Cliffs of Moher

DUBLIN (on the air) Na minha última visita a Irlanda eu tinha planejado visitar o Cliffs of Moher mas por diversos motivos a coisa acabou não dando certo. Não tinha certeza de quando voltaria para a Irlanda então coloquei os cliffs na minha “to do list”. Lista essa que só faz crescer.

O IJCNN,  conferência da qual participei durante essa semana, raramente é organizada fora dos Estados Unidos. Mas esse ano isso aconteceu. Um chinês da Universidade do Texas que dever ter conhecido o sul da Irlanda em alguma outra oportunidade, imaginou que deveria ser legal fazer o evento nesse canto do mundo. E realmente, o sul da Irlanda é bacana, mas chove uma barbaridade. Eles mesmos fazem piada com o clima deles.

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Independente do clima achei que essa seria uma boa oportunidade de voltar a Irlanda e riscar um item da minha lista. A jornada foi um pouco cansativa pois tivemos que fazer cerca de 500km saindo de Killarney, no extremo sul, até Cliffs of Moher e depois retornar a Dublin. A vantagem desses pequenos países é que você consegue cruza-los em poucas horas.

Mas a correria valeu a pena. A paisagem é simplesmente magnifica. É um lugar pra sentar a beira do penhasco e contemplar a natureza em estado bruto. O Cliffs of Moher tem cerca de 18km de extensão e o ponto mais alto tem 200m de altura.

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Essas falésias ficam dentro do Burren and Cliffs of Moher Geopark o qual conta com uma boa infra-estrutura turística. Tem uma lanchonete que vende uns sanduíches mas se estiver com fome a melhor pedida é ir até Liscannor, uma cidadezinha a poucos quilômetros do parque. Ali tem algumas boas opções de restaurante. Mas vá devagar pois você pode cruzar com um pelotão a qualquer momento. Afinal de contas estamos na Europa!

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Killarney

KILLARNEY (long day) De acordo com o meu guia de viagem, Killarney é a atração turística mais visitada da Irlanda. Ok, se não fosse pela conferência, muito provavelmente eu não teria conhecido esse pedaço da Irlanda, apesar da sua popularidade. A cidade em si é bem pequena e tem cerca de 30000 habitantes. Por se tratar de uma cidade turística, restaurantes e lojinhas de toda sorte não faltam. Se você gosta de comida indiana, existem algumas boas alternativas aos famigerados “fish&chips”

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Se voce aprecia uma boa cerveja, acabaram de inaugurar a Killarney Brewing Company aqui. Você pode fazer um tour na micro cervejaria por EUR 12 com direito a provar duas cervejas. Além de um video contando a história da cervejaria, o guia te explica num inglês gaélico o processo de fabricação de cada cerveja, alem da origem do rótulo de cada uma delas.

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Atualmente eles fazem seis tipos de cerveja: blonde ale, irish red ale, larger, irish pale ale, indian pale ale e stout. De acordo com o guia, os três sócios colocaram cerca de EUR 2 milhões para viabilizar o negócio e parece que a coisa está indo muito bem, obrigado. Gostei das cervejas que eu provei. Não estão entre as TOP5,mas são boas.

Unfiltered Blonde Ale

Unfiltered Blonde Ale

E pra queimar todo o alcool do monte de cerveja que você vai tomar por aqui, nada melhor do que uma corridinha. Lugares para correr não faltam, entretanto, me indicaram um roteiro bem bacana. Saindo da rua principal, entre na Ross Rd e siga até o Ross Castle. Depois volte pela pista que corta bosque e acaba na frente da catedral. Um trajeto de cerca de 10km quase todo plano com um visual de tirar o fôlego.

https://www.strava.com/activities/346395154/embed/edb331fb7fee53fd6326820927b28be905ce4b43

Ross Castle

Ross Castle

O “must see” da região certamente é o Killarney National Park, mas especificamente os lagos de Killarney. Ali os turistas têm a disposição atividades “outdoor” para todos os gostos. Você pode ficar pescado na beira do lago ou escalar as montanhas da região. Uma atração que fica logo na entrada do parque é Muckross  House, uma mansão no estilo vitoriano construída no século 19.

Muckross House

Muckross House

E se sobrar tempo e você tiver sorte de ter um dia de sol (coisa rara mas fomos agraciados) uma sugestão é fazer a rota conhecida como Ring of Kerry. Trata-se uma rota cênica com cerca de 180km passando por diversas cidadezinhas da península de Iveragh sempre com paisagens muito belas. Seguindo a sugestão de uns locais, fizemos uma pequena alteração na rota sugerida do Ring of Kerry adicionado a ilha Valentia. Nessa pequena ilha a sugestão é subir o Monte Geokaun para contemplar os Fogher Cliffs

Fogher cliffs

Fogher cliffs

Um pouco antes de chegar no topo existe uma trilha com cerca de 2km que dá a volta no morro. De lá você tem uma visão privilegiada de toda ilha e seus arredores. 
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Pra finalizar o passeio na ilha vá até o vilarejo de Knightstown. Se decidir deixar a ilha por alí, você pode tomar uma cerveja no pub que fica em frente ao ferryboat que faz a travessia dos carros.

 

A Conferência

KILLARNEY (powered by Guinness) O maior fórum de discussão na área de redes neurais ganhou um “boost” nesses últimos anos em função das técnicas de Deep Learning (Aprendizagem Profunda), que não são novidades, mas ganharam força por causa do poder de processamento disponível a baixíssimo custo nas placas gráficas (GPU – Graphics Processing Units). Essas placas surgiram para alavancar a indústria de jogos de computadores, mas têm sido usadas na comunidade de aprendizagem de máquina para resolver problemas complexos que podem ser paralelizados.

Nesse ano o IJCNN (International Joint Conference on Neural Networks)  está sendo organizado em Killarney, uma cidadezinha turística no sul da Irlanda. Entretanto, a organização da conferência não está na mão dos irlandeses e sim dos Chineses.

Isso dito, a organização está deixando bastante a desejar. Primeiro, escolheram um lugar que não cabe todas as sessões paralelas. Ai colocaram algumas sessões no centro de convenções e outras num hotel ao lado. Coisa de amador. Segundo, a qualidade dos projetores é pior daqueles que temos na universidade para dar aula. Se você está no fundo do auditório não dá pra ver nada. Finalmente, os caras entregam os proceedings num CD. CD for christ sake!! Quem usa CD como mídia em pleno ano de 2015! Meu computador nem tem leitor de CD. Cobrando US$ 700 de inscrição, os caras deveriam ter caprichado mais na organização.

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Já na parte técnica o pessoal está fazendo seu trabalho. A sessões técnicas estão com um bom público, talvez pelo tempo feio que está fazendo lá fora, mas em todo caso, o pessoal está prestigiando as apresentações. Ontem a noite meu aluno, Luiz Gustavo, apresentou seu trabalho sobre transferência de aprendizado entre redes neurais e não teve um minuto de folga durante as duas horas da primeira sessão de posters.

Luiz Gustavo explicando transfer learning

Luiz Gustavo explicando transfer learning

Dublin

DUBLIN (boat trip) O principal objetivo da viagem a Dublin era conhecer a Guinness e é claro, visitar a cidade se desse tempo. Conseguimos fazer as duas coisas. Dublin é uma cidadezinha bem simpática que pode ser visitada facilmente em um ou dois dias. O melhor é que você consegue fazer tudo a pé.

Algumas impressões depois de uma visita rápida de um dia: O povo é muito simpático e prestativo. Tem Brasileiro em tudo que é canto. A cidade é relativamente limpa. Tem ciclovias espalhadas por todos os lados. Onde não tem ciclovia, os ciclistas parecem conviver bem com os carros. Tem gente dormindo nas ruas (sinais da crise que assolou a Irlanda nos últimos anos). Os pubs são bons (e muitos) e a cerveja é ótima!

Esses são os pontos turísticos que estão em todos os guias de “Um dia em Dublin”:

  • O’Connell street: É o coração do centro da cidade. Ao redor tem algumas ruas exclusivas para pedestres como a Grafton St e a Henry St, as quais tem um monte de lojas e shopping centers. Na esquina da O’connel com a Henry fica o Obelisco e um pouco mais abaixo o canal que corta o centro da cidade

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  • Trinnty College: Os prédios imponentes e a beleza do grande pátio interno atraem um monte de turistas. Vale a pena passar por lá.

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  • Temple Bar: Dizem que é o Pub mais antigo do mundo. Não fui atrás pra saber se isso é verdade. Antigo ou novo, é mais um Pub entre os montes que você encontra em Dubin.

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  • Dublin Castle: Eu acho que deveria ter algumas regras pra chamar uma construção de castelo. Eu não classificaria isso como castelo. Tem uma pequena torre medieval e um monte de prédios que hoje são ocupados pelo governo Irlandês. Tem bastante história, mas…

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  • Jameson: O que falar de um whisky que é usado para fazer cocktails. Então, deixa pra lá…
  • Guinness Storehouse: Parada obrigatória pra quem vai a Dublin e gosta de cerveja. A visita é auto-guiada (parecida com a Heinekein) e se você quiser pode usar um audio guia (gratis). No começo da visita você pode assistir alguns videos sobre a origem dos ingredientes básicos da famosa cerveja. Depois uma breve apresentação sobre como degustar a cerveja, degustação de algumas comidas que levam a cerveja no seu preparo e finalmente uma degustação no Gravity bar, um ambiente todo envidraçado com uma vista de 360 graus.

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 Cheers, e vamos ao trabalho!

Viajando de Carro da Inglaterra para a Irlanda

DUBLIN (stout beer) Quando decidimos visitar Dublin a questão era ir de carro ou de avião. Por uma questão de logística decidimos ir de carro. Não sei dizer se é a melhor opção, mas em todo caso, é uma opção.

Existem algumas empresas como a Stena Line e a Irish Ferries que fazem a travessia entre Holyhead e Dublin. Você encontra diversas opções de travessia, algumas mais rápidas e outras mais demoradas. É obvio que o custo também varia.

Escolhemos a IrishFerries, a qual faz a travessia de 120km em 1:50h. O ferry é grande e confortável e oferece serviços de bar, restaurante (no piso superior), lojas, casa de câmbio e internet grátis (lenta, mas grátis).

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Apesar do tamanho, o barco balança bastante. Então se você enjoa fácil, é bom tomar um dramin antes.

E quanto custa? Para cruzar um carro como esse da foto abaixo e três pessoas custou cerca de 400 libras (ida e volta). Se você comprar com antecedência na internet, parece que o preço é melhor. Se você deixar para comprar no local, chegue com um pouco de antecedência e lembre-se de ter libras na ida e euros na volta.

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E vale a pena? Eu diria que vale. Acredito que no verão a viagem seja mais agradável pois você pode passear no deck do barco. Eu fui passear um pouco lá fora mas não aguentei muito tempo por causa do frio e do vento. A vantagem de fazer o trajeto de barco ao invés do avião é que você não precisa encarar toda aquela chatice dos aeroportos e o aperto dos aviões. Daqui a pouco vão fazer aviões para viajarmos em pé….

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