Perdidos e Castelhanos

FOZ DO IGUAÇU (quase lá) Semana que vem estamos partindo para nosso pedal nos Alpes Franceses. Meu treinos foram prejudicados em função da viagem para o Alaska e de diversas viagens para Foz do Iguaçu. Mas não parei totalmente. Tentei fazer uma subida dupla da serra (cerca de 1500m de altimetria) uma vez por semana. Graças ao feriado de Corpus Christi consegui fazer uma montanha que estava na minha lista de treino pré Alpes, o morro dos Perdidos. De quebra fizemos a subida do Castelhanos também.

https://www.strava.com/activities/1037824040/embed/de9831e5c428a97f9f6e897002161c544cbe4350

O percurso com pouco mais de 30km tem uma boa altimetria. Começa com 770m e vai a 1419m (até o topo do Morro dos Perdidos). Depois desce tudo até ponte do Rio São João (270m) para então voltar aos mesmos 770m do ponto de partida. Isso tudo totaliza mais de 1418m de subidas acumuladas, com diversos trechos com gradientes acima dos 15 graus. Ou seja, um excelente treino de subida. O video do Relive.com mostra bem a altimetria do trecho

O sol querendo aparecer…

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Quiriri

Screen Shot 2013-08-04 at 6.26.07 PMCURITIBA (felling good) A Serra do Quiriri (ou Campos do Quiriri) fica no Estado de Santa Catarina e é composta por uma cadeia de montanhas que abrange os municípios de Joinville, Garuva e Campo Alegre. De acordo com a placa na estrada, o Quiriri possui cerca e 30 cumes sendo que o mais alto atinge 1580m.

A grande maioria do pessoal que pedala comigo já conhecia as temidas subidas do Quiriri, menos eu. E por causa dessa fama, esse pedal estava na minha lista já fazia um tempo. Mas por diversas razões nunca tinha conseguido ir pra lá. Bem, dessa vez deu certo. Fui com o Fabricio até Tijucas dos Sul de carro, onde encontramos o Marcos, Mountain Biker radicado em Tijucas que conhece as estradas da região como ninguém. Começamos o pedal por volta das 9:00h nas belas estradas de Tijucas e logo no início veio uma descida atrás da outra, o que começou a me deixar preocupado. Já estava imaginando como seria a volta… Deixemos a volta pra depois.

Descidas antes da subida

Após 28km de pedal e várias descidas chegamos a 850m de altitude. Ali começa a subida pra valer até o morro da antena, com 1400m. A estrada é boa e diferentemente da maioria dos morros pedaláveis, essa não tem cascalho solto. A bike traciona muito bem. Mas se chover, esqueça. Aquilo vira um sabão. São cerca de 5km de subida forte em que o GPS indicava 30% de inclinação em alguns trechos (gracias Fabricio, não sabia que tinha isso no meu GPS).

Subidas Quiriri

Um pouco antes de chegar no morro da antena, já dá pra ter um belo visual da Serra do Quiriri e das estradas que cortam os campos de altitude. Alguns dos caminhos, entretanto, cruzam propriedades particulares e tem acesso restrito. Por volta do meio-dia chegamos no Morro da Antena (1400m) de onde se pode avistar a cidade de Joinville e vários outros picos da Serra do Quiriri

Foto: Gerson

Fabricio, eu, Gerson e Marcos

Morro da Antena

Vista do Morro da Antena – Serra do Quiriri

E a volta? A volta é foda. Ok, tem a descida do morro que você faz em cerca de 5 minutos usando toda a potência dos freios a cada curva. Depois começa um sobe e desce interminável.  Marcos sugeriu que voltássemos por um outro caminho, um pouco mais longo, mas com subidas “mais leves”.  A Figura abaixo mostra o relevo do trecho da volta. Terreno dobrado mesmo, com direito a uma “subidinha” categoria 4 no fim. Terminamos a voltinha com 72km e cerca de 1800m de altimetria acumulada (2000m no Strava do iPhone). Track disponível aqui.

Screen Shot 2013-08-04 at 6.47.50 PM

Resta dizer que valeu a espera. Pedalzinho de respeito que fez o pedal de 90km de speed do dia anterior até o Bela Vista parecer um treininho leve (pra não dizer um passeio no parque). E que venha o Cerne V!

Mais fotos aqui.

Temporada Aberta

CURITIBA (trabalhos iniciados) Abrimos a temporada de montanha aqui em casa com uma pernada rapidinha no morro do canal. Desde o ano passado a baixinha não encarava uma montanha e já estava com saudades.

canal

Hoje demos sorte e pegamos um belo visual lá em cima. E em função do feriado a trilha estava bem movimentada. A criançada invadiu o morro! Bonito de ver.

canalEsse ano o objetivo é levar a Isabela até o Caratuva ou Itapiroca. Veremos se consigo.

 

 

Ataque ao Ciririca

CURITIBA (mapas do acaso) Depois de alguns dias típicos de Curitiba, o sol voltou a brilhar. Decidimos então, Mildo e eu, fazer um ataque ao Ciririca, a montanha com trilha mais distante da serra Paranaense.

Saímos cedinho de Curitiba e pouco antes das 7h estávamos começando a caminhada na Fazenda do Bolinha. O pessoal cobra R$ 5.00 por pessoa para deixar o carro. Diferentemente da fazenda do PP, que só abre as 7h, no Bolinha dá pra chegar a hora que quiser, largar o carro e começar a caminhada.

A ideia inicial era ir por Cima, passando pelos picos do Camapuã e Tucum, mas em função da distância e dificuldade da trilha resolvemos  fazer a trilha clássica (por baixo) para garantir que voltaríamos ainda com luz natural.  Segundo alguns relatos, a trilha para o Ciririca já foi bem mais fechada e fácil de se perder. Hoje em dia está super bem sinalizada. Além disso, é um caminho muito rico em pontos de água. Mas não se engane, esse trekking é difícil pois é um sobe e desce frequente. Veja a altimetria gerada pelo meu GPS (as diferenças da ida e volta se devem pelo sinal ruim dentro da mata). O total de subidas acumuladas passa de 1600m.

A trilha começa aos 930m de altitude e segue tranquila até os 1230m. Uma coisa que me chamou atenção nesse trecho, e também nos vales mais a frente, são as grandes e belas árvores. A árvore gigante do Tucum (não sei se esse é realmente o nome dela) é a que chama mais atenção. 

Depois de uma hora de caminhada estávamos na bifurcação Tucum/Ciririca (1270m). Depois desse ponto descemos o primeiro vale e em alguns poucos momentos era possível visualizar as montanhas ao lado pois na maior parte do tempo você caminha dentro da floresta. Cerca de uma hora de caminhada depois da bifurcação tem uma grande parede que só é possível descer por causa das cordas instaladas no local.

A caminhada segue vale adentro passando por vários pontos de água até a Cachoeira do Professor (1097m). Chegamos nesse ponto depois de quase 3h de caminhada. Paramos ali durante uns 20m para comer alguma coisa e repor os estoques de água. O local é muito bonito, mas eu acho que em função do spray de água gerado pela cachoeira, a temperatura deve ser uns cinco graus a menos no fundo desse vale.

Cooling down

Depois da cachoeira, a caminhada segue pelo vale até o ponto conhecido como Última Chance (1350m). Esse é o ponto de junção das trilhas “de baixo” e “de cima” e também o último ponto de água. Na verdade existe um outro ponto de água um pouco mais a frente mas bem menor. Imagino que em época de seca o Última Chance seja realmente o último ponto de água. Chegamos nesse ponto por volta das 11h.

E depois de 4 horas de caminhada, finalmente chegamos na rampa (parte mais inclinada do percurso na lateral do morro do ciririca) que dá acesso ao cume. E nada de grampos! Alí é na unha mesmo.

Mildão sofrendo…

E da rampa finalmente é possível visualizar outros cumes da serra do Ibitiraquire.

Cumes da serra do Ibitiraquire: Caratuva e PP.

E depois de exatas 5h de caminhada finalmente chegamos ao cume, aos 1705m de altitude, de onde avistamos as famosas placas do Ciririca. Hoje as placas estão desativadas, mas antigamente eram usadas para repetição de sinais de microondas para fazer o enlace de rádio entre Curitiba e a Usina Parigot de Souza. Existe uma terceira placa que fecha o circuito, mas essa eu não vi.

O livro cume está na segunda placa

Alem das placas, o cume do Ciririca proporciona uma bela vista da Torre da Prata, Baia de Antonina, Conjunto Marumbi, mas principalmente do Agudos.

Da esquerda para direita: Cotia, Lontra e Cuíca

Ficamos no cume por cerca de 1h para almoçar, tirar fotos e recuperar o fôlego para a descida. Por volta das 13h começamos a volta. A subida do primeiro vale, o da corda, é foda. É a descida de montanha mais lazarenta que eu lembro de ter feito. Ainda na “descida” encontramos um pessoal que estava subindo para acampar no cume. Ficaram felizes em saber que teriam o cume só para eles aquela noite.

Pouco antes das 18h estávamos de volta ao ponto de partida. A estratégia de ir pela trilha de baixo para voltar com luz natural deu certo. Na próxima vez vamos fazer a trilha de cima.

Mais fotos aqui.

 

 

Pequeno Polegar

CURITIBA (grande ladeira) Essa semana o Mildo me chamou pra buscar o track do Pequeno Polegar, o pico que fica ao lado dos morros Mãe Catira e Sete (serra da Farinha Seca). Saímos cedo de Curitiba e por volta das 8h já estávamos subindo o Mãe Catira, de onde se tem uma bela vista da serra do Ibitiraquire.

Antes de chegar no cume do Catira (perto da bifurcação para o Polegar) tem um monte de trilhas e é meio fácil de se perder. O Mildo colocou umas fitas por ali e começamos a descer o vale entre os dois picos. A partir deste ponto a trilha não é muito frequentada e por isso meio fechada. Além de fechada, a ladeira é bem forte e é bom descer com cautela.

Lá em baixo tem dois pontos de água. O primeiro quase seco e o segundo muito bom. Depois do riacho no fundo do vale começa a subida do Pequeno Polegar. Um pouco de caminhada dentro da mata e logo você está andando no meio de uma vegetação agreste baixa, suja e espinhenta. O tempo de caminhada até o cume do Polegar fica em torno de 2h.

Lá em cima temos de um lado o paredão do Sete e Mãe Catira com a Baia de Antonia ao fundo…

… e do outro lado o conjunto Marumbi. Assim como o vizinho mãe Catira, o cume do Polegar também não é descampado rochoso e sim coberto por uma vegetação rija espessa e compacta. Mas diferente do vizinho, este tem alguns pontos de observação.

No cume do Polegar tem um adesivo do pessoal que fez a maior travessia entre montanhas no Brasil. Eles fizeram 44 cumes da serra do mar Paranaense em 10 dias e para cada cume fizeram um adesivo para comprovar o feito. Coisa de maluco, não os adesivos, e sim a travessia.

Track do polegar disponível aqui.

 

 

Marumbi com Sol

CURITIBA (sol!) Eu sinceramente não lembo de ter ido ao conjunto Marumbi com um dia tão belo. Na última vez não estava chovendo, mas tinha uma nuvem no cume o tempo inteiro. Dessa vez monitorei o tempo por alguns dias para aumentar a probabilidade de não ver nuvens por perto. Deu certo!

Partimos por volta das 7h de Curitiba, Pedro, Passarinho, Elenise e eu. Encaramos uma forte serração na estrada mas chegando em Morretes já dava pra ver que o dia estava perfeito. O paredão do conjunto Marumbi parecia nos desafiar.

Começamos a nossa caminhada do posto do IAP em Porto de Cima (73m) por volta das 8:20h e depois de uma hora estávamos  fazendo a foto clássica na estação Marumbi (470m).

A caminhada até o cume do Olimpo seguiu tranquila. Temperatura agradável e um vento bem fraco. Descobri, graças ao Passarinho, que tem um pouco de água um pouco antes de chegar no cume do Olimpo. Pois bem, chegamos no Olimpo 12:15h sem nenhuma nuvem no horizonte, como deve ser!

Finalmente avistei os cumes do Ciririca (com as duas placas no cume) e do PP de cima do Olimpo

Cumes do Ciririca e PP vistos do cume do Olimpo. Foto: Pedro T.

 

Litoral Paranaense visto do cume do Olimpo

Olhando para o leste podíamos ver Morretes, Antonina, com sua bela baia, Torre da Prata e Paranaguá mais ao fundo.

De acordo com os dados do meu GPS, saímos do Olimpo por volta de 13:10h sentido ao cume do Gigante (trilha vermelha) e Cabeça do Trigre, onde chegamos por volta das 14h.

Pico do Abrolhos visto da cabeça do tigre

Começamos a descida pelo Vale das Lágrimas (aprendi mais uma) por volta das 14:20h e chegamos na encruzilhada para a subida do Abrolhos as 15h. Depois de algum debate, resolvemos não subir pois alguns não tinham certeza de que as baterias das lanternas iam dar conta do recado. E descer o Abrolhos no escuro não é muito recomendado.

Na descida a Nikon do Pedro com uma puta lente voou da mochila e parou, até agora não entendi como, a alguns centímetros de um poço escuro. Aparentemente a máquina continua funcionando. Ficou apenas com alguns arranhões no filtro da lente.

Pedro agradecendo os deuses da montanha ou do buraco, sei lá…

Chegamos a base do IAP na estação Marumbi 16:40h e ainda ganhamos uma bela paisagem do conjunto Marumbi iluminado pela luz do sol do fim do dia.

As 17:50h,  depois de 1h de caminhada para cobrir os últimos 5.5km da estação Marumbi até o posto do IAP em Porto de Cima, estávamos de volta ao ponto de partida.

Pra finalizar, fomos ao restaurante Terra Nova em Morretes saborear um bom barreado com frutos do mar. Outro dia perfeito.

Mais fotos aqui.

 

Caratuva

CURITIBA (just perfect) Bem, acho que hoje foi o melhor dia de montanha dos últimos tempos. Frio, seco, boa visibilidade e céu azul. Pra aproveitar esse dia perfeito fomos (Pedro T. e eu) ao Caratuva. Encontrei o Pedro na praça das nações as 7:10h quando ele ja tinha começado a apertar o botão da sua Nikon. As fotos do nascer do sol atrás do Pico Paraná ficaram sensacionais.

Sol nascendo atras do PP. Foto: Pedro T.

O Caratuva é a segunda maior montanha em altitude do sul do Brasil, com 1850m. Talvez seja o pico mais fácil de identificar em função da presença das antenas de rádio amador. Com a aula do Pedro, hoje consegui identificar melhor o picos da região.

Caratuva (pico do meio) visto do Getúlio

Começamos a caminhada por volta das 8:20h. Fazia frio em Curitiba mas estava muito mais gelado no pé da montanha. O termometro do carro marcava 1C. Mas a sensação de frio logo desaparece quando você começa subir a montanha. Só fomos lembrados do frio e do vento perto do cume, quando notamos que a água que escorre pelas pedras da trilha estava congelada.

Depois de aproximadamente 2h de caminhada estávamos no cume do Caratuva. A vista para os cumes ao lado e para a baía de Antonina estava magnifica. E a foto clássica do Pico Paraná sem uma nuvem no céu? Essa valeu o dia.

PP visto do Caratuva

Depois de devorar uns sandubas (faltou o quentão) iniciamos a descida. Antes porém, conjecturamos um pouco sobre ir o não ir até o Taipa (pico ao lado) mas decidimos descer direto. O Taipa que nos aguarde.

Mais umas 2h de descida e chegamos a base por volta das 14h, onde alguns cidadãos se preparavam pra subir e montar acampamento para passar a noite na montanha. Pra fechar com chave de ouro, um almoção de caminhoneiro em um posto da BR.