Audax 200 Floripa

CURITIBA (pernas doloridas) Esse fim de semana corri o Audax 200km em Florianópolis. Para aqueles não familiarizados como a prova, o Audax é evento não competitivo de longa distância no qual você deve percorrer uma certa quilometragem dentro de um tempo limite. Na realidade a competição sempre existe, mas se você chegar em primeiro não vai ganhar nenhum troféu especial e não vai subir no pódio. A prova de 200km é a prova de entrada. Se você conseguir fechar os 200km, você ganha o direito de fazer os 300km, depois, 400, 600, 1000 e 1200. Esta última é a famosa Paris-Brest-Paris.

 

audax200floripa

A minha meta era fazer a prova abaixo das 9h. O tempo limite para essa prova é de 13h30′. Largamos eu e o Fabricio as 6h no fim do pelotão pois chegamos meio atrasados para a largada. Esse ano largaram cerca de 700 ciclistas então você pode imaginar a muvuca. Tentamos acelerar um pouco pra encontrar um pelotão mas foi em vão. Depois do primeiro PC virtual 1 (24 km) conseguimos formar um bom pelotão até que numa curva fechada um ciclista não prestou atenção na freada tocou na roda do Fabricio e foi pro chão.  Felizmente só arranhões. Nisso o pelotão se desmanchou e fomos em 3 ciclistas até o PC1 (62km). Chegamos lá com 2h07′ de pedal e ficamos parados por cerca de 15′.

PC1

Na saída do PC1 um pelotão se formou e fomos num bom ritmo até o PC2. Esse trecho tem seu extremo no sul da ilha (Pântano do Sul – PC Virtual 2) e acaba no mirante da lagoa, ou seja, com uma subida onde todos ficam calados.  Fechamos esse trecho de 46km em 1h35′, chegando ao PC2 (108km) com 3h50′.

Depois de mais um descanso de 15′, partimos com o mesmo pelotão num bom ritmo novamente. Esse pelotão foi junto até o Costão do Santinho (PC virtual 3) quando um grupo parou por algum problema mecânico. Seguimos num grupo reduzido até o km 140 onde uma subida lazarenta rachou o grupo. Dali pra frente segui solo até o PC3. Cheguei lá com 5h32′ de pedal me sentido relativamente bem. Esperei o Fabricio chegar e ele me disse que ia descansar um pouco mais pois estava sentido a lombar.

Depois de 10 minutos de descanso, parti junto com outros 4 ciclistas pra fazer os últimos 50km. Certamente esse é o pior trecho por três razões. 1) Você já está cansado, 2) Vento contra o tempo todo (exceto a ida para Jurerê) e 3) Trecho com maior número de subidas (pequenas mas chatas). Não bastasse tudo isso, ainda erramos o caminho na estrada que leva a Jurerê. O suporte do meu GPS soltou e eu estava com ele no bolso. Felizmente notamos o erro cerca de 1km depois.

Pelote final

Fomos nos revezando para enfrentar o vento e no fim das subidas uma câimbra ameaçava minha coxa. No fim deu tudo certo. Completei o último trecho em cerca de 2h, fechando a prova com 7h45′ (7h10′ de pedal). Feliz por ter completado bem abaixo da minha meta inicial.

Certificado

V aleu Fabricio pela companhia!

Track da prova disponível aqui.

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Volta a Ilha 2011

CURITIBA (bela) Esse fim de semana fui participar da mais famosa prova de revezamento do Brasil, a Volta a Ilha de Floripa, prova muito bem organizada pela Ecofloripa. Ganhamos a vaga desta concorrida prova quando participamos do revezamento de São Chico no ano passado.

Desde  o fim do ano, porém,  eu não venho treinando direito um função da lesão na minha coluna. Coloquei minha vaga a disposição da Elenise pra não prejudicar a equipe, mas ela me convenceu a participar como reserva.

Como missão dada é missão cumprida, lá fomos nós. Elenise inscreveu duas equipes, ambas na categoria Aberta Mista. A equipe que eu participei era composta pela Elenise (40), Cecília (48), Cátia (41), Jorge (40), Olívio (51), Marcelo (42), Nakamura (42), Fernado (27). Os reservas eram eu (39) e Emilene (?).

Como mostra o mapa ao lado, a prova é dividida em 22 percursos variando de 4 a 15km, onde cada participante tem que fazer dois ou três trechos. E tem de tudo, asfalto, areia fofa, água nas canelas, dunas, subidas fortíssimas, descidas de judiar o joelho e o tal do morro maldito.

Acordamos cedo e antes das 5:30h da manhã estávamos na linha de largada. Elenise não quis repetir a correria que foi nossa última prova de revezamento em São Chico e resolveu tirar todo mundo da cama bem cedo.

Nosso objetivo era fechar a prova dentro do tempo limite, ou seja, percorrer os 150km até as 20:15h e chegar nos PCs antes que eles fossem fechados. Pra conseguir isso, você tem que socar a bota nos primeiros trechos que são de asfalto e relativamente planos pra poder peder tempo nos trechos de subida e areia. Nossa estratégia foi bem sucedida até o PC19, o Morro Maldito.

Elenise largou forte como sempre e fez o percurso 1 (7.1km) num bom ritmo e fechou em 30’45”. Cecilia pegou o bastão para os próximos 5km e concluiu o percurso 2 em 30’15”.

Na sequência foi a vez da Cátia correr o primeiro percurso marcado pela organização como “difícil”. Depois de algumas subidas e do sol que estava começando a aparecer, ela fechou os 7.8km em 48’34”. Enquanto o pessoal corria eu ia fazendo as contas do tempo que estávamos acumulando e a Simone coordenando o time todo ao lado do motorista da van.

O sol começou a pegar mais forte no quarto trecho. Jorge pareceu não se importar com o calor e flutuou nos 5km fechando o percurso em 21’39”.

No quinto trecho o sol estava a pino e o retão da Rodovia SC 401 parecia não ter fim, segundo o relato do nosso caçula, Fernando. Depois de 36’07” e 7.2km percorridos Fernando passava o bastão para Olívio.

E aí acabava a “moleza” do asfalto. Olívio foi o primeiro a encarar uma trilha no percurso 6. Ele fechou os 4.8km que chegava nas escadarias do Forte São José em 26’32”. Marcelo foi o primeiro a correr na praia. E pra fugir da areia fofa teve que molhar as canelas na praia de (ou do) Jurerê. Fechou os 3.3km de praia em 18’29”.

E foi no percurso 8 que cometemos nosso primeiro erro de logistica. Nakamura pegou o bastão do Marcelo e saiu em disparada. Paramos no meio do percurso para dar água pro Nakamura mas ele já estava mais pra frente. Quem passou foi a Cinthia, toda elegante e vestida de acordo com a ocasião, já que o sol fritava.

Talvez por causa da Cinthia, o motorista da van demorou pra sair e o Nakamura ficou esperando a Elenise que não estava no PC por uns 4 minutos. Ele fechou seus 5.2km em 27’48”. Esses minutos fizeram uma enorme diferença lá no fim. Culpa da Cinthia!!

Nesse ponto começava a segunda rodada dos nossos corredores. Elenise encarou uma daquelas subidas de subir andando. Pra ter uma ideia, a van subiu em primeira marcha. Fechou o percurso 9 (8.6km) em 42’44”. O percurso acabava na Praia Brava, onde a Cecilia pegou o bastão e encarou outra subida lazarenta. 100m de altimetria em menos de 1km. Concluiu bravamente seus 6.2km em 37’42”.

Como o sol estava forte, Catia pediu apoio na hidratação para seu trecho de 10km. Como eu não estava fazendo nada mesmo, peguei a bike e fui no apoio.

Além do sol, ela teve que subir o morro que leva a praia dos Ingleses, já no norte da Ilha, e também encarar a maré que estava subindo. Sofreu, mas fechou bravamente seu trecho de 10.4km em 1h14′.

Coube então ao Fernando atravessar as dunas de areia fofa pra chegar até o Costão do Santinho. Foram 8.4km em 51’10”. Olivio, Marcelo e Nakamura, fecharam a segunda rodada dos nosso corredores percorrendo os percursos 14 (5km), 15 (8.6km), e 16 (7.7km) em 26’10”, 55’10” e 43’05”, respectivamente.

Começava então a última pernada de cada participante. O sol já estava indo embora mas quase todos já tinham corridos dois trechos. Elenise e Cecília fecharam os dois últimos trechos de areia nas praias do Campeche (4.9km) em 25’00”e Armação (8.7km) em 50’47”. Nesse momento todas as nossas reservas de tempo tinham se esgotado e era a hora do Jorge enfrentar o Morro Maldito. Ele tinha exatos 1h25′ pra fazer 15km. O problema é que começava a chover e o nome Maldito não é a toa. Tem uma subida de mais de 250m de altimetria em pouco mais de 2km em trilhas e uma descida do mesmo tamanho.

Nesse ponto começamos a ficar preocupados. O tempo jogava contra, chovia e ainda pegamos um engarrafamento. Só faltava o Jorge chegar no PC e não ter ninguém lá.

Mas não foi isso que aconteceu. Jorge fechou os 15km em 1h28”e por 3 minutos perdemos o PC aberto. Lembram dos 4 minutos da Cinthia, pois é, fizeram falta. Culpa da Cinthia!

Bem, a equipe foi penalizada mas o regulamento permitia que os próximos participantes continuassem correndo pois se chegássemos antes das 20:15h na chegada ainda teríamos direito a nossas medalhas. Imagina se eu fico o dia inteiro fora participando de uma prova e chego em casa sem medalha! Isabela vai me chamar de fanfarrão!

Emilene substituiu o Marcelo  no penúltimo trecho de 6.1km e cruzou o bairro do Aeroporto em 39’30”. Coube a mim substituir o Nakamura no último trecho da prova de 7.3km. Tomei um Dorflex que a Catia me deu e saímos eu e Leo (também reserva na outra equipe) num ritmo tranquilo. Depois de aquecido e sob o efeito do remédio resolvi buscar uns corredores que estavam na minha frente.

Consegui manter um ritmo na casa dos 4’50”/km mas senti a falta de treinos de velocidade. Terminei meu trecho com 34’50”, juntamente com todos da equipe que me aguardavam na linha de chegada. Conseguimos a nossa merecida medalha!

Agradeço aqui em nome de todos os participantes das duas equipes o árduo trabalho da Elenise e Leo na organização deste evento. Reservas de hotel, transporte e hidratação estavam perfeitos. Sei que isso deu um trabalho danado. Agradeço especialmente a Elenise por ter me deixado ir como reserva mesmo sem estar treinando direito. Muito obrigado!

Agradecemos também a nossa coordenadora, Simome. Não correu, mas esteve atenta o tempo inteiro na nossa logística. Não podemos esquecer também a Ana que pedalou o dia inteiro levando água para os corredores das duas equipes, Nelsinho e Manu  levando as bikes pra cima e pra baixo. E por último, mas não menos importante, agradecemos a Cinthia, por tornar o ambiente da nossa Van algo extremamente divertido!!