Isla Mujeres

CANCUN (that’s it) Terminada a conferência, tiramos o dia para conhecer a Isla Mujeres uma ilhota localizada a cerca de 5km  de Cancun. A travessia com a empresa Ultramar (www.ultraferry.com) custa US$ 22 (19+tax) e leva cerca de 25 minutos. O barco sai de três locais em Cancun: El Embarcadero, Playa Tortugas e Playa Caracol. Para quem está em algum hotel da zona hoteleira, a Playa Caracol é o local mais próximo. O trapiche de embarque fica ao lado do restaurante Mocambo, atrás do centro de convenções.

A pequena ilha pode ser explorada a pé, de bike, taxi, ou ainda com os carrinhos elétricos que você encontra em todos os cantos para alugar. Como a nossa missão era curtir o dia de folga na praia, fomos diretamente a Playa Norte, uma prainha com águas cristalinas de frente para o mar do Caribe. Um verdadeiro paraíso

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Nessa praia existem uma porção de bares e restaurantes onde você pode alugar cadeiras e guarda-sol. Depois de um ligeiro estudo de mercado ficamos no restaurante Tuturreque 33. Consumindo mais de 400 pesos (cerca de US$ 20) você pode usar toda estrutura do restaurante, como banheiros, chuveiros, cadeiras, etc.. A good deal.

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A outra forma de explorar a ilha é comprando um pacote junto as operadoras de turismo. Custa cerca de US$ 45 e dá direito a travessia e mais alguns regalos, geralmente como bebida  inclusa. Se você curte ficar num barco cheio de gente (tipo esses barcos de refugiados que aparecem nos jornais hoje em dia) com música de qualidade duvidosa em altissimo volume, aí eu acho que vale a pena. Senão, faça o passeio por conta.

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Chichén Itzá

img_0178-2CANCUN (hot, hot, hot) Quando comentei com um colega que estava vindo para Cancun ele me disse que eu não poderia deixar de visitar Chichén Itzá, a cidade construída pelos Maias. Como eu tinha o domingo livre antes conferência, resolvi seguir o conselho dele.

Como resolvemos fazer o passeio em cima da hora, pegamos um tour com uma das milhares de operadoras de turismo que existem em Cancun. Geralmente evito esse tipo de turismo, pois não gosto de guias de operadoras que só te mostram o que eles querem. Além disso, esse tipo de tour acaba sendo demorado pois você tem que parar em lugares que normalmente não pararia se estivesse com um carro alugado, por exemplo. Fica a dica. Fuja dos tours.

Falando um pouco da atração em si, o lugar é magnífico. Vale a pena a visita. Não é a toa que Chichén Itzá foi considerado pela Unesco uma das sete maravilhas do mundo moderno e patrimônio mundial da humanidade. O templo de Kukulcan, uma pirâmide com 9 degraus construída por volta do século X, domina o cenário do local.   Se você bater palmas na frente da pirâmide, ela responde com canto de um quetzal, um pássaro sagrado na cultura Maia. Puta obra de engenharia! Se quiser uma explicação cientifica, dá uma olhada nesse artigo  escrito por um grupo de pesquisadores belgas

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Consegui essa foto sem ninguém na frente pois caiu um pé d’agua e todo mundo correu da chuva. Senão, tem gente pra cacete rodeando a pirâmide.

Outra obra de engenharia impressionante dentro do parque é o campo de jogo. A forma com que as paredes foram construídas, com uma certa inclinação, faz com que o lugar tenha uma acústica formidável. Segundo o guia, nesse campo de jogo, o ganhador dava sua vida em sacrifício aos Deuses. Ou seja, o perdedor cortava a cabeça do ganhador.

Abre aspas. Talvez as paredes tortas, que hoje são explicadas pelos guias de turismo como soluções acústicas inovadoras, tenham sido cagada do pedreiro mesmo. Quem já construiu sabe do que estou falando. Fecha aspas.

img_0207A terceira construção mais imponente é o templo dos guerreiros. Uma outra pirâmide rodeada por centenas de colunas representando os guerreiros.

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img_0226Além dessas construções maiores, existem várias outras construções menores no parque, como um observatório astronômico, outras pirâmides menores, uma  igreja, etc.. Ou seja, pra quem gosta de história e arqueologia, um prato cheio. A imagem abaixo dá uma ideia do tamanho do parque.

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O lado negativo de Chichén Itzá é a quantidade de vendedores ambulantes dentro do parque. Os estreitos caminhos que ligam uma atração a outra são tomados por esses vendedores que insistem em te vender algum souvenir qualquer. Tem uma hora que enche o saco. Entendo que os milhares de turistas que visitam esse lugar todos os dias representam o ganha pão dessa gente, mas a administração deveria encontrar um local fora do parque para abrigar esse tipo de comércio.