Crash

CURITIBA (still hurts) Dia 25/9/18, saí as 6:30h para fazer um pedal de MTB com o grupo do Paulo (meu colega do departamento de Estatística da UFPR) pela região de Almirante Tamandaré e Campo Magro, pista de treino deles. Paulo conhece a região como ninguém e sempre que vou com eles acabo conhecendo uma trilha nova. Nesse dia não foi diferente, passamos por algums caminhos bem legais que eu não conhecia.

Tudo estava perfeito. Percurso legal, grupo bom pedalando forte, temperatura ideal, tempo bom, etc… Já no caminho de volta, numa estrada que já passei centenas de vezes, o grupo resolveu acelerar. Estava bonito de ver o pelote de uns 8 ou 9 ciclistas andando a mais de 40km/h no planão de Campo Magro. De repente, um ciclista tocou no guidão do Paulo e ele, talvez pela velocidade pois é um ciclista com muita experiência, foi pro chão. Eu vinha logo atrás e não consegui frear. Bati com a roda dianteira nas costelas dele e decolei. O pouso não foi dos mais suaves. Abaixo os dados gravados no GPS nos últimos 300m. O último dado de velocidade disponível marcava 52.2km, ou seja, estávamos rapidinhos.

Tentei me levantar mas não consegui. Não dava para movimentar meu braço. Na mesma hora pensei: será que o Chileno devolve o dinheiro da bike que eu já reservei e paguei? Eu tinha duas viagens de trabalho, as quais eu já tinha conseguido encaixar uns dias para pedalar. No Chile a ideia era subir o Vale Nevado. Vai ter que ficar para a próxima, pensei.

No pouso forçado cai em cima do ombro e foi nessa posição que ele foi parar. Além da luxação, uma pequena fratura para arrematar.

Um pouco fora do lugar

Graças a agilidade e camaradagem de todos do grupo, logo nosso socorro (Silva, esposa do Paulo) chegou. Ah, era aniversário do Paulo! Pelo menos foi poupado da bronca…

A ida para o hospital foi dolorosa. Fomos diretamente para a Clinica de Fraturas em Curitiba, mas descobri que não aceitavam meu seguro saúde do Bradesco. Tentei pagar a consulta pois estava segurando meu braço, literalmente. Por incrivel que pareça, só recebem em cheque e dinheiro. Nada de cartão de crédito.

Então decidimos ir para o Hospital Marcelino Champagnat. Lá aceitam Bradesco. Vale a pena mencionar que fomos muito bem atendidos. Logo que chegamos, os dois completamente ralados e com as lycras rasgadas, fomos levados diretamente para a emergência.

Descobri que tirar o ombro do lugar não doi. O que doi é colocar no lugar. Um segura de um lado enquanto outro puxa o braço deslocado com toda a força até você escutar um barulho assustador. Pronto! A dor, pelo memos pra mim, era insuportável. Comovido com o meu sofrimento o médico me deu uma dose de morfina. Aí fiquei bom!

No lugar

Passadas três semanas, ainda estou com o braço imobilizado (usando uma tipóia). Porém já consigo fazer algums movimentos bem curtos. Acho que já dá pra tentar o rolo, pensei. Você pode imaginar a cara feia da patroa. Bem, o tédio de três semanas de molho me encheu de coragem e lá fui eu.

Apoiar o peso somente não mão esquerda é foda. Como meu movimento ainda está bem limitado, não consigo alcançar o câmbio da speed. Fazendo força até dá, mas o sofrimento é grande e não quero abusar muito, pois em teoria tenho que ficar com o braço imobilizado até dia 22/10. O que conforta é que está chovendo pra cacete desde a minha queda!

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Perdidos e Castelhanos

FOZ DO IGUAÇU (quase lá) Semana que vem estamos partindo para nosso pedal nos Alpes Franceses. Meu treinos foram prejudicados em função da viagem para o Alaska e de diversas viagens para Foz do Iguaçu. Mas não parei totalmente. Tentei fazer uma subida dupla da serra (cerca de 1500m de altimetria) uma vez por semana. Graças ao feriado de Corpus Christi consegui fazer uma montanha que estava na minha lista de treino pré Alpes, o morro dos Perdidos. De quebra fizemos a subida do Castelhanos também.

https://www.strava.com/activities/1037824040/embed/de9831e5c428a97f9f6e897002161c544cbe4350

O percurso com pouco mais de 30km tem uma boa altimetria. Começa com 770m e vai a 1419m (até o topo do Morro dos Perdidos). Depois desce tudo até ponte do Rio São João (270m) para então voltar aos mesmos 770m do ponto de partida. Isso tudo totaliza mais de 1418m de subidas acumuladas, com diversos trechos com gradientes acima dos 15 graus. Ou seja, um excelente treino de subida. O video do Relive.com mostra bem a altimetria do trecho

O sol querendo aparecer…

Montanhas

CURITIBA (uphill) Só pra variar um pouco o tipo de treino de subida, essa semana deixei a speed de lado (na realidade ela foi pra revisão) pra subir duas montanhas. Sexta-feira fizemos um trekking até o cume do Pico Caratuva, o segundo ponto mais alto do sul com 1840m. Com a entrada de uma frente fria no sul do Brasil, parecia o dia perfeito para uma montanha, mas infelizmente o lado leste da montanha estava tomado pelas nuvens. Me acompanharam na caminhada meus colegas do DInf, Daniel, Eduardo e Grégio. Vale dizer que ninguém falou de trabalho!

Eu, Gregio, Daniel e Eduardo.

E pra fechar o mês de abril, um pedal de MTB no Quiriri. Da outra vez que fomos (em 2013), subimos até o morro da antena (1440m). Dessa vez, Pedro conseguiu uma autorização para entrarmos na fazenda (lembrando que a montanha está numa propriedade privada) e subir até o pico Bradador (1550m, ponto mais alto dos Campos do Quiriri). Quem controla o acesso é Hacasa Administração e Empreendimentos Imobiliários S/A. O documento autorizava nosso grupo de cinco ciclistas (Eu, Pedro, Lyra, Fabricio e Menegusso) a entrar na propriedade. Ninguém nos parou para pedir autorização, mas como se trata de uma propriedade privada, é bom levar o documento pra evitar confusão. Não custa nada, é só pedir. Eles liberam um número limitado de pessoas, porém.

Da entrada do morro da Antena até o Bradador são mais 5km, mas a subida do morro (cerca de 1km) é de empurra bike. O começo (foto abaixo), até vai, mas depois é impossível pedalar.

Estrada para o Bradador

Assim como no dia anterior, o vento do oceano prejudicou um pouco a vista, mas entre uma nuvem e outra era possível avistar a baia de São Francisco e Garuva.

Vista do Bradador

Na volta ainda pedalamos até o morro da Antena pra aumentar a altimetria do pedal.  No fim, fizemos cerca de 1250m de altimetria em pouco mais de 34km. Um bom treino, com vários trecho se inclinação acima dos 15%.

https://www.strava.com/activities/963394011/embed/7e440164da5a52221de88271b4c5d3eab03b32ac
 

Finalmente um videozinho feito com a Virb e editado automaticamente pela nova versão do software da Garmin (Virb Edit 4.2.3)

No Trespassing

CURITIBA (cercas) Um lugar bastante interessante para a prática de MTB perto de Curitiba, a cerca de 30km,  é a serra de São Luiz do Purunã. Lá você encontra um monte de entradinhas e um montão de subidas e descidas, afinal de contas é uma serra. Qualquer pedalzinho de 40km por ali tem mais de 1000m altimetria. O trecho mais conhecido é a estrada da Faxina, uma estrada com pouco mais de 10 km, paralela a BR 277, que liga o pé da serra ao topo.

Meio cansado de subir e descer pelas mesmas rotas, resolvi dar uma explorada nos trajetos do GPSies e Strava pra ver se tinha alguma alternativa pra ser explorada. No Strava encontrei uma rota bem interessante de descida. Quando digo bem interessante, quero dizer uma alternativa de descida da serra de SLP com gradiente de 15%. Downhill de verdade! Em azul, o trajeto novo que eu fiz baseado no strava.

Faxina AlternativaPois bem, sábado passado juntamos três professores da UFPR (eu, Pedro e Peterson) e fomos executar o plano. O começo do trecho marcado em azul no mapa acima é a conhecida estrada da Lage, a qual leva a pousada cainã. So far so good. Numa altura dessa estrada o Peterson alertou para o fato de que não existia mais estradas para descer a serra. Eu disse que o Strava afirmava o contrário. Tocamos em frente.

Quando chegamos no ponto de sair da estrada principal, percebi que o Peterson estava certo. Não tinha estrada e sim um caminho no meio de uma plantação de trigo, onde uma placa dizia, “Propriedade Privada. Não Entre”. Entramos. Andamos mais um pouco e mais uma porteira. Passamos. Mais um pouco e um terceira porteira, esta com cadeado. Pulamos. Aí começa o downhill no meio do mato. Simplesmente sensacional.

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A descida acaba em mais uma porteira que entra no quintal de uma casa, que eu imagino ser do caseiro da propriedade. Passamos rapidinho entre as galinhas e os cachorros e logo estávamos na última porteira, onde o caseiro veio tirar satisfação:

O que vocês estão fazendo aqui?

Estamos perdidos!

Sempre essa desculpinha. Puta que pariu!! Tô cansado disso… Vocês são analfabetos?

Quando é conveniente…

Deixamos o caseiro resmungando sozinho e continuamos o pedal, até porque estávamos dentro de uma propriedade particular.

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Na região existem várias propriedades particulares que dá pra pedalar sem problemas. Não é o caso desta. Uma pena, pois a trilha é bacana. Ficou interessado de qualquer forma? Segue o track nos strava. Note vários analfabetos por conveniência ja passaram por lá. Criaram até um segmento na descida 🙂

https://www.strava.com/activities/745519015/embed/404bca2c57b663309d1815c1110ce67da83ab806
 

Whistler

VANCOUVER (inveja) Esse fim de semana deu tempo de passar em Whistler. A pequena cidade que recebeu os jogos olímpicos de inverno em 2010 é um dos principais destinos turísticos do Canada, recebendo mais de 2 milhões de pessoas por ano. No inverno é uma badalada estação de ski e no verão o esporte da vez é o Mountain Bike. IMG_3771

Infelizmente meu tempo era bem limitado e não consegui aproveitar a montanha.  Fiquei com uma puta inveja vendo os caras descendo a montanha de full suspension. A inveja é maior pois a subida é feita no teleférico. Então é só curtir a descida. Na chegada ainda tem um lugar pra lavar as máquinas.

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Na próxima vez vou planejar alguns dias em Whistler e guardar uns dólares para alugar uma bike e pagar o teleférico. E já adianto, a brincadeira não é barata.

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Saraiva, Bugre e Rio Natal

CURITIBA (epic) Eu e o Lyra tinhamos um roteiro engavetado pela serra catarinense já fazia um bom tempo. Depois de algumas tentativas frustradas conseguimos coloca-lo em prática nesse fim de semana. Na realidade o roteiro posto em prática foi diferente do original por sugestão do Mr. Heil, nosso assessor para assuntos catarinenses.  Ele sugeriu a descida pelas estradas Saraiva e Bugre até Corupa e a volta pela estrada do Rio Natal. Abaixo o trajeto percorrido com a altimetria. Como dá pra notar, a ida é um pouco mais longa e a subida da volta é lazarenta. O track está disponível aqui

Descida pela esquerda e subida pela direita

Descida pela esquerda e subida pela direita

Altimetria

Antes de falar do pedal, uma dica de onde ficar se você resolver se aventurar pelas bandas de Campo Alegre/SC. Eu ia ficar no hotel Campo Alegre mas quando resolvi fazer a reserva já estava lotado por causa de um evento na região. Procurando uma alternativa, encontrei a Pousada Casa Antiga. Como o nome diz, a pousada é uma casa antiga que acomoda 27 pessoas. O banheiro é coletivo. O preço (hoje de R$ 180) inclui estadia e quatro refeições, as quais são oferecidas numa grande cozinha ao redor de um imenso fogão a lenha. Excelente qualidade. Se você for passar a noite somente, dá pra negociar o preço.

Pousada Casa Antiga

Pousada Casa Antiga (Coordenadas GPS -26.114462, -49.193963)

A pousada fica a cerca de 15km de Campo Alegre (-26.114462, -49.193963) na zona rural. Não tem sinal de celular, mas eles tem um WiFi que quebra um galho. Dá pra mandar uma mensagem pra mulher dizendo que você chegou!

Voltando ao pedal, tivemos muita sorte com o tempo. Nem muito frio no alto da serra e nem muito calor no pé da serra. Saímos por volta das 8:20h do Hotel Campo Alegre em quatro pedalantes (eu, Fabricio, Arce e Lyra) e encontramos Mr. Heil no meio do caminho.

O roteiro é magnifico. As estradas Saraiva e Bugre são dentro da mata, ou seja, um downhill por um túnel verde. Basta colocar a suspensão no modo ”descend” e curtir a descida. Fiz um video de parte da descida com a VIRB (agora com trilha sonora).

Aproveitamos o embalo e fomos até Corupá para almoçar. Devidamente alimentados, pegamos nosso caminho de volta as 13h e logo estávamos no começo da estrada do Rio Natal, uma subida de uns 25km com alguns trecho de forte inclinação e outros de inclinação lazarenta (cerca de 20%). Mas a beleza do lugar compensa o esforço. Chegamos de volta ao hotel por volta das 17h, com 93 km pedalados e mais de 2000m de altimetria.

Estrada Rio Natal

Estrada Rio Natal – Todos ainda sorrindo!

Parada no Mirante - Foto Instagram Arce)

Parada no Mirante – (Foto Instagram Arce)

A região reserva varios outros tracks a serem explorados. Pra começar, o original que continua engavetado.

Mais algumas fotos do pedal estão aqui.

Batismo 29”

CURITIBA (chuva!) A estreia da nova bike 29” foi digna de aplausos. Fabricio preparou um roteiro caprichado no quintal da casa dele com tudo quanto e tipo de terreno. Estradão, descida, subida pra cacete, single tracks e muito barro! Track disponível aqui.

VIRB Picture

Um pedaço do roteiro incluía a estrada dos 3 Mata-Burros que fiz em 2011. Como ontem choveu muuuito a noite, tinha alguns trechos eram de barro puro. Se é pra estreiar, vamos fazer direito!

VIRB Picture

Fiz um pequeno video com a VIRB, mas tenho que dar uma olhada no sensor de velocidade. Simplesmente não funcionou. Tentei colocar a câmera no suporte do selim, mas hoje era impossível. A lente ficava suja em poucos metros.