Pra Lá de Marrakesh

MARRAKESH (subindo) Hoje fiz uma estrada que corta os Altos Atlas, uma cadeia de montanhas com mais de 400 picos acima dos 3000m e 10 acima dos 4000m. O pico mais alto é o Jebel Toubkal. Com 4167m é também o mais alto do norte da Africa.

O objetivo da viagem era ir até Ouarzazarte para visitar algumas Casbás, que são aldeias tribais fortificadas geralmente habitadas por berberes. A estrada que vai de Marrakesh a Ouarzazarte se chama “Na Tizi N Tichka”. e tem cerca de 180km. O que o nome tem de complicado a estrada tem de bonita.

Fiz uma primeira parada pra tomar um suco de laranja quando estava perto do ponto mais alto da estrada, cerca de 2200m de altitude. Suco de laranja natural e chá de menta você encontra em qualquer buraco. Já uma cerveja….

Outra coisa que parece ter em todo lugar é gente querendo te vender alguma coisa. Em toda curva da estrada tem gente vendendo pedras e fósseis. Eu parei numa curva pra tirar umas fotos e do nada apareceu um cara com umas pedras na mão. É impressionante!

Depois de atravessar as montanhas a paisagem muda completamente de após alguns quilômetros você se encontra no deserto Marroquino, que é na sua maior parte, parecido com a paisagem da foto abaixo. Me lembrou bastante o Atacama. Aquelas dunas bonitas do Saara são poucas e estão mais ao sul.

Passei por algumas Casbas no caminho mas resolvi visitar a Casbá Taourirt, em Ouarzazarte, que segundo o guia é uma das mais bonitas do Marrocos. Paga-se 20 pilas Marroquinas (cerca de R$ 4,50) para entrar e poder visitar a suntuosa residência. Se você quiser tem um guia a sua disposição louco pra te dar algumas informações por alguns trocados.

Pausa pro almoço pois ninguém é de ferro. E a fome era tão grande que eu esqueci de fotografar meu prato principal. Só lembrei da salada.

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Marrakesh

MARRAKESH (hot) Meu carro alugado ainda estava lá e o senhor que queria dinheiro na noite anterior apareceu do além. Como eu ainda não tinha dinheiro, mandei ele a merda novamente (agora um pouco mais calmo) e dessa vez ele ficou puto. Fazer o que?

Achei um ATM pra pegar dinheiro e me mandei pra Marrakesh. A estrada é toda pedagiada e relativamente bem conservada. O pessoal dirige que nem maluco. Todo mundo buzina pra qualquer coisa e ninguém dá sinal pra nada. O trânsito é infestado por umas malditas motoquinhas, igual aquelas garelis, que carregam até três pessoas. Capacete é acessório.

A viagem transcorreu tranquilamente e duas horas depois já estava no meu hotel. Sem tempo a perder fui bater pernas.

A cidade fundada em 1070 é dominada pela praça central (Djemaa el-Fna) onde tudo acontece. Tem música, gente dançando, gente vendendo, gente comprando, ou seja, uma zona. As fotos não representam muito a bagunça que é isso aqui. Eu fiz um pequeno video e depois quero ver se subo no vocetubo.

A outra atração da cidade, um paraíso pra quem gosta de mercados, são os Souks. O troço é um labirinto de vielas com um monte de turistas, uma grande variedade de produtos (tem de tudo que você possa imaginar) e um monte de cheiros.

E não encare os vendedores nos olhos, a menos que você queira comprar algo. Olhou nos olhos o cidadão vai te pegando pelo braço e te puxando pra negociar.  Cuidado também com os chamados falsos guias. O cara pergunta se você quer ajuda e depois vai querer te cobrar pelo serviço.

No meio dos Souks você também pode encontrar alguns restaurantinhos bem simpáticos com boa comida e um preço razoável. Mas como não são restaurantes para turistas, eles não vendem cerveja, pois o mulçumano além de não beber não pode vender. Mas o Cous Couz Royal que eu comi valeu a pena.

Ao lado da praça está a mesquita de Koutoubia construída em 1570. Igualzinho nos países católicos, um templo religioso na principal praça da cidade.

E pra relaxar um pouco da loucura que é essa Marrakesh, nada como dar uma relaxada nos Jardins atras da mesquita. Um dos poucos lugares tranquilos que eu encontrei no meio do caos.