Ruínas de San Ignacio Mini

FOZ DO IGUAÇU (perto do fim) Ontem fizemos a segunda parte da nossa viagem pelo norte argentino. Passamos por diversas barreiras policiais novamente mas dessa vez não pediram pra ver nada. Um deles olhou os pneus do meu carro e perguntou pra onde eu estava indo, nada mais. Não deu pra mostrar o cambão novo pro guarda.

O que deu pra perceber de dentro do carro é que essa parte do país é bem pobre. É difícil achar um posto de gasolina pavimentado. É tudo chão batido. Sem chuva é um poeirão danado. Com chuva imagino que deva ser uma lamaçal. Restaurante decente na beira da estrada então….

A estrada entre Monte Caseros e Foz do Iguaçu é boa. A maior parte em pista simples mas com diversas obras de duplicação.  A quantidade de pedágios é menor, mas eles estão presentes.

Existem alguns atrativos turísticos na região. Um taxista em Buenos Aires me disse o Esteiro do Ibera é um lugar sensacional pra quem gosta de pescar. Parece com o nosso pantanal, segundo ele. A conferir. Quem tem um pequeno hotel por lá é o ex-dono na The North Face.

No trajeto de ontem paramos em San Ignacio Mini, a cerca de 230km ao sul de Foz de Iguaçu. Essa região tem diversas ruínas das missões jesuítas. A maior delas fica em San Ignacio, a qual foi fundada em 1632 pelos jesuítas durante o período de colonização espanhola. Desde 1984 San Ignacio Mini é um Patrimônio Mundial da UNESCO.

As ruínas são muito belas. A parte que chama mais atenção é o tempo. Pelo que sobrou da fachada dá pra ter uma ideia da grandiosidade da construção.

San Ignacio Mini

Fachada do Templo

Interior do templo

Interior do templo

Alem do tempo, dá pra se ter uma boa idea das casas construídas dentro das missões.

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O ingresso custa 60 pesos argentinos e inclui alem do tour nas ruínas uma visita a um pequeno museu. Reserve de duas a três horas para a visita. A cidadezinha ainda conta com algumas opções de restaurantes. Um dica, leve dinheiro, pois os postos de gasolina e os restaurantes da região não aceitam cartões de crédito, “sólo efectivo”.

 

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Volubilis

LISBOA (that’s it) E par fechar o tour pelo norte africano, fui conhecer Volubilis, um dos sítios arqueológicos mais belos do Marrocos, declarado patrimônio mundial da UNESCO em 1997. Reza a lenda que o povoado berbere (os habitantes originais do Marrocos) foi conquistado por Calígula em 45dc que fez do local o posto avançado mais remoto do império romano.

O sítio arqueológico tem cerca de 5000m2 e apesar dos séculos ainda dá pra observar claramente a alameda principal ligada por dois arcos.

O mais imponente é o arco triunfal, construído em 217dc em homenagem ao imperador Caracala e sua mãe.

Também chama a atenção a Basílica, que tem uma das duas paredes quase inteiras, o que nos dá plena noção do tamanho e imponência do prédio.

Outra coisa que resistiu ao tempo foram os mosaicos presentes em várias casas. Um mais bonito que o outro e todos em excelente estado de conservação, considerando que são do século 3.

Por volta de 786 Volubilis declinou pois o manda chuva da época (Moulay Ismail) resolveu construir sua capital em Meknes e por isso saqueou todo o mármore da cidade. Mais ou menos o que aconteceu com o Coliseu em Roma depois que proibiram as lutas de MMA, digo, de gladiadores.

A cidade virou ruinas de vez depois do terremoto de 1755, aquele que destruiu Lisboa. Em 1915 os franceses, que dominavam o pedaço, começaram as escavações no local e grande parte do que se vê hoje foi encontrado naquela época. Mais tarde o trabalho exploratório continuou com equipes inglesas da Universidade College London.

Tá aí uma coisa que eu nem imaginava encontrar no Marrocos. Vale a visita. Na saída do local tem uma bodega que vende…. adivinha o que?  Chá de Menta! Como estava meio frio, me rendi a um chazinho quente.