Bombay Mahal

MONTREAL (muito bom) Explorar os restaurantes de Montreal é um dos meus passatempos favoritos. Aqui você encontra qualquer tipo de comida por preços muito razoáveis. Essa semana pedi para meu amigo Jean Phillippe, quebecois da gema, me indicar alguns restaurantes indianos. Com a lista em mãos, ontem a noite fomos conhecer uma região que está sendo dominada pela cozinha Indiana na Rua Jean Talon.

Escolhemos o restaurante Bombay Mahal, um lugar bem simples com pratos de metal parecidos com bandejão de restaurante universitário. Pedimos quatro pratos diferentes, um vegetariano, dois a base de frango e um de carneiro (Lamb Madrasi). Esse último, o melhor da noite na minha opinião pois tinha o nível de pimenta que eu gosto. Como o Alceu é chegado num ardido, ele pediu um frango Vindaloo que é carregado na pimenta.

indian food

E pra acompanhar essa pimenta toda? Tem que ser uma coisa meio encorpada. Que tal alguns vinhos do sudoeste da França? Jean Philippe levou um Cotês du Brulhois 2010 (GGG1/2) …

brulhois

…enquanto eu fui no meu velho conhecido Cahors Clos La Coutale 2011 (GGGG/12).

Cahors

Apesar do Brulhois ter Tannat na sua composição ele era bem suave, um pouco suave demais para a quantidade de pimenta. Já o Cahors caiu como uma luva.

Esse restaurante entra na minha lista dos motivos para não ser vegetariano. 

Tosco Tomando Vinho

MONTREAL (packing) O negócio é aproveitar os preços descentes e a boa variedade de Cahors que a gente encontra por aqui. Aqui vão alguns para o catálogo do tosco.

O primeiro da semana foi o Chateau St Didier-Parnac 2010. Foi uma recomendação do rapaz da loja de vinhos. Talvez seja algum problema com essa safra, mas não estava aquelas coisas. Tomamos no Khyber Pass acompanhado de um maravilhoso carneiro, como sempre. O vinho não estava na altura do prato. Daria uma GGG para ele.

O segundo da série é um velho conhecido, o Clos la Coutale. A foto é do ano passado mas o vinho é o mesmo. Inclusive a safra, 2009 (GGGG1/2). Tomamos no Le P’tit Plateau, um pequeno bistro Francês com meia duzia de mesas.

Pra acompanhar um salmão defumado que comi como entrada é perfeito. Alias, recomendo fortemente esse restaurante. Mas faça reserva.

E pra fechar a semana, um Comte du André. Uma grata surpresa com um preço bem acessível por aqui (GGGG). Casou perfeito com a macarronada preparada pelo Chef Eduardo (meu ex-aluno).

 

Tosco Tomando Vinho

MONTREAL (that’s it) Ontem jantei com Robert, meu ex-supervisor de doutorado, com quem eu mantenho alguns projetos de colaboração acadêmica. Fomos num pequeno restaurante Francês (Le P’tit Plateau) que ele queria conhecer. Esse restaurante é do tipo “Apportez Vortre Vin”, ou seja você pode comprar seu vinho em qualquer lugar e tomar no restaurante. E melhor, o restaurante não cobra por isso. Eu acho esse conceito sensacional. Não são todos os restaurantes da cidade que permitem isso. Um guia daqueles que permitem isso pode ser encontrado aqui.

Como aqui a variedade de Cahors é boa e os preços são acessíveis, pegamos duas garrafas clássicas. A primeira era um Chatons du Cèdre 2008. Já tomei esse vinho diversas vezes, mas desta vez ele estava ácido demais. Talvez devesse ficar mais algum tempo guardado. Mas eu não tenho tanto tempo assim!

A segunda garrafa foi um Clos la Coutale 2009. Consultando alguns posts mais antigos, reparei que eu já tinha experimentado esse vinho. Foi um 2007 e pelas minhas notas estava bom. Mas esse 2009 estava particularmente bom, talvez pelo fato de que o Chatons du Cedre deixou um pouco a desejar.

Serviço:

Le P’tit Plateau, 330 Marie Anne Est (esquina Drolet), Montreal. Fone 514-2826342. Faça reserva.

Tosco Tomando Vinho

CURITIBA (puta preguiça) Bem, hoje nem está tão frio assim, mas é feriado. E feriado com o tradicional Yakisoba da minha sogra merece uma boa garrafa de vinho. Vasculhando no que sobrou do inverno, achei esse Chateau Les Placiols 2001 da minha predileta região de Cahors.

Devo confessar que esperava mais desse vinho. Não sei se ele passou um pouco do ponto, mas todos os aromas que deviam estar lá já tinham ido embora. Ficou somente um gosto acentuado do carvalho (GG1/2). Certamente não é vinho para se guardar muito tempo!

Tosco Tomando Vinho

CURITIBA (e comendo) Feriadão frio em Curitiba, e a cama parecia me agarar pelas pernas. Lutei bravamente e consegui me desvencilhar da cobertas para fazer meu treino programado na planilha. Não deixei barato, pois carreguei toda a familha pro parque comigo!

Sabia que um almoço dos bons me esperava, então não podia deixar um treino passar em branco. Já no fim de semana fomos convidado pelo André para sermos cobaia de um experimento. Explico. O bicho está fazendo um curso de chefe cozinha (fez até um blog) e ia botar em prática algumas das suas aulas.

Entre os pratos preparados pelo nosso chef estavam o Ragu de Barreado e um porco assado com batatas. Tudo delicioso!

Mas vamos ao que interessa. Fiquei de levar uma garrafa de vinho e como o Andre tinha me dito que a comida era incorpada, nada melhor do que um Cahors, vinho bem incorpado com fortes taninos. Esse vinho é um dos meus Cahors favoritos (GGGG1/2). Infelizamente não são tão fáceis de se achar por aqui.

Depois abrimos um Italiano da Toscana que o André ganhou de presente de aniversário. Bem suave, e se comparado com um Cahors, parecia meio aguado. Mesmo assim eu daria uma (GGG)

Pra fechar o feriado, um Chileno chamado Tricyclo. Tá certo, esse Cabernet Sauvignon não inspira muita confiança pelo nome, mas devo admitir que desce bem. Um gosto de madeira um pouco acentuado, mas para a terceira garrafa, estava perfeito (GGG1/2)

E haja pedal e corrida pra queimar todo esse alcool!!

Tosco Tomando Vinho

CURITIBA (frio, calor, chuva) Quem me conhece sabe que meus vinhos prediletos são os vinhos do sudoeste da França, principalmente aqueles de Cahors e Madiran. São vinhos mais encorpados e que vão muito bem com carnes mais fortes, como um bom carneiro.

Por conta de um comentário que recebi nesse blog alguns meses atrás, li um livro chamado a Dieta do Vinho. A primeira parte do livro é bem interessante e o autor cita diversos estudos que mostram que as procianidinas (polifenóis abundantes em alguns vinhos tintos) fazem muito bem ao coração. Claro que quando consumidos com moderação.

dieta do vinho

Essa é a desculpa que qualquer um que gosta de um bom vinho precisa. Mas espere, a coisa fica melhor ainda. Segundo o autor, os vinhos com maior teor de procianidinas são os Madiran, os quais tem como uva base a Tannat.

Além do sudoeste da França a uva Tannat é produzida em grande quantidade no Uruguai. Entretanto, segundo o livro, os Tannat do Uruguai não são tão ricos em procianidinas quanto os Madiran. Mas são bem mais acessíveis e muito bons.

Ou seja, dá pra cuidar muito bem do coração com um vinho Uruguaio de boa qualidade. O exemplo disso foi um Tannat que tomei no almoço de domingo, da Bodega Ariano Hermanos.

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Vinho muito bom (GGGG) e, de acordo com meu cunhado, a um preço bem acessível no Sans Club. Tá aí a dica!

Bem, se você não gosta de vinho tem uma outra saída. O livro diz que a romã também é rica em procianidinas…

Tosco Tomando Vinho

MONTREAL (j’aime ça) Como de costume, sempre que venho a Montreal vou jantar na casa do meu ex-orientador. Devo dizer que isso não é uma coisa muito comum entre ex-orientador e ex-orientado já que a convivência durante o período de doutorado é algo bastante estressante e não são muitos que conseguem ter uma relação amigável após 4 anos de árduas discussões.

Além de assuntos científicos, os vinhos de  Cahors, uma região não muito glamurosa do sudoeste da França, fazem parte das nossas conversas. Aliás, Robert foi que me apresentou os vinhos de Cahors e Madiran, dos quais eu me tornei um fâ quase incodicional. Pois bem, pode-se dizer que esses vinhos sempre estão presentes nas nossas discussões “científicas”.

Hoje os escolhidos foram “Chateau la Coustarelle 2005” e “Clos  la Coutale 2007”. Ambos muito bons, mas o primeiro foi um dos melhores Cahors que eu já tomei (GGGG1/2).

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Pra acompanhar esses excelentes vinhos, a sempre prestativa Lucie, esposa do Robert, preparou um jantar memorável. Assim fica difícil não querer voltar…

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