Alaska

LOS ANGELES (conexões…) A maior cidade do Alaska é Anchorage, mas não se engane. A cidade tem poucos atrativos. Ok, tem várias micro-cervejarias. Mas os grandes atrativos do Alaska estão nas suas belezas naturais. Para quem gosta de atividades ao ar livre, o Alaska é um prato cheio. Nessa época do ano, o clima é agradável, com temperatura na casa dos 12C e com dias extremamente longos. A foto abaixo eu tirei as 23:50h da janela do hotel. E por volta das 5h da manhã o dia já está clareando.

Para conhecer um pouco mais desse fim de mundo, alugamos um carro e fomos visitar o sul do Alaska. A  Alaska #1, estrada que leva ao Sul, parece um cartão postal. Montanhas cobertas de neve e água em todas as direções. Dá pra dirigir por horas sem notar o tempo passar.

Nossa primeira parada foi em Wittier. A organização da conferência conseguiu um bom desconto com a empresa que faz o passeio das 26 geleiras e resolvemos aproveitar a oportunidade. Afinal de contas, não devo voltar para o Alaska tão cedo.

O passeio de barco que passa por diversas geleiras dura cerca de 5h. O barco é super-confortável e navega por águas calmas o tempo topo. Algumas geleiras impressionam pelo tamanho, mas também pelo rapidez que estão diminuindo. As marcações feitas ano a ano corroboram a preocupação dos ambientalistas.

Mais ao sul de Wittier, seguindo pela Alaska #9, está Seward. Antes de Seward, porém, demos uma passada no Kenai Fjjords National Park para ver algumas outras geleiras e fazer um trekking em algumas das muitas trilhas do parque. Infelizmente o tempo não ajudou muito. Uma garoa chata nos acompanhou por todo o percurso.

Fjord National Park – Exit Glacier

Finalmente, chegamos em Seward. A cidade que serve como base para que vai explorar o parque nacional não tem grandes atrativos mas tem uma excelente micro-cervejaria. Certamente essa leva o título de cervejaria mais distante que eu visitei!

A Conferência

ANCHORAGE (49th state) Essa foi uma das viagens mais cansativas que eu fiz nos últimos anos. Voos com atrasos, conexões gigantes, crianças chorando dentro do avião, etc. Mas enfim, cheguei em Anchorage no Alaska para participar da 30th edição da International Joint Conference on Neural Networks (ICJNN).

A organização da conferência esse ano deixou bastante a desejar. A internet simplesmente não funcionou. O coffee break fez jus ao nome, pois a única coisa disponível era café. E se demorasse muito, só tinha o break mesmo.

Algumas sessões, como as de deep learning, que atraem um bom público foram alocadas em salas pequenas, enquanto outras com pouquíssimas pessoas foram alocadas nos auditórios. Parece até que os organizadores não participaram da última edição da conferência para aprender como não fazer. Em resumo, a pior edição do IJCNN de todos os tempos.

Por outro lado vi algumas apresentações bem interessantes. Esse ano os organizadores deram preferência a temas mais voltados a teoria para as apresentações orais. A grande maioria dos papers discutindo aplicações foram alocados na sessão de poster. Nosso trabalho “A Two-Step Method for Designing Efficient Multiple Classifier System”, resultado do nosso aluno de mestrado Eunelson Silva, foi apresentado pelo  Alceu.

E para celebrar o trabalho publicado, fomos na melhor cervejaria da cidade, a 49th State Brewing, onde eles produzem localmente uma boa variedade de cervejas. A minha predileta foi a Solstice IPA. Alias, Anchorage está recheada de pequenas cervejarias. Dá pra passar um bom tempo sem repetir cerveja!

Costa do Golfo

TAMPA (sunshine) Outro objetivo da nossa road trip pela Flórida era conhecer as cidadezinhas da costa do Golfo e o roteiro de base era essa do mapa abaixoFizemos esse trecho de pouco mais de 500km em 4 dias. Sem pressa e parando onde achávamos legal. Saindo da nossa base em Florida City, pegamos a US41, uma estrada bem bacana que corta todo o norte do Everglades. Se você estiver procurando um passeio com aqueles Air Boats (barco com hélice), na US41 você encontra um monte deles. A estrada fica no meio do pântano e portanto cercada de água por todos os lados.

A primeira cidade na costa do golfo que paramos para visitar por Naples. A cidadezinha de gente de bom gosto e com bastante dinheiro. A 5th Avenida deles concentra  um monte de lojas (caras) e restaurantes e por ali você tem uma boa ideia da cidade. Mas vale a pena dar uma volta pelos arredores para admirar as belas e bem cuidadas casas. Procurando um lugar pra almoçar, encontrei um pequeno restaurante chamado Molto Tratoria usando o app do TripAdvisor. Talvez um dos melhores restaurantes Italianos que eu já experimentei. A massa do spaghetti deles é simplesmente extraordinária.

Seguindo pro norte, passamos em Cape Coral, uma cidade sem muitos atrativos mas com muitos barcos. Eu diria que é uma cidade marina. Um pouco mais ao norte está Fort Myers. Essa sim, merece um pouco mais de atenção. O local é conhecido pelas conchas do mar. Em Sanibel Island tem um museu com mais de 400 mil delas.

Ainda em direção ao norte nos hospedamos por duas noites em Sarasota, uma cidade bem charmosa com belas praias. A mais famosa delas é Siesta Key. Nessa região vale a pena um passeio pelas estradas US 789 e 758. Elas proporcionam uma bela vista da Baia de Sarasota.

No fim da US 789, vire a esquerda e pegue a US275 para passar pela famosa Sunshine Skyway Bridge e siga até St. Petersburg. A cidadezinha é bem servida de bares e restaurantes mas o principal atrativo, o Fort De Soto, fica um pouco afastado do centro, cerca de 30km. Mas a visita vale a pena. Cuidado com os ciclistas. Muita gente pedala nessa região. E pra fechar o dia, não deixe de visitar a linda praia de Clearwater. Esta é conhecida pelo belo por-do-sol.

Nossa última parada nesse tour pela costa foi Tampa. Se você curte montanhas-russas, talvez você deva passar no Busch Gardens. Senão, sugiro um passeio pela Tampa Riverwalk, um caminho com diversos bares, restaurantes e diversas opções de passeios de barco. 

 

Everglades

FLORIDA CITY (vendaval) O Parque Nacional dos Everglades abrange uma ampla região pantanosa do sul da Flórida e abriga uma fauna bem variada. A estação seca do inverno, que dura de dezembro a abril, é o melhor momento para a observação da vida selvagem no parque. Condições meteorológicas são geralmente agradáveis durante o inverno e os níveis de água em pé são baixos, fazendo com que a vida selvagem se concentre em locais centrais de água. Aí fica mais fácil avistar a bicharada.

A melhor forma de visitar o parque é de carro. Uma estrada de cerca de 60km liga os dois principais centro de visitantes, o Ernest F. Coe no inicio da estrada e o Flamingo, no fim da estrada. Entre esses dois pontos, existem várias trilhas que podem ser exploradas. A mais popular de todas,  Anhinga Trail, fica logo na começo da estrada num ponto conhecido como Royal Palm. Ali você pode ver os famosos American Alligators, tartarugas, peixes e diversas espécies de aves.

O centro de visitantes Flamingo, no fim da estrada, tem uma estrutura um pouco melhor pois conta com um pequeno café e uma lojinha de conveniência onde você pode encontrar uma cerveja gelada. Ali você pode contratar um passeio de barco para andar pelos canais e lagoas do parque. Todos os passeios disponíveis custam US$ 35 e duram cerca de duas horas. Durante o nosso passeio pudemos avistar filhotes de crocodilos e alguns peixe-bois que habitam a região.

O guia do barco nos contou uma história curiosa sobre a milhares de cobras python que hoje “residem” no parque. Essa espécie de cobra não é nativa do sul da flórida, nem mesmo do continente americano. De acordo com o guia, essas cobras eram criadas como animais domésticos e mais tarde em pequenas fazendas. Um desses furacões que passam pela Florida de vez em quando devastou essas fazendas e libertou as cobras que eram criadas em cativeiros. Elas encontraram na região pantanosa e de difícil acesso do Everglades um local perfeito para morar.

O problema é que as cobras estão se reproduzindo muito rápido e criando um desequilíbrio na fauna do parque. Segundo o guia, estima-se hoje que já são mais de 200.000 cobras intrusas no parque. Para tentar reduzir essa super-população de pythons, o parque criou um desafio para ver quem caça mais cobras. Dá pra participar solo ou em equipe. Quem caçar mais cobras leva US$ 5000. No desafio de 2016, todas as equipes somadas conseguiram capturar pouco mais de 60 cobras. Ou seja, visite o parque antes que as cobras tomem conta do pedaço!

 

Key West

FLORIDA CITY (windy) Esse ano resolvemos fazer uma road trip pela Flórida. Eu estive por aqui em 2009, mais precisamente em Orlando e Miami,  para uma conferência e devo confessar que o local não me atraiu muito. Mas sempre ouvi falar que o sul da Flórida e a costa do golfo do México guardavam algumas atrações interessantes.

Então aqui estamos. Para os primeiros dias da viagem resolvemos ficar numa cidadezinha chamada Flórida City que fica uns 50km ao sul de Miami ja que nosso roteiro começa pelo extremo sul do estado, mas precisamente por Key West. A estrada que liga Florida City a Key West tem cerca de 200km e nada menos que 42 pontes, algumas curtas e outras bem longas, como a 7-mile bridge (fotos abaixo)

foto: wikepedia

A estrada é legal, mas depois de um certo ponto se torna cansativa pois a paisagem é sempre a mesma. E não tenha pressa. O limite de velocidade gira em torno de 45 a 55mph e conta com diversos trechos de pista simples.

Quanto a Key West, a cidadezinha é bem pitoresca e conta com algumas atrações. A Duval Street é a rua principal onde você encontra um monte de lojas e restaurantes. Ontem ela estava tomada pela marcha das mulheres, um protesto conta o novo presidente americano, que aconteceu simultaneamente em diversas cidades americanas.

Outros lugares que vale a pena dar uma olhada são: Southernmost point, Mallory square, Casa do Hemingway e Fort Zachary. Nesse último, não deixe de dar uma  caminhada pela praia. Alias, essa praia é um bom local para apreciar o por-do-sol.

Como eu disse anteriormente, a Duval está repleta de restaurantes e a questão então é onde almoçar. Dei uma olhada no trip advisor e encontrei o “Deuce’s Off the Hook”. Trata-se de um restaurante bem pequeno com umas 10 mesas. A comida é bem boa e a cerveja melhor ainda. A IPA deles é muito boa, pelo menos aquela que estavam servindo ontem. Recomendo.

Old Town San Diego

IMG_1833SAN DIEGO (always good) Visitar um lugar pela segunda vez é sempre interessante. Isso te dá a oportunidade de ver as coisas com mais calma e dar uma chance aqueles lugares menos badalados. Da outra vez que estive por aqui nem dei bola para a cidade velha de San Diego, o lugar que deu origem a uma as cidades mais antigas da California. Hoje o local abriga um parque estadual com diversas casas antigas preservadas, museus, lojas e restaurantes.

Desta vez, com um pouco mais de tempo, fomos conhecer esse pedacinho de San Diego. Chegamos lá por volta de 9:30 e escolhemos um restaurante para tomar um café da manhã. A escolha foi aleatória, mas acertada. O Congress Café, que fica na Congress Street é um lugarzinho simples mas muito simpático que serve um bom breakfast. Recomendo.

IMG_1832Depois saímos para bater perna pelas ruelas da cidade antiga, que não é muito grande diga-se de passagem. Uma boa pedida por lá e fazer degustação de azeite de oliva e pimentas. Pra quem gosta de pimenta, tem algumas lojas que impressionam pela variedade. A proximidade com o México ajuda!VIRB PictureReserve um meio-dia para uma visita com calma. Se resolver almoçar ou jantar por lá, boas opções de restaurantes não faltam.

 

Porta-Aviões USS Midway

SAN DIEGO (kinda cool) Um ótimo programa em San Diego, pra quem gosta de aviões de guerra, é visitar o museu USS Midway, um porta-aviões construído logo depois do fim da segunda guerra.IMG_1625

VIRB Picture

O USS Midway ficou na ativa até 1991 e foi usado pela última vez na guerra do golfo. Em 1992 virou museu. O ingresso pra visitar o porta-aviões custa US$ 20 e dá direito a visitar diversas dependências, como dormitórios, refeitórios, etc e também 29 aeronaves perfeitamente restauradas. Aqui você pode encontrar uma lista dos aviões que estão em exposição.

SNJ Texan usado na segunda guerra

SNJ Texan usado na segunda guerra

Em algumas delas é permitido entrar e ficar fuçando no painel. Bem divertido pra quem gosta de voar em simulador. Falando em simulador, você pode brincar em alguns deles, mas isso não está incluso no ingresso do museu.

IMG_1601Planeje umas duas ou três horas para a visita. Entretanto, se você for um aficionado, pode passar o dia lá batendo papo com alguns veteranos que hoje trabalham como guia.