Whistler

VANCOUVER (inveja) Esse fim de semana deu tempo de passar em Whistler. A pequena cidade que recebeu os jogos olímpicos de inverno em 2010 é um dos principais destinos turísticos do Canada, recebendo mais de 2 milhões de pessoas por ano. No inverno é uma badalada estação de ski e no verão o esporte da vez é o Mountain Bike. IMG_3771

Infelizmente meu tempo era bem limitado e não consegui aproveitar a montanha.  Fiquei com uma puta inveja vendo os caras descendo a montanha de full suspension. A inveja é maior pois a subida é feita no teleférico. Então é só curtir a descida. Na chegada ainda tem um lugar pra lavar as máquinas.

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Na próxima vez vou planejar alguns dias em Whistler e guardar uns dólares para alugar uma bike e pagar o teleférico. E já adianto, a brincadeira não é barata.

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Stanley Park

VANCOUVER (red eye) Vancouver estava na minha listinha de cidades já fazia um bom tempo. Quando eu morava em Montreal, tínhamos alguns amigos morando aqui e por um motivo ou outro (dinheiro geralmente, pois vivíamos de bolsa) nunca conseguimos visitar a cidade. Fomos pra Victoria (aqui do ladinho) mas não pra Vancouver. O tempo passou e os amigos se mudaram, infelizmente. Mas como nunca é tarde, aqui estou participando de outra conferência.

E que bom que deu certo. A cidade é muito bonita. Em alguns aspectos lembra San Francisco e em outros Seattle. É daquelas cidades que eu moraria fácil. Dizem que aqui chove pra cacete tanto que o apelido é Raincouver. Mas dei sorte. Uma semana de tempo bom com temperatura pra lá de agradável.

E o que fazer em Vancouver? De acordo com o TripAdvisor, tem alguns pontos que você não pode deixar de conhecer. O Top 1 é o Stanley Park. Uma pesquisa realizada pelo mesmo TripAdvisor em 2014 deu ao Stanley Park o título de melhor parque do mundo. Não sei se concordo, mas o lugar é magnifico.

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Vista aérea do parque (imagem chupada da internet)

A melhor maneira de explorar o parque é a pé ou de bicicleta. O lugar é cortado por trilhas e tem ainda uma ciclovia ao longo de todo o perímetro. Hoje cedo fui correr no parque e sinceramente, não lembro da última vez que corri num lugar tão agradável quanto esse. Talvez tenha sido a conjunção de vários fatores (lugar, temperatura, disposição, etc..), sei lá

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Mas a corridinha de hoje custou caro. Eu nunca levo o telefone nas minhas corridas, mas como eu queria tirar umas fotos, coloquei o dito no bolso. Quase no fim do percurso, errei o bolso e o vidro telefone espatifou no chão! Agora está lá na Apple Store para ser reparado.

La Vega de Santiago

SANTIAGO (airport sucks) No nosso último dia de Chile fomos convidados a experimentar a típica cozinha chilena. Nossos hosts, Juan e José, nos levaram a “La Vega”, um mercadão do outro lado do Rio Mapocho. De um lado da rua funciona o mercado de frutas e verduras e do outro um monte de pequenos restaurantes populares.

O lugar é bem diferente da Santiago que eu tinha conhecido até então. Parece mais um Paraguai, ou melhor, uma Cidade del Lest na fronteira com o Brasil. Em outras palavras, uma zona total. Gente e sujeira pra cacete. Realmente não parece a Santiago da Providencia e Las Condes. Não estou falando que não vale a pena visitar, pelo contrário. Estou dizendo que é bem diferente e por isso vale a visita.

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Segundo o Juan, nosso host Chileno da gema, La Vega é o real mercado já que o Mercado Central virou um lugar totalmente turístico. Em suas palavras, “The Mercado Central is a tourist trap while La Vega is the real deal!”

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Nos embrenhamos por dentro das pequenas ruelas dentro do mercado até chegar ao pequeno e acanhado restaurante. Espremidos numa pequena mesa, Laurent, meu colega Francês, tirava foto de tudo e parecia maravilhado com aquela visão de terceiro mundo. “ça c’est le vrai Chili!!”

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Se você quiser diversas opções de pratos a preços realmente camaradas, esse é o lugar. E se você pedir qualquer coisa “a lo pobre”, pode ter certeza que vem muita comida (com ovos e batata frita). Eu fui de costela a lo pobre. Esse prato com uma cerveja saiu por cerca de US$4. Uma boa pedida, não?

Multando Ciclistas

MONTREAL (watch out) Ciclista em geral é um bicho folgado. Reclama de tudo e de todos mas volta e meia está fazendo suas cagadas. Me incluo nas estatísticas. Um exemplo clássico é o sinal vermelho. Na mente dos ciclistas ele foi feito para os caros e não para bicicleta. Bicicleta pode passar no sinal vermelho, afinal de contas, bicicleta não é carro. Também pode andar na calçada. Bicicleta é pequena e ágil.

Pode o caralho! Foi o que decidiu a policia de Montreal. Se a policia te pegar fazendo cagada nas ruas de Montreal, você vai ganhar uma multa. E eles estão por toda parte centro da cidade. O cidadão abaixo foi parado por duas infrações. Cruzou o sinal vermelho e estava de fone de ouvido (o que é proibido aqui.)

Multa no ciclista

Eu estava esperando pra atravessar a rua quanto a abordagem aconteceu. Fiquei de butuca pra ver o que ia acontecer. O policial foi muito educado. Pediu o documento do ciclista e explicou porque ele foi parado. O ciclista, é claro, de aquela de joão-sem-braço (aqui conhecido como armless-john), mas não colou. Tomou uma multa de CAD$ 40.

É a velha história, na próxima vez vai pensar duas vezes antes furar o sinal. Se a moda pega no Brasil…

Cliffs of Moher

DUBLIN (on the air) Na minha última visita a Irlanda eu tinha planejado visitar o Cliffs of Moher mas por diversos motivos a coisa acabou não dando certo. Não tinha certeza de quando voltaria para a Irlanda então coloquei os cliffs na minha “to do list”. Lista essa que só faz crescer.

O IJCNN,  conferência da qual participei durante essa semana, raramente é organizada fora dos Estados Unidos. Mas esse ano isso aconteceu. Um chinês da Universidade do Texas que dever ter conhecido o sul da Irlanda em alguma outra oportunidade, imaginou que deveria ser legal fazer o evento nesse canto do mundo. E realmente, o sul da Irlanda é bacana, mas chove uma barbaridade. Eles mesmos fazem piada com o clima deles.

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Independente do clima achei que essa seria uma boa oportunidade de voltar a Irlanda e riscar um item da minha lista. A jornada foi um pouco cansativa pois tivemos que fazer cerca de 500km saindo de Killarney, no extremo sul, até Cliffs of Moher e depois retornar a Dublin. A vantagem desses pequenos países é que você consegue cruza-los em poucas horas.

Mas a correria valeu a pena. A paisagem é simplesmente magnifica. É um lugar pra sentar a beira do penhasco e contemplar a natureza em estado bruto. O Cliffs of Moher tem cerca de 18km de extensão e o ponto mais alto tem 200m de altura.

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Essas falésias ficam dentro do Burren and Cliffs of Moher Geopark o qual conta com uma boa infra-estrutura turística. Tem uma lanchonete que vende uns sanduíches mas se estiver com fome a melhor pedida é ir até Liscannor, uma cidadezinha a poucos quilômetros do parque. Ali tem algumas boas opções de restaurante. Mas vá devagar pois você pode cruzar com um pelotão a qualquer momento. Afinal de contas estamos na Europa!

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Killarney

KILLARNEY (long day) De acordo com o meu guia de viagem, Killarney é a atração turística mais visitada da Irlanda. Ok, se não fosse pela conferência, muito provavelmente eu não teria conhecido esse pedaço da Irlanda, apesar da sua popularidade. A cidade em si é bem pequena e tem cerca de 30000 habitantes. Por se tratar de uma cidade turística, restaurantes e lojinhas de toda sorte não faltam. Se você gosta de comida indiana, existem algumas boas alternativas aos famigerados “fish&chips”

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Se voce aprecia uma boa cerveja, acabaram de inaugurar a Killarney Brewing Company aqui. Você pode fazer um tour na micro cervejaria por EUR 12 com direito a provar duas cervejas. Além de um video contando a história da cervejaria, o guia te explica num inglês gaélico o processo de fabricação de cada cerveja, alem da origem do rótulo de cada uma delas.

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Atualmente eles fazem seis tipos de cerveja: blonde ale, irish red ale, larger, irish pale ale, indian pale ale e stout. De acordo com o guia, os três sócios colocaram cerca de EUR 2 milhões para viabilizar o negócio e parece que a coisa está indo muito bem, obrigado. Gostei das cervejas que eu provei. Não estão entre as TOP5,mas são boas.

Unfiltered Blonde Ale

Unfiltered Blonde Ale

E pra queimar todo o alcool do monte de cerveja que você vai tomar por aqui, nada melhor do que uma corridinha. Lugares para correr não faltam, entretanto, me indicaram um roteiro bem bacana. Saindo da rua principal, entre na Ross Rd e siga até o Ross Castle. Depois volte pela pista que corta bosque e acaba na frente da catedral. Um trajeto de cerca de 10km quase todo plano com um visual de tirar o fôlego.

https://www.strava.com/activities/346395154/embed/edb331fb7fee53fd6326820927b28be905ce4b43

Ross Castle

Ross Castle

O “must see” da região certamente é o Killarney National Park, mas especificamente os lagos de Killarney. Ali os turistas têm a disposição atividades “outdoor” para todos os gostos. Você pode ficar pescado na beira do lago ou escalar as montanhas da região. Uma atração que fica logo na entrada do parque é Muckross  House, uma mansão no estilo vitoriano construída no século 19.

Muckross House

Muckross House

E se sobrar tempo e você tiver sorte de ter um dia de sol (coisa rara mas fomos agraciados) uma sugestão é fazer a rota conhecida como Ring of Kerry. Trata-se uma rota cênica com cerca de 180km passando por diversas cidadezinhas da península de Iveragh sempre com paisagens muito belas. Seguindo a sugestão de uns locais, fizemos uma pequena alteração na rota sugerida do Ring of Kerry adicionado a ilha Valentia. Nessa pequena ilha a sugestão é subir o Monte Geokaun para contemplar os Fogher Cliffs

Fogher cliffs

Fogher cliffs

Um pouco antes de chegar no topo existe uma trilha com cerca de 2km que dá a volta no morro. De lá você tem uma visão privilegiada de toda ilha e seus arredores. 
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Pra finalizar o passeio na ilha vá até o vilarejo de Knightstown. Se decidir deixar a ilha por alí, você pode tomar uma cerveja no pub que fica em frente ao ferryboat que faz a travessia dos carros.

 

Dois dias na Normandia

ROUEN (red eye again) Dessa vez estou passando um pouco mais de tempo em Rouen. Fui convidado pela Universidade Rouen a passar 10 dias aqui para apresentar minhas pesquisas e também alguns seminários sobre reconhecimento de padrões. Como nem só de trabalho vive o homem, pedi algumas sugestões aos colegas daqui para elaborar um tour de dois dias na região da Normandia. O roteiro sugerido pela maioria foi o seguinte:

  • Dia 1: Sair cedo de Rouen, Visitar Mont Saint Michel, Passar o fim do dia em Saint Malo.
  • Dia 2: Sair cedo de Saint-Malo, Visita as praias do Dia D, Deauville e Ponte da Normandia.

No mapa o roteiro é mais ou menos esse, com cerca de 750km de ida e volta.

Roteiro Normandia

Aluguei o carro na Hertz desta vez. Um Peugeot 2008. Se você usar o site local das locadoras (.fr) o preço é bem mais em conta do que o site global (.com). Entretanto, a quilometragem é limitada a 250km por dia e te cobram cerca de EUR 0.4 por km excedente. Dependendo da quilometragem que você planeja, sai mais barato locar o carro por mais dias do que pagar o excedente. #ficaadica.

Seguindo o roteiro sugerido, a primeira parada foi no Mont Saint-Michel, uma abadia construída numa ilhota por volta do século XIII. Como tudo na Europa, a coisa é recheada de história e recebe uma tonelada de visitantes todos os anos. Três milhões e duzentos mil para ser mais exato.

Mont Saint MichelEntão se prepare para cruzar com monte de turistas pelas ruelas estreitas que levam a entrada da abadia no topo do morro. Uma boa ideia para escapar da muvuca é chegar bem cedo ou no fim da tarde. Nessa época do ano (junho-julho) tem luz do dia até as 22h.

Mont Saint Michel

Ruelas lotadas de turistas

Já na região da Bretanha, a cerca de 50km do Mont Saint-Michel estava o segundo ponto do roteiro, a pitoresca Saint Malo. Essa cidade cercada por uma muralha foi fundada no século 1AC, mas o que se vê hoje é o resultado da reconstrução que aconteceu depois da segunda grande guerra, pois em 1944 a cidade foi quase toda destruída pela resistência alemã.

Saint Malo

Caminhar pela ruelas no interior da muralha é algo bem prazeroso. A cidadezinha está recheada de bares e restaurantes onde você pode sentar e relaxar. O prato tradicional da região é o crepe que em geral é acompanhado por uma xícara generosa se cidra. Diria que não é minha bebida preferida, mas já que estou na chuva…

Cidra

Falando em chuva, parece que dei sorte. Na bretanha diz que chove uma vez no ano somente, mas dura cerca de 360 dias…

Depois de bater muita perna em Saint Malo, encontrei um hotel F1 na beira da estrada para passar a noite (EUR 33). No dia seguinte segui para a pequena cidade Colleville-sur-mer, na costa da Normandia, para explorar a região onde cerca de 100.000 aliados desembarcaram no dia 6 de junho de 1944, o dia D da segunda guerra mundial.

Memorial construído na praia de Omanha

Memorial construído na praia de Omanha

Se você se interessa pela história da segunda guerra, dá pra passar um bom tempo na região visitando museus e memoriais que explicam um pouco da história ‘in loco’. Como eu tinha um tempo limitado visitei o museu Overload (nome da operação do desembarque – Operação Overload) e o cemitério americano da Normandia. Esse último fica numa colina ao lado da praia numa área de 172 acres doado pela França aos Estados Unidos. Neste cemitério estão enterrados mais de 9000 americanos mortos na segunda guerra.

Cemitério Americano da Normandia

Cemitério Americano da Normandia

A última cidade do tour foi Deauville. Me disseram que esse é o destino predileto dos parisienses abonados nos fins de semana de sol do verão francês. Ou seja, uma riviera francesa no norte do país. Não é o tipo de lugar que me chama muito a atenção, mas de qualquer forma, é um lugar bonito (com uma grande concentração de carros e lojas de luxo e um monte de gente esnobe).

Deauville

Deauville

Tendo em vista que no verão essa cidade fica lotada, o caminho mais curto entre Deauville e Paris, e que passa por Rouen, fica bastante congestionado. A dica para a volta é pegar um caminho um pouco mais longo, pela E44, que passa pela ponte de Normandia. A volta fica cerca de 30km mais longo, mas sem tráfego algum.

Ponte de Normandia

Ponte de Normandia

Lembre-se de ter uma moedas, ou melhor, várias moedas na carteira (ou seu cartão de crédito) para pagar os pedágios nas estradas principais.