Por enquanto o jeito é criar no Connect aqueles segmentos do Strava que você tem interesse. Ontem eu encontrei um site que se propõe a exportar os segmentos do Strava para o Edge. Por enquanto não consegui fazer funcionar.

Finalmente os mapas. Instalei os mapas do Tracksource usando o MapInstall para MacOS sem nenhuma dificuldade. O algoritmo de roteamento tem funcionamento bastante similiar com o 705. Já a tela maior touchscreen é uma grande vantagem do Edge 1000, pois torna a digitação dos nomes de ruas muito mais ágil. Ok, ainda não é um iPhone, mas nem se compara com a bolinha do 705.

Ficou interessado? Aqui tem um post (em Inglês) bem detalhado sobre o Edge1000.