Construindo uma Casa (1)

CURITIBA (hey ho, let’s go) Nasci e fui criado em uma casa. Depois de casar fui morar em apartamento mas volta e meia me pegava olhando casas e terrenos. Um certo dia em 2010, quando fazia um dos meus longões preparatórios para a maratona, passei por acaso pela rua Theodoro Makiolka no bairro Santa Cândida. Pra quem não conhece, é uma rua bastante arborizada que liga os bairros Santa Cândida e Barreirinha, na região norte de Curitiba. Gostei da rua.

Um certo dia, fuçando num site de uma imobiliária encontrei um condomínio na rua Theodoro Makiolka. Não custa ir lá ver, pensei. Num domingo a tarde em Setembro/2010 fomos conhecer o terreno e na mesma hora deixamos um sinal com o corretor. Se o proprietário aceitar nossa proposta, legal.

Na segunda a imobiliária me liga e disse que minha proposta foi aceita. Imposto daqui, taxas de cartório dali e éramos proprietários de um terreno de 504m2. Nesse momento tinha uma única casa sendo construída no condomínio. Como dá pra notar, mato é o que não falta. Temos dois bosques (um na frente e outro atras e também uma área de preservação permanente, por causa de uma nascente).

E agora, fazemos o que com esse terreno? Tínhamos duas opções. Financiar para construir a casa ou vender o apartamento e construir a casa.  Essa decisão não tinha muita pressa, afinal de contas estávamos bem instalados no nosso apartamento. Tá certo, não tinha lugar para lavar minha bicicleta, mas estávamos bem instalados.

Em novembro de 2010 resolvemos avaliar o nosso apartamento. Chamei alguns corretores  e fixamos o preço 25% acima da avaliação média. Não tínhamos muita pressa em vender e pra falar a verdade, nem sabia se queríamos vender. Se vender que seja por um bom preço, pensamos.

Em meados de dezembro fui de carro para Floripa para participar de uma banca de mestrado. Quando eu voltava, Marisa me liga e me disse que tínhamos uma proposta. Estavam oferecendo quase o que pedimos e poderíamos ficar 1 ano no apartamento, ou seja, até o fim de 2011. Too good to be true! E agora mulher, fazemos o que? Perguntei para a digníssima. Vendemos, ora bolas.

Legal, vendemos por um bom preço, mas não tínhamos nem projeto da casa. Aí começou aquela correria. Arruma um arquiteto, construtor, papelada, prefeitura, etc.. Depois de cinco meses começamos a construção, em junho de 2011. E tudo que não choveu no ano de 2012, choveu em 2011.

Só tínhamos mais 7 meses de apartamento. Precisamos de um plano B. Casa da sogra, alugar um apartamento, uma ponte… A primeira opção foi a escolhida.

… to be continued…

Casa vs Apartamento

CURITIBA (começou a esquentar de verdade) Nasci numa casa na qual morei os primeiros 22 anos da minha vida. Quando resolvi que era hora de sair da casa dos meus pais, fui morar em um apartamento com um colega de faculdade. Depois mudei pra uma  casa (que mais parecia um apartamento) com outros colegas e finalmente, quando casei, mudei para o apartamento que moro até hoje.

Apartamentos têm suas vantagens e desvantagens. Uma desvantagem é que vc tem vizinho por todos os lados. Eu, porém, nunca fui muito de me incomodar com vizinhos, tanto que faz 13 anos (10 se diminuir o tempo que fiquei fora) que moro aqui e não sei o nome dos meus vizinhos do mesmo andar. O protótipo do Curitibano, não!? Como meus vizinhos são Curitibanos  também, nos damos muito bem. Ninguém sabe o nome de ninguém. Maravilha!

Mas sempre comprimento o pessoal no elevador. Tá certo que nunca passa de um “Oi, tudo bem?”, “Pois é, esfriou, não?” ou “Nossa, como sua filha está grande!”. Papo de elevador. Como o prédio tem só 7 andares nem dá tempo de esticar a conversa. Ultimamente alguns têm reclamado do preço do condomínio. Eu, que fui em uma única reunião do condomínio em 13 anos (pra pegar o controle remoto do portão), não posso falar nada.

Mas de um certo tempo pra cá comecei a me incomodar com o barulho que meu novo vizinho do andar de cima faz. Nada que me fizesse pegar o interfone pra saber o nome do cidadão. Mas o buffer está enchendo aos poucos.

Com eu e a Marisa sempre estamos dando uma olhada em casas e terrenos, resolvi intensificar a procura. Além do vizinho chato, preciso de um lugar pra lavar minha bicicleta, já que o Leandro está ameaçando fechar a oficina.

Acredito que encontramos algo interessante. O terreno fica numa área muito arborizada na região norte de Curitiba e dentro do condomínio tem uma grande área de preservação permanente. Na foto abaixo a área que imagino ter comprado. Por enquanto é um paraíso onde você não escuta barulho de carros, somente pássaros. E por enquanto não tem vizinhos!